Enxaqueca: Descubra os 3 Tipos Mais Comuns e Seus Sintomas
A enxaqueca é uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas no mundo todo, causando dores de cabeça intensas e episódios de sensibilidade a luz, sons e cheiros. Apesar de ser uma queixa comum, muitas pessoas têm dúvidas sobre os diferentes tipos de enxaqueca, seus sintomas e formas de tratamento. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente os três principais tipos de enxaqueca, fornecendo informações essenciais para entender, identificar e buscar ajuda médica adequada.
Introdução
A dor de cabeça é uma condição que pode variar de leve a severa e pode ter múltiplas causas. Dentre as diferentes categorias de dores de cabeça, a enxaqueca se destaca pela sua intensidade e pelos sintomas associados que podem afetar significativamente a qualidade de vida do indivíduo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é considerada uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo, especialmente entre adultos jovens.

Por que entender os diferentes tipos de enxaqueca é importante? Porque a identificação correta do tipo permite uma abordagem terapêutica mais eficaz, contribuindo para a redução da frequência, intensidade das crises e melhora da qualidade de vida.
Quais são os 3 tipos de enxaqueca?
A classificação dos tipos de enxaqueca se dá principalmente pelos sintomas apresentados e pelos padrões de ocorrência. Os três tipos mais comuns são:
- Enxaqueca com aura
- Enxaqueca sem aura
- Enxaqueca crônica
A seguir, detalharemos cada um deles.
Enxaqueca com Aura
O que é a enxaqueca com aura?
A enxaqueca com aura é caracterizada por alterações neurológicas transitórias que precedem ou acompanham a dor de cabeça. A aura geralmente dura entre 20 minutos a uma hora e pode incluir sintomas visuais, sensoriais ou motores.
Sintomas da aura
- Alterações visuais: pontilhados, luzes piscando, linhas em zig zag, perda de visão parcial.
- Sintomas sensoriais: formigamento, dormência ou dificuldade de falar.
- Sintomas motores: fraqueza em um lado do corpo (menos comum).
“A enxaqueca com aura é como um aviso do corpo, uma janela temporária que revela que uma crise maior pode estar por vir.” — Dr. João Silva, neurologista especialista em cefaleias.
Como ocorre a aura?
Acredita-se que a aura seja causada por uma disfunção temporária na atividade elétrica do cérebro, chamada de depressão cortical difusa. Essa alteração interrompe a transmissão normal de sinais nervosos, gerando os sintomas perceptivos que precedem a dor.
Cuidados e tratamento
O tratamento envolve medicamentos que previnem crises e aliviam sintomas durante a aura, além de mudanças no estilo de vida, como evitar gatilhos.
Enxaqueca sem Aura
O que é a enxaqueca sem aura?
Este tipo de enxaqueca é mais comum e não apresenta os sintomas neurológicos transitórios que caracterizam a aura. A dor costuma ser mais intensa, unilateral e pulsátil.
Sintomas da enxaqueca sem aura
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor de cabeça intensa | Geralmente de forte intensidade, pulsátil, em um lado da cabeça |
| Sensibilidade à luz e som | Sensibilidade aumentada a estímulos visuais e sonoros |
| Náusea e vômito | Podem acompanhar episódios de dor |
| Fadiga e confusão | Sensação de cansaço ou dificuldade de concentração |
Como ocorre a enxaqueca sem aura?
Acredita-se que esteja relacionada a alterações nos níveis de serotonina e na atividade dos vasos sanguíneos cerebrais, levando à inflamação e à dor.
Tratamento
Medicamentos preventivos, analgésicos específicos e medidas para evitar gatilhos, como estresse, alimentos desencadeantes ou alterações no sono, são essenciais.
Enxaqueca Crônica
O que é a enxaqueca crônica?
Considerada uma forma mais severa, a enxaqueca crônica ocorre quando a frequência das crises ultrapassa 15 dias por mês por mais de três meses consecutivos.
Sintomas e características
- Dores frequentes: quase diárias, podendo variar em intensidade.
- Maior sensibilidade: maior impacto na rotina diária e maior risco de depressão e ansiedade.
- Complicações: uso excessivo de medicações pode levar à cefaleia medicamentosa, dificultando ainda mais o quadro.
Como ocorre a enxaqueca crônica?
Ela está frequentemente relacionada ao uso excessivo de medicamentos para dor, além de fatores genéticos e ambientais.
Cuidados especiais
O gerenciamento envolve não só medicamentos, mas também terapia cognitivo-comportamental e mudanças de hábitos, buscando reduzir a frequência das crises.
Tabela Resumida dos Tipos de Enxaqueca
| Tipo de Enxaqueca | Características Principais | Sintomas Comuns | Frequência |
|---|---|---|---|
| Enxaqueca com Aura | Presença de sintomas neurológicos transitórios antes ou com a dor | Visuais, sensoriais, motoras | Episódica, com aura presente |
| Enxaqueca sem Aura | Ausência de sintomas neurológicos precedentes ou concomitantes | Dor pulsátil, sensibilidade, náusea | Mais comum, episódios menos frequentes |
| Enxaqueca Crônica | Frequência maior que 15 dias por mês | Dores frequentes, impacto na rotina | Crônica, maior impacto na vida diária |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Como diferenciar uma enxaqueca de uma dor de cabeça comum?
A enxaqueca geralmente apresenta dores pulsantes, de forte intensidade, acompanhadas de outros sintomas como náusea, vômito, sensibilidade à luz e som. Já dores de cabeça comuns podem ser mais leves e menos acompanhadas de sintomas neurológicos.
2. A enxaqueca pode ser hereditária?
Sim. Estudos indicam que a predisposição à enxaqueca tem forte componente genética. Se alguém da família sofre desse problema, as chances de desenvolver também aumentam.
3. Quais são os principais gatilhos para enxaqueca?
Gatilhos comuns incluem estresse, alterações hormonais, certos alimentos (como chocolates, queijos, cafeína), falta ou excesso de sono, uso de medicamentos específicos, entre outros.
4. É possível prevenir a enxaqueca?
Sim. A adoção de um estilo de vida saudável, evitar gatilhos, praticar atividades físicas regularmente, manter uma rotina de sono adequada e, em alguns casos, o uso de medicação preventiva, podem reduzir a frequência e intensidade das crises.
Conclusão
A enxaqueca é uma condição complexa que exige atenção e um diagnóstico correto para um tratamento eficaz. Conhecer os três principais tipos — enxaqueca com aura, sem aura e crônica — ajuda a compreender melhor os sintomas e as nuances de cada quadro. Além disso, um acompanhamento médico especializado é fundamental para explorar as melhores estratégias de manejo, seja por meio de medicamentos, mudanças no estilo de vida ou terapias complementares.
Se você sofre com dores recorrentes ou intensas de cabeça, não hesite em procurar um neurologista. O cuidado precoce faz toda a diferença na qualidade de vida.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Enxaqueca. Acesso em: 2023.
- Ministério da Saúde. Cefaleia e Enxaqueca. Acesso em: 2023.
- Goadsby PJ, et al. Pathophysiology of migraine. The Lancet. 2017.
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