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Quais São os Sintomas da Varíola do Macaco: Guia Completo 2025

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A variola do macaco, também conhecida como monkeypox, tem chamado atenção mundial devido à sua rápida disseminação e aos riscos à saúde pública. Com o aumento de casos em diversos países, entender seus sintomas tornou-se essencial tanto para profissionais de saúde quanto para o público em geral. Este guia completo de 2025 traz informações atualizadas, explicando detalhadamente os sinais clínicos, formas de prevenção e cuidados essenciais.

Introdução

Nos últimos anos, a variola do macaco tem sido pauta de debates e estudos devido à sua capacidade de transmissão e aos seus sintomas característicos. Originalmente uma doença rara, que ocorria principalmente em certas regiões da África Central e Ocidental, ela tem se espalhado para outros continentes, levantando a necessidade de maior conscientização.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a rápida circulação do vírus monkeypox representa um desafio para os sistemas de saúde ao redor do mundo". Por isso, compreender os sintomas é fundamental para diagnóstico precoce e controle da doença.

O que é a variola do macaco?

A variola do macaco é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente à família Poxviridae. Ela é semelhante à varíola, mas geralmente apresenta uma gravidade menor. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com fluidos corporais, lesões na pele ou objetos contaminados.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão do vírus pode acontecer por diversas vias, incluindo:- Contato direto com lesões de uma pessoa infectada.- Contato com objetos contaminados, como roupas ou roupas de cama.- Respirar gotículas respiratórias de pessoas infectadas.- Consumo de animais infectados, em regiões onde a doença é endêmica.

Detalhes em OMS - Monkeypox.

Sintomas da variola do macaco: o que observar?

Os sintomas da variola do macaco podem variar em intensidade e tempo de aparecimento, dependendo do estágio da infecção. Geralmente, eles começam de maneira semelhante aos sintomas de uma gripe e evoluem para uma erupção cutânea característica.

Fases dos Sintomas

Vamos detalhar os principais sinais clínicos em cada fase:

FaseDuração AproximadaSintomas Principais
Período de incubação5 a 21 diasAusência de sintomas
Início (fase pródromal)1 a 5 diasFebre, dor de cabeça, fadiga, dores musculares, calafrios, linfonodos inchados
Evolução da erupção1 a 3 semanasManchas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas

Os principais sintomas da variola do macaco

Vamos explorar com detalhes cada sintoma comum do período clínico da doença.

1. Febre alta

É frequentemente o primeiro sinal de que algo está errado. A febre costuma variar entre 38,5°C e 40°C, sendo persistente durante alguns dias.

2. Cefaleia intensa

Dores de cabeça fortes e contínuas acompanham o início dos sintomas, dificultando as atividades diárias.

3. Fadiga e mal-estar

Sentimentos de cansaço extremo e indisposição podem durar semanas, mesmo após a febre diminuir.

4. Linfonodos inchados

Um dos sinais distintivos da monkeypox é o aumento e sensibilidade dos linfonodos, principalmente no pescoço, axilas e virilha. Isso ajuda a diferenciar a doença de outras viroses.

5. Dores musculares e no corpo

Dores generalizadas, semelhantes às de uma gripe, aparecem na fase inicial.

6. Escala progressiva de lesões cutâneas

O sintoma mais característico da variola do macaco é o aparecimento de lesões na pele, que evoluem em diferentes etapas.

As lesões cutâneas: características e evolução

A manifestação cutânea é a mais marcante e define facilmente a doença. As lesões passam por fases distintas:

  • Manchas (máculas): áreas de alteração de coloração da pele.
  • Pápulas: elevações sólidas.
  • Vesículas: bolhas com líquido.
  • Pústulas: lesões cheias de pus.
  • Crosta e escoriações: formação de crostas ao cicatrizar.

Importante: As lesões geralmente aparecem de forma simétrica e podem ocorrer em várias partes do corpo, incluindo face, mãos, braços, pernas, tronco e genitais.

Tabela de evolução das lesões cutâneas

EstágioDuraçãoCaracterísticas
Máculas1-3 diasMancha avermelhada ou acastanhada
Pápulas1-2 diasElevação sólida, sem líquido
Vesículas1-3 diasBolhas pequenas e transparentes
Pústulas2-5 diasLesões com conteúdo pútrido
CrostasDias a semanasFormação de crosta, cicatrização
CicatrizaçãoVariável (se não complicar)Remoção das crostas e recuperação da pele

Sintomas adicionais e complicações

Além dos sinais principais, alguns pacientes podem experimentar:

  • Dor de garganta e dificuldades ao engolir.
  • Obstipação ou diarreia, dependendo do estado imunológico.
  • Complicações podem incluir infecção secundária da pele, pneumonia, encefalite e, em casos graves, risco de morte, especialmente em imunossuprimidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quais são os principais sinais de alerta para procurar um médico?

Procure atendimento se apresentar febre alta, lesões cutâneas com diferentes fases de evolução, linfonodos inchados, dor de garganta ou dificuldades respiratórias.

2. Como é feito o diagnóstico da variola do macaco?

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e confirmado por testes laboratoriais, como PCR de amostras das lesões cutâneas.

3. Existe cura para a monkeypox?

Na maioria dos casos, a doença apresenta uma evolução favorável com tratamento de apoio. Ainda assim, recomenda-se acompanhamento médico, especialmente em pacientes com fatores de risco.

4. Como prevenir a transmissão?

Práticas de higiene, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), evitar contato com animais infectados e vacinação em áreas de risco são essenciais.

Como cuidar e tratar quem apresenta sintomas

Tratamento de suporte

Atualmente, não há um antiviral específico aprovado para monkeypox, mas o tratamento visa aliviar os sintomas:

  • Uso de analgésicos e antipiréticos para febre e dores.
  • Higiene rigorosa da área das lesões.
  • Controle das complicações secundárias.
  • Isolamento do paciente para evitar a transmissão.

Vacinação

A vacinação contra a varíola ancestral oferece alguma proteção contra monkeypox. Novas vacinas específicas estão em desenvolvimento e já foram aprovadas para uso em alguns países.

Prevenção e controle

Para evitar a infecção ou disseminação, medidas importantes incluem:

  • Higiene das mãos com água e sabão ou álcool gel.
  • Uso de máscaras e EPIs ao cuidar de pacientes.
  • Evitar contato com animais suspeitos de estarem infectados.
  • Vacinação em áreas de surto.

Mais informações podem ser encontradas em Ministério da Saúde.

Conclusão

Conhecer os sintomas da varíola do macaco é fundamental para um diagnóstico precoce e para reduzir o impacto da doença. A combinação de sinais como febre, linfonodos inchados e a evolução das lesões cutâneas devem alertar para a necessidade de avaliação médica. Com medidas de prevenção eficazes e acompanhamento adequado, é possível controlar a disseminação do vírus e proteger a saúde pública.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Monkeypox. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/monkeypox
  2. Ministério da Saúde. Monkeypox (Varíola do Macaco). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/monkeypox
  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Monkeypox. Site oficial em inglês.

Sobre o autor

Este artigo foi elaborado por especialistas em saúde pública e infectologia, com foco em fornecer informações confiáveis e atualizadas para o público brasileiro. Para dúvidas específicas, consulte um profissional de saúde.

Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento médico.