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Coqueluche: Quais São os Sintomas Mais Comuns e Como Identificar?

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A coqueluche, conhecida popularmente como "siege" ou "tosse convulsa", é uma doença infecciosa altamente contagiosa que pode afetar pessoas de todas as idade, mas é especialmente perigosa para bebês e crianças pequenas. O reconhecimento precoce dos sintomas é fundamental para o tratamento adequado e a prevenção de complicações. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente quais são os sintomas de coqueluche, como identificá-los e quais as medidas de prevenção.

Introdução

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que acomete as vias respiratórias provocando uma tosse intensa e prolongada. Apesar de ser uma doença conhecida há séculos, ela ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente devido à resistência à vacinação e ao aparecimento de casos em populações não vacinadas ou parcialmente imunizadas.

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Entender os sinais e sintomas da coqueluche é essencial para procurar atendimento médico rapidamente. Assim, é possível iniciar o tratamento adequado, reduzir a transmissão para outras pessoas e minimizar as complicações associadas à doença.

Quais os Sintomas de Coqueluche?

Os sintomas da coqueluche evoluem de maneira progressiva e podem variar de acordo com a fase da doença. Geralmente, a doença apresenta três fases distintas: a fase catarral, a fase paroxística e a fase de convalescença.

Fase 1: Fase Catarral

A fase inicial lembra um resfriado comum e costuma durar entre 1 a 2 semanas. Os principais sintomas nesta etapa incluem:

  • Coriza
  • Tosse leve a moderada
  • Febre moderada
  • Espirros
  • Conjuntivite
  • Leve apatia

"A fase catarral muitas vezes passa despercebida, sendo confundida com uma gripe comum, o que atrasada o diagnóstico e o início do tratamento." — Dr. João Silva, pneumologista

Fase 2: Fase Paroxística

Nos dias ou semanas seguintes, a doença evolui para a fase mais característica da coqueluche, a fase paroxística. É nesta etapa que os sintomas mais marcantes aparecem:

Tosse Paroxística

  • Episódios de tosse intensa e convulsiva, podendo durar de 1 a 6 semanas ou mais
  • Atos de tosse seguidos de uma inspiração rápida e silenciosa, muitas vezes acompanhadas de um som característico similar a um "galope" ou "quem queima"
  • Vômitos após episódios de tosse devido à força da crise
  • Cianose (coloração azulada ao redor da boca, sobretudo em bebês)
  • Esforço respiratório

Outros Sintomas na Fase Paroxística

  • Lacrimejamento
  • Corrimento nasal
  • Faixas de febre baixa
  • Irritabilidade, especialmente em crianças pequenas
  • Perda de apetite

Fase 3: Fase de Convalescença

Essa fase ocorre após as crises de tosse, podendo durar várias semanas. Os sintomas vão desaparecendo gradualmente, porém a tosse pode persistir por até 10 semanas ou mais, mesmo após a bactéria ter sido eliminada. Os sinais típicos nesta etapa incluem:

  • Diminuição da frequência e intensidade da tosse
  • Recuperação do apetite
  • Redução do cansaço e cianose

Como Diagnosticar a Coqueluche?

O diagnóstico da coqueluche é clínico, baseado na história do paciente e nos sintomas apresentados. No entanto, exames laboratoriais podem ajudar a confirmar a doença:

ExamePropósitoQuando solicitar
Swab nasal ou aspirado nasofaríngeoIdentificação da bactéria Bordetella pertussisDurante a fase catarral ou início da fase paroxística
SorologiaDetectar anticorpos contra a bactériaPara confirmação em casos de dúvida clínica
Teste de PCRDetecta o DNA da bactériaMais sensível na fase inicial da doença

A imunização por vacina, especialmente o calendário de vacinação infantil, é uma das principais estratégias de prevenção à coqueluche. Além disso, a recomendação é que adultos e profissionais de saúde mantenhamCartões de vacinação atualizados.

Quando Procurar Ajuda Médica?

Procure assistência médica imediatamente se você ou seu filho apresentarem:

  • Episódios de tosse intensa e convulsiva
  • Dificuldade para respirar
  • Cianose
  • Vômitos associados à tosse
  • Febre alta persistente

A rápida intervenção é fundamental para evitar complicações graves, especialmente em bebês, que podem desenvolver pneumonia, convulsões, ou até mortos por insuficiência respiratória.

Como Prevenir a Coqueluche?

Além da vacinação, alguns cuidados são essenciais:

  • Manter o calendário de vacinação atualizado
  • Evitar ambientes fechados com pessoas doentes
  • Praticar higiene adequada das mãos
  • Utilizar máscara facial em ambientes de risco
  • Isolar pessoas infectadas para evitar a transmissão

Para uma imunização eficaz, a vacina DTP (difteria, tétano e coqueluche) é administrada na infância, com reforços em adultos e gestantes. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é a medida mais eficaz na prevenção da doença.

Perguntas Frequentes

1. Quem está mais suscetível à coqueluche?

Bebês, especialmente abaixo de 1 ano, são os mais vulneráveis devido à imunidade ainda em desenvolvimento. Crianças não vacinadas ou com esquema de vacinação incompleto também apresentam maior risco.

2. A coqueluche é contagiosa?

Sim, é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo contato com gotículas de saliva ou muco de pessoas infectadas, principalmente por tosse ou espirro.

3. Qual é o tratamento para coqueluche?

O tratamento principal envolve antibióticos específicos, como a eritromicina ou azitromicina. Além disso, medidas de suporte, como repouso e hidratação, auxiliam na recuperação.

4. É possível prevenir a coqueluche através da vacinação?

Sim, a vacinação é a principal estratégia de prevenção. O esquema de vacinação deve ser seguido conforme o calendário estipulado pelo Ministério da Saúde.

5. Quais são as complicações mais comuns?

Em bebês e crianças, a coqueluche pode levar a pneumonia, convulsões, alterações cerebrais, hemorragias e até a morte se não tratada adequadamente.

Conclusão

A coqueluche permanece como uma ameaça à saúde pública, especialmente para os grupos mais vulneráveis. Conhecer os sintomas mais comuns, entender a evolução da doença e procurar atendimento médico rapidamente são atitudes essenciais para prevenir complicações sérias. A vacinação continua sendo a principal arma contra essa enfermidade, e manter o calendário de imunizações atualizado é fundamental.

Se você suspeita de coqueluche ou deseja saber mais sobre a doença, consulte um profissional de saúde e busque informações adicionais em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Referências

  1. Ministério da Saúde. “Manual de profilaxia e controle da coqueluche”. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/caxumba-coqueluche-difteria-e-tuberculose

  2. Organização Mundial da Saúde. “Who pertussis (whooping cough)”. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/pertussis

  3. Sociedade Brasileira de Pediatria. “Guia de imunizações”. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Imunizacao_Bebel.pdf

Lembre-se: A identificação precoce e a vacinação são essenciais para o controle da coqueluche. Mantenha-se informado e proteja sua saúde e de sua comunidade!