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Quais São os 3 Tipos de Radioterapia: Guia Completo para Entender Melhor

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A radioterapia é um tratamento fundamental no combate ao câncer, contribuindo significativamente para a cura, controle ou paliativo de diversas neoplasias. Apesar de seu papel essencial na medicina moderna, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os diferentes tipos de radioterapia disponíveis, suas aplicações e diferenças. Este artigo oferece um guia completo sobre os três principais tipos de radioterapia, explicando suas características, benefícios e indicações, além de responder às perguntas mais frequentes e fornecer informações relevantes para pacientes e familiares.

Introdução

A radioterapia é uma forma de tratamento que utiliza radiações de alta energia para destruir ou danificar células cancerígenas, impedindo seu crescimento e multiplicação. Ela pode ser empregada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos, como cirurgia e quimioterapia. A escolha do tipo de radioterapia depende de vários fatores, incluindo o tipo e estágio do câncer, localização, saúde geral do paciente e objetivos do tratamento.

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Existem três tipos principais de radioterapia: radioterapia externa, braquiterapia e radioterapia sistêmica. Cada uma delas possui características específicas, usos distintos e efeitos colaterais próprios. Compreender essas diferenças é fundamental para que pacientes e seus familiares possam tomar decisões informadas ao longo do tratamento.

Quais São os 3 Tipos de Radioterapia?

1. Radioterapia Externa (Radioterapia Teleterapia)

O que é?

A radioterapia externa, também conhecida como teleterapia, é o tipo mais comum de radioterapia. Ela consiste na emissão de radiação através de um aparelho externo ao corpo do paciente, direcionando a radiação precisamente para a área afetada pelo câncer.

Como funciona?

Um aparelho chamado acelerador linear gera feixes de radiação de alta energia que são direcionados ao tumor. O tratamento é realizado em sessões diárias, normalmente de 15 a 30 minutos, ao longo de várias semanas. A precisão na aplicação é fundamental para maximizar o dano às células cancerígenas e minimizar os efeitos colaterais em tecidos sadios.

Benefícios e indicações

  • Pode tratar tumores em diferentes partes do corpo, como cabeça, pescoço, tórax, abdômen e pelve.
  • Não necessita de cirurgia.
  • Pode ser usado isoladamente ou junto com outras terapias.

Efeitos colaterais comuns

Dependem da região irradiada, podendo incluir fadiga, alterações na pele, perda de cabelo na área tratada, entre outros.

2. Braquiterapia

O que é?

A braquiterapia, ou radioterapia de contato, envolve a colocação de material radioativo diretamente dentro ou próximo ao tumor. Essa técnica garante uma dose elevada de radiação em uma área restrita, preservando o máximo de tecido saudável ao redor.

Como funciona?

Pequenas sementes ou cápsulas contendo material radioativo (como iodo, césio, irídio) são inseridas na área do tumor, seja por procedimentos cirúrgicos ou por cateteres especializados. O tempo de permanência do material varia de minutos a dias, dependendo do caso. Após o período, o material pode ser removido, ou permanecer em posição dependendo do método.

Benefícios e indicações

  • Alta precisão na entrega de radiação.
  • Menor tempo de tratamento em comparação com radioterapia externa.
  • Muito eficaz em tumores da próstata, colo do útero, mama e cabeça e pescoço.

Efeitos colaterais comuns

Podem incluir irritação local, dor, enrijecimento de tecidos, além de riscos específicos relacionados à colocação do material.

3. Radioterapia Sistêmica

O que é?

A radioterapia sistêmica consiste na administração de agentes radioativos por via oral ou intravenosa. Esses compostos se distribuem pelo organismo, atingindo células cancerígenas que possam estar dispersas ou metastáticas.

Como funciona?

Os radionuclídeos, como o radio iodo, são absorvidos pelo corpo e se acumulam em áreas específicas, como a tireoide ou ossos, dependendo do radioisótopo utilizado. Esse tratamento é indicado em certos tipos de câncer, especialmente aqueles que apresentam disseminação metastática.

Benefícios e indicações

  • Tratamento de cânceres que se espalharam, como câncer de tireoide, ósseo metastático, entre outros.
  • Pode complementar outros tratamentos.

Efeitos colaterais comuns

Incluem fadiga, sintomas de radiação localizada, náuseas ou alterações sanguíneas, dependendo do radionuclídeo utilizado.

Comparação dos Tipos de Radioterapia

CaracterísticaRadioterapia ExternaBraquiterapiaRadioterapia Sistêmica
Local de aplicaçãoExterno ao corpoInterno ou próximo ao tumorSistema circulação (todo o corpo)
Tempo de tratamentoSemanas (15-30 sessões)Dias a semanas (conforme o caso)Dose única ou múltipla
PrecisãoAlta (com tecnologia avançada)Muito altaVariável (dependendo do radionuclídeo)
CuracidadeAlta para tumores localizadosMuito altaPara metastáticos
Efeitos colateraisDependem da região tratadaLocalizados, específicosSistêmicos, alguns leves

Quando escolher qual tipo de radioterapia?

A decisão sobre qual tipo de radioterapia aplicar é feita por uma equipe multidisciplinar, levando em consideração:

  • Tipo e estágio do câncer
  • Localização do tumor
  • Saúde geral do paciente
  • Objetivos do tratamento (cura, controle ou paliativo)

Por exemplo, a radioterapia externa é preferida para tumores em regiões acessíveis ou para tratar áreas específicas. Já a braquiterapia é indicada para certos cânceres internos, como próstata ou cervical. Por sua vez, a radioterapia sistêmica é eficaz em casos disseminados ou metastáticos.

Para uma compreensão mais aprofundada sobre as técnicas, confira os detalhes na Sociedade Brasileira de Radioterapia.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A radioterapia é dolorosa?

Não, a radioterapia em si não causa dor. No entanto, pode haver desconforto na região tratada, especialmente durante procedimentos invasivos como a braquiterapia.

2. Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Variam de acordo com o tipo e área de aplicação, podendo incluir fadiga, alterações na pele, náuseas ou irritação local.

3. Quanto tempo dura um tratamento com radioterapia?

Depende do caso, mas geralmente varia de algumas semanas até um mês ou mais, com sessões diárias ou semanais.

4. É possível fazer radioterapia com outros tratamentos?

Sim, a radioterapia pode ser combinada com cirurgias, quimioterapia e imunoterapia para melhorar os resultados.

5. Quais são os riscos da radioterapia sistêmica?

Podem incluir efeitos secundários gerais, como fadiga e alterações hematológicas, além de riscos específicos relacionados ao radionuclídeo utilizado.

Conclusão

A radioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento do câncer, oferecendo opções variadas que podem ser adaptadas às necessidades de cada paciente. Os três principais tipos — radioterapia externa, braquiterapia e radioterapia sistêmica — apresentam diferenças em suas aplicações, técnicas e efeitos, permitindo uma abordagem personalizada para cada caso.

Entender essas diferenças é essencial para que pacientes e familiares possam participar ativamente do processo decisório, sempre em diálogo com equipe médica especializada. O avanço contínuo na tecnologia e na pesquisa promete torná-la cada vez mais eficaz, segura e acessível.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBR) - https://www.sbrt.org.br
  2. World Cancer Research Fund - https://www.wcrf.org
  3. Instituto Nacional de Câncer (INCA) - https://www.gov.br/inca

Lembre-se: Sempre consulte um profissional de saúde para diagnóstico e recomendação do melhor tratamento para seu caso.