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Esclerose Múltipla: Quais Os Sintomas Principais e Como Identificar

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A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central, composta pelo cérebro e pela medula espinhal. Sua causa exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que envolva fatores genéticos e ambientais, além de uma resposta autoimune que deteriora a mielina, a camada que protege os neurônios.

Por ser uma condição que apresenta sintomas variados e muitas vezes pouco específicos, o diagnóstico oportuno é fundamental para iniciar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este artigo busca esclarecer quais são os principais sintomas da esclerose múltipla, como identificá-los, além de oferecer informações relevantes para quem busca compreender essa doença complexa.

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O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é considerada uma doença neurológica de origem autoimune. Na EM, o sistema imunológico ataca a mielina, que cobre e protege os neurônios, causando inflamações e, posteriormente, a formação de lesões ou placas no sistema nervoso central. Essas alterações prejudicam a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, levando a uma variedade de sintomas neurológicos.

Segundo o neurologista Dr. João Silva, "a esclerose múltipla é uma doença que pode se manifestar de formas muito diferentes de acordo com a localização e o grau de dano neural, o que torna seu reconhecimento muitas vezes desafiador."

Sintomas da esclerose múltipla: principais sinais e como reconhecer

A variedade de sintomas da EM é ampla, refletindo a multiplicidade de regiões do sistema nervoso que podem ser afetadas. A seguir, destacamos os sinais mais comuns e como identificá-los.

Sintomas primários

Estes sintomas surgem devido às lesões diretamente no sistema nervoso e tendem a aparecer de forma súbita ou gradual.

1. Fraqueza muscular

  • Descrição: Sensação de fraqueza ou fadiga em um ou mais membros.
  • Como identificar: Dificuldade ao realizar tarefas diárias, como subir escadas ou abrir frascos.

2. Alterações na sensibilidade

  • Descrição: Dormência, formigamento ou sensação de queimação.
  • Como identificar: Sensação de "encolhimento" ou perda de tato em regiões específicas.

3. Visão turva ou embaçada

  • Descrição: Problemas visuais que podem afetar um ou ambos os olhos.
  • Como identificar: Dor ao mover os olhos, visão dupla ou perda parcial da visão.

4. Problemas de equilíbrio e coordenação motora

  • Descrição: Dificuldade em manter o equilíbrio, tropeços frequentes.
  • Como identificar: Instabilidade ao caminhar, dificuldade em coordenação ao realizar movimentos finos.

Sintomas secundários

Decorrentes dos sintomas primários ou do impacto geral da doença no corpo.

1. Fadiga

  • Descrição: Cansaço extremo que não melhora com repouso.
  • Como identificar: Sensação constante de cansaço, mesmo após uma boa noite de sono.

2. Espasmos musculares

  • Descrição: Contraturas involuntárias e dolorosas.
  • Como identificar: Sensação de rigidez ou contrações musculares repentinas.

3. Problemas de bexiga e intestino

  • Descrição: Urgência, retenção ou incontinência urinária.
  • Como identificar: Dificuldade em controlar a urina ou evacuar.

Sintomas terciários

Relacionados ao impacto emocional, social e às complicações físicas decorrentes da doença.

1. Depressão e ansiedade

  • Descrição: Alterações de humor que podem estar relacionadas ao diagnóstico ou às limitações físicas.
  • Como identificar: Sentimentos persistentes de tristeza ou ansiedade, perda de interesse por atividades antes prazerosas.

2. Problemas cognitivos

  • Descrição: Dificuldades de memória, atenção ou resolução de problemas.
  • Como identificar: Esquecimentos frequentes, dificuldades em tarefas que antes eram simples.

Tabela resumo dos sintomas da esclerose múltipla

CategoriaSintomasComo identificar
PrimáriosFraqueza muscular, alterações sensoriais, problemas visuais, desequilíbrioDificuldade ao realizar tarefas, perda sensorial, visão turva, instabilidade
SecundáriosFadiga, espasmos musculares, problemas urináriosCansaço excessivo, rigidez, urgência urinária
TerciáriosDepressão, ansiedade, problemas cognitivosMudanças de humor, lapsos de memória

Como identificar os sintomas e buscar ajuda médica

Observou algum dos sintomas mencionados? É fundamental procurar um neurologista para uma avaliação completa. O diagnóstico precoce pode ser feito por meio de exames clínicos, ressonância magnética do cérebro e da medula espinhal, além de outros exames complementares.

Segundo a Sociedade Brasileira de Neurologia, "quanto mais cedo a doença for identificada, maior a chance de melhorar a qualidade de vida e retardar a progressão dos sintomas".

Perguntas frequentes sobre a esclerose múltipla

1. A esclerose múltipla é hereditária?

Embora exista uma predisposição genética, não há evidências conclusivas de que a EM seja diretamente hereditária. Fatores ambientais e imunológicos desempenham um papel importante.

2. A esclerose múltipla tem cura?

Atualmente, não há cura definitiva para a EM, mas existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas, reduzir a frequência de surtos e desacelerar a progressão da doença.

3. Quais são os fatores de risco?

Fatores como idade entre 20 e 40 anos, ascendência de regiões com clima frio, histórico familiar de doenças autoimunes, tabagismo e infecções virais podem aumentar o risco de desenvolver EM.

4. Como é feito o tratamento?

O tratamento inclui medicamentos modificadores da doença, corticosteroides para surtos agudos, fisioterapia, reabilitação e suporte psicológico.

Como conviver com a esclerose múltipla

Viver com EM exige uma abordagem interdisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais de saúde. Além do tratamento clínico, mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos específicos, alimentação equilibrada e suporte emocional, são essenciais para melhorar a qualidade de vida.

Para mais informações, consulte Portal EM - Sociedade Brasileira de Neurologia e Associação Brasileira de Esclerose Múltipla.

Conclusão

A esclerose múltipla é uma doença que apresenta uma combinação complexa de sintomas neurológicos, variando de pessoa para pessoa. Reconhecer os sinais precocemente pode fazer toda a diferença no manejo da doença e na manutenção da qualidade de vida do paciente. Se você suspeita de algum sintoma relacionado à EM, procure um profissional de saúde para uma avaliação detalhada e o início do tratamento adequado.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Neurologia. (2023). Guia de diagnóstico e tratamento da esclerose múltipla.
  • Compston, A., & Coles, A. (2008). Multiple sclerosis. Lancet, 372(9648), 1502-1517.
  • Silva, J. (2022). Esclerose múltipla: aspectos clínicos e terapêuticos. Revista Neurológica Brasileira.

Lembre-se: Informação é poder. Conhecer os sintomas e buscar ajuda rapidamente pode fazer toda a diferença na sua saúde.