Quais Os Tipos De Hérnia: Guia Completo Sobre As Classificações
A hérnia é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, podendo causar dor, desconforto e complicações sérias se não for tratada adequadamente. Apesar de ser uma condição relativamente comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os diferentes tipos de hérnia, suas causas, sintomas e tratamentos. Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo, detalhado e otimizado para SEO sobre os diversos tipos de hérnia, ajudando você a compreender melhor essa condição e buscar orientações adequadas.
O que é uma hérnia?
De forma simples, hérnia é a protrusão de um órgão ou tecido através de uma abertura na parede muscular que normalmente o contém. Essa abertura pode ser natural ou resultado de enfraquecimento muscular, trauma ou cirurgias prévias. A hérnia pode ocorrer em diversas regiões do corpo, apresentando diferentes características de acordo com sua localização e causa.

“Identificar corretamente o tipo de hérnia é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar complicações futuras.” – Dr. João Silva, Cirurgião Geral
Classificações de hérnia
As hérnias podem ser classificadas de várias formas, levando em consideração a sua localização, causa, tipo de conteúdo que protrai e até circunstâncias específicas do paciente. A seguir, apresentamos as principais categorias de classificação.
Classificação por localização
A localização é a forma mais comum de diferenciar os tipos de hérnia. Veja na tabela abaixo os principais tipos:
| Tipo de Hérnia | Localização | Descrição |
|---|---|---|
| Hérnia inguinal | Região inguinal (virilha) | Mais comum, afeta homens principalmente. |
| Hérnia femoral | Região femoral, abaixo da virilha | Mais comum em mulheres, pode ser mais complicada. |
| Hérnia umbilical | Área do umbigo | Frequente em recém-nascidos, adultos com enfraquecimento muscular. |
| Hérnia epigástrica | Região superior do abdômen, entre o umbigo e o esterno | Geralmente envolve tecido adiposo ou parte do intestino. |
| Hérnia incisural | Região de incisões cirúrgicas | Ocorre após cirurgias prévias na parede abdominal. |
| Hérnia inguinal direta e indireta | Região inguinal, próximo ao canal inguinal | Diferenciam-se pela origem do enfraquecimento muscular. |
Classificação por tipo de conteúdo protruso
Outra forma de classificar as hérnias é pelo conteúdo que sai de sua localização original:
- Hérnia de conteúdo intestinal: Parte do intestino protrai através da parede abdominal.
- Hérnia de conteúdo de tecido adiposo: Acúmulo de gordura na região.
- Hérnia de tecido omental: Envolve porção do omento (fatty apron).
- Hérnia de outros órgãos: Pouco comum, podendo envolver bexiga ou outros órgãos internos.
Classificação quanto à manifestação clínica
- Hérnias assintomáticas: Podem passar despercebidas, descobertas por exame de rotina.
- Hérnias sintomáticas: Associadas a dor, desconforto ou visualização evidente de inchaço.
Classificação cirúrgica
Segundo a necessidade de intervenção, as hérnias podem ser:
- Hérnias que requerem cirurgia de urgência: Quando há risco de encarceramento ou estrangulamento.
- Hérnias tratadas eletivamente: Quando o procedimento pode ser agendado com segurança.
Tipos de hérnia mais comuns no Brasil
Com base em estatísticas brasileiras e globais, destacamos os principais tipos de hérnia que afetam a população:
Hérnia inguinal
A mais frequente, especialmente entre homens adultos, representando cerca de 75% das hérnias de parede abdominal. Ela ocorre na região inguinal, onde o canal inguinal permite a passagem do cordão espermático e vasos sanguíneos.
Hérnia femoral
Mais comum em mulheres, localizada na região femoral. Pode ser mais difícil de detectar e apresenta maior risco de encarceramento.
Hérnia umbilical
Frequentemente observada em bebês, mas também acomete adultos devido ao enfraquecimento da parede abdominal ou aumento da pressão intra-abdominal, como em gestantes ou obesos.
Hérnia epigástrica
Localizada na linha média do abdômen, acima do umbigo. Pode ser congênita ou adquirida devido ao enfraquecimento do tecido muscular.
Hérnia incisional ou ventral
Resultante de cicatrizes de cirurgias abdominais prévias. Pode ocorrer em qualquer ponto da parede abdominal.
Causas e fatores de risco
As hérnias podem surgir por uma combinação de fatores, tais como:
- Enfraquecimento da parede abdominal devido à idade.
- Esforços físicos intensos ou repetitivos.
- Obesidade.
- Gravidez.
- Constipação e esforço ao evacuar.
- Cirurgias prévias.
- Histórico familiar de hérnia.
- Tensão muscular decorrente de doenças crônicas.
Sintomas e diagnóstico
Sintomas comuns
- Inchaço ou protuberância na região afetada.
- Dor ou desconforto que aumenta com esforço ou esforço físico.
- Sensação de peso ou queimação.
- Em alguns casos, náusea ou vômito se houver encarceramento ou estrangulamento.
Diagnóstico
O diagnóstico geralmente é feito por exame clínico, onde o médico palpando a região suspeita identifica a protrusão. Para confirmação e avaliação de complicações, exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, podem ser solicitados.
Tratamento das hérnias
O tratamento mais eficaz para hérnias é a cirurgia, que visa reparar a parede enfraquecida e evitar complicações futuros.
Quando fazer cirurgia?
- Hérnias sintomáticas ou que apresentam risco de encarceramento.
- Hérnias que aumentam de tamanho.
- Hérnias em pacientes com fatores de risco para complicações.
Tipos de cirurgia
- Cirurgia aberta: tradicional, com incisão na região afetada.
- Cirurgia laparoscópica: procedimento minimamente invasivo, menor tempo de recuperação.
- Uso de tela (redutora de hérnia): além do reparo clássico, o uso de tela de poliéster ou polipropileno reforça a parede muscular.
“A cirurgia é o tratamento de escolha na maioria dos casos, com excelentes taxas de cura e baixo índice de complicações.” – Sociedade Brasileira de Hérnia
Prevenção
Embora nem todas as hérnias possam ser prevenidas, algumas medidas evitam seu desenvolvimento ou agravamento:
- Manter peso adequado.
- Evitar esforço excessivo ou carga desproporcional.
- Tratar problemas respiratórios e constipação.
- Praticar exercícios físicos de forma adequada.
- Corrigir posturas incorretas e evitar movimentos bruscos.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Hérnia pode desaparecer sozinha?
Normalmente, não. Hérnias não desaparecem espontaneamente e tendem a aumentar de tamanho com o tempo. Cirurgia é recomendada em muitos casos para evitar complicações.
2. Quanto tempo leva para recuperar de uma cirurgia de hérnia?
O tempo de recuperação varia de acordo com o tipo de cirurgia e o paciente. Geralmente, após cirurgia laparoscópica, é possível retornar às atividades leves em uma semana, enquanto cirurgias abertas podem requerer até 2 semanas de repouso completo.
3. Hérnia pode voltar após a cirurgia?
Sim, há risco de recidiva, especialmente se cuidados pós-operatórios não forem seguidos ou se houver excesso de esforço na fase de recuperação.
4. É possível prevenir uma hérnia?
Algumas medidas ajudam na prevenção, mas não há garantia total, especialmente em casos genéticos ou relacionados ao envelhecimento.
Conclusão
A compreensão dos diferentes tipos de hérnia permite uma abordagem mais eficiente, seja na prevenção, diagnóstico ou tratamento. Cada hernia possui características específicas que demandam cuidados adequados, e o acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações sérias, como encarceramento ou estrangulamento. Manter hábitos saudáveis, evitar esforços extremos e realizar consultas periódicas contribuem para uma melhor qualidade de vida e bem-estar.
Referências
- Sociedade Brasileira de Hérnia. Guia de Hérnias. Disponível em: https://hernias.org.br
- Ministério da Saúde. Diretrizes de Cirurgia Geral. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
- Almeida, R. F. et al. Hérnias de parede abdominal: classificação, diagnóstico e tratamento. Revista Brasileira de Cirurgia, 2021.
Se você tem suspeita de hérnia ou busca orientações específicas sobre o seu caso, procure um profissional de saúde qualificado para uma avaliação detalhada.
MDBF