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Quais São os 3 Tipos de Corrimento: Guia Completo e Otimizado

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O corrimento vaginal é uma parte natural do funcionamento do corpo feminino. Ele desempenha um papel importante na manutenção da saúde íntima, ajudando a limpar a região, prevenir infecções e manter o equilíbrio da flora vaginal. Contudo, quando o corrimento muda de cor, odor, quantidade ou até mesmo acompanha sintomas como coceira e dor, pode indicar alguma condição que requer atenção médica.

Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada quais são os 3 principais tipos de corrimento, suas causas, sintomas e tratamentos, ajudando você a compreender melhor esse aspecto do seu corpo. Se você busca informações específicas ou quer entender quando é necessário procurar um especialista, este guia foi feito para você.

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Como entender o corrimento vaginal?

O corrimento vaginal varia de pessoa para pessoa, podendo mudar ao longo do ciclo menstrual. Essas mudanças podem ser normais, mas é importante reconhecer sinais de alertas. Conhecer os tipos de corrimento, suas características e possíveis causas é fundamental para a manutenção da saúde íntima.

Quais são os 3 principais tipos de corrimento?

Os três tipos mais comuns de corrimento vaginal podem ser classificados de acordo com suas características visuais, odor, volume e sintomas associados:

  • Corrimento transparência e sem odor
  • Corrimento com cor amarelada ou esbranquiçada
  • Corrimento purulento ou com cheiro forte

A seguir, vamos detalhar cada um deles.

Corrimento Transparente e Sem Odor

Características

Este tipo de corrimento costuma ser claro, aquoso e sem cheiro forte. Geralmente, ocorre durante o período fértil ou como resultado de excitação sexual. É o padrão mais comum e considerado normal pela maioria das mulheres.

Causas

  • Ciclo menstrual
  • Excitação sexual
  • Uso de anticoncepcionais
  • Higiene adequada

Se o corrimento não estiver acompanhado de coceira, dor ou cheiro desagradável, não há motivos para preocupação.

Corrimento com Cor Amarelada ou Esbranquiçada

Características

Este tipo de corrimento pode variar de uma cor esbranquiçada ou amarelada, com consistência cremosa ou viscosa. Pode acompanhar sintomas como odor desagradável, coceira ou desconforto.

CaracterísticasCoresConsistênciaSintomas Associados
Normal ou fisiológicoTransparente a levemente amareladoAquoso ou levemente viscosaSem sintomas ou leves alterações
PatológicoAmarelado ou esbranquiçadoEspesso, viscosaOdor forte, coceira, ardência, desconforto

Causas

  • Infecção por bactérias (bacteriose vaginal)
  • Infecção por fungos (candidíase)
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como gonorreia ou clamídia
  • Uso de antibióticos

Se notado com odor forte, coceira, ou outros sintomas, é importante procurar um médico para investigação e tratamento adequado.

Corrimento Purulento ou com Cheiro Forte

Características

Este é um dos tipos mais preocupantes, com aspecto de pus, de cor amarelada a verde, e muitas vezes com odor forte. Pode vir acompanhado de dores, ardência ao urinar, febre ou mal-estar.

CaracterísticasCoresConsistênciaSintomas Associados
Patológico graveAmarelo-verdoso, esverdeadoEspesso, pusDor, febre, desconforto, dor ao urinar

Causas

  • Infecção grave por bactérias ou DSTs
  • Abscesso ou infecção mais séria
  • Cistos infectados

Este tipo de corrimento exige atenção médica urgente para evitar complicações.

Como identificar o tipo de corrimento?

Reconhecer o tipo de corrimento envolve observar sua cor, cheiro, consistência e sintomas associados. Veja a seguir um quadro explicativo para facilitar a identificação:

Tipo de CorrimentoCorOdorConsistênciaSintomas Frequentes
NormalTransparenteSem odorAquosoNenhum
FisiológicoLevemente amarelado/EsbranquiçadoLeve ou nenhumViscosaLeve desconforto ocasional
Patológico leveAmarelado/EsbranquiçadoDesagradávelCremosa ou viscosaCoceira, ardência
Grave ou infecciosoAmarelo-verdosoForteEspesso, pusDor, febre, dor ao urinar

Quando procurar um médico?

A automedicação não é recomendada. Caso você perceba:

  • Corrimento com odor forte ou desagradável
  • Mudança repentina na quantidade ou cor do corrimento
  • Sintomas como dor, coceira, ardência ou desconforto
  • Corrimento purulento, verde ou amarelo intenso
  • Febre ou mal-estar associado

Procure um ginecologista para avaliação adequada e tratamento.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Corrimento transparente é sempre normal?

R: Sim, na maioria dos casos, corrimento transparente, aquoso e sem odor é normal e faz parte do ciclo menstrual. No entanto, mudanças na quantidade ou textura podem indicar alterações que merecem atenção.

2. Como prevenir corrimentos anormais?

R: Manter higiene íntima adequada, evitar roupas apertadas, usar preservativos nas relações, evitar duchas vaginais frequentes e realizar exames ginecológicos periódicos ajudam na prevenção.

3. Corrimento com odor ruim é sempre sinal de infecção?

R: Nem sempre, mas na maioria dos casos, um odor forte e desagradável pode indicar uma infecção ou desequilíbrio na flora vaginal. Consulte um especialista para diagnóstico preciso.

4. Posso usar cremes ou produtos sem orientação médica?

R: Não, o uso de cremes ou medicamentos sem orientação profissional pode agravar o problema ou mascarar sintomas importantes. Sempre busque orientação médica.

Conclusão

O corrimento vaginal é uma manifestação natural do corpo feminino, mas suas mudanças devem ser acompanhadas com atenção. Conhecer os três principais tipos de corrimento — fisiológico, leucorreia ou alteração normal, e os sinais de alertas de problemas mais sérios — é fundamental para manter a saúde íntima em dia.

Seja sempre atento às variações em seu corpo e procure ajuda médica quando necessário. A prevenção, a higiene adequada e o acompanhamento regular com um profissional de saúde são essenciais para garantir bem-estar e evitar complicações.

Como diz o famoso ginecologista Dr. José Carlos, “conhecer seu corpo é o primeiro passo para cuidar da sua saúde íntima com qualidade e segurança.”

Referências

  1. Ministério da Saúde. Secretaria de Saúde da Mulher. Guia para Saúde da Mulher. Disponível em: gov.br
  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Orientações e recomendações para saúde da mulher. Acesso em: outubro 2023.
  3. Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Vaginal Discharge. Available at: nih.gov

Este artigo é apenas para fins informativos e não substitui uma avaliação médica profissional.