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Adenomiose: Quais São os Sintomas Mais Comuns para Diagnóstico Rápido

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A adenomiose é uma condição uterina cada vez mais reconhecida na ginecologia, mas que muitas mulheres ainda têm dificuldades em identificar pelos sintomas, o que pode atrasar o diagnóstico e tratamento adequados. Conhecer os sinais mais comuns permite uma identificação precoce e uma busca rápida por ajuda especializada. Este artigo traz uma análise detalhada sobre os sintomas da adenomiose, visando orientar mulheres e profissionais de saúde na detecção precoce dessa condição.

Introdução

A adenomiose é uma doença uterina benigna que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, causando o crescimento do tecido endometrial (que reveste o interior do útero) na parede muscular do órgão. Embora seja uma condição comum, muitas mulheres confundem seus sintomas com outros problemas ginecológicos, dificultando o diagnóstico precoce. Segundo estudos, a prevalência varia entre 5% a 20% das mulheres em idade fértil, sendo uma das causas de dor pélvica e sangramento anormal.

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Entender os sintomas mais comuns da adenomiose é fundamental para procurar ajuda especializada e iniciar o tratamento adequado, que pode aumentar a qualidade de vida da paciente, evitar complicações e preservar a saúde reprodutiva.

Sintomas Mais Comuns da Adenomiose

A manifestação clínica da adenomiose pode variar de mulher para mulher, dependendo da extensão do crescimento do tecido endometrial na parede uterina, da intensidade da inflamação e de fatores individuais. A seguir, detalhamos os principais sinais e sintomas que podem indicar a presença da doença.

H2: Sangramento Anormal

H3: Menorragia

A menorragia, ou sangramento uterino intenso e prolongado, é um dos sintomas mais frequentes associados à adenomiose. Mulheres acometidas relatam ciclos menstruais mais longos e com maior quantidade de sangue, às vezes dificultando a realização de atividades diárias.

H3: Sangramento Intermenstrual

Sangramentos fora do período menstrual também são comuns, indicando alteração no funcionamento do útero que pode ocorrer devido à presença de tecido endometrial anormal.

H2: Dor Pélvica e Dispareunia

H3: Dor durante a menstruação (Dismenorreia)

Muitas mulheres relatam dores severas durante o período menstrual, que podem começar antes do fluxo e persistir após a sua finalização. Essa dor costuma ser de intensidade maior do que a habitual.

H3: Dor durante o relacionamento sexual (Dispareunia)

A presença de adenomiose pode causar desconforto ou dor durante ou após as relações sexuais, devido à inflamação ou aumento do tamanho do útero.

H2: Sensação de Plenitude e Inchaço

Mulheres com adenomiose frequentemente sentem uma sensação de peso ou sensação de plenitude na região pélvica, associada ao aumento do útero devido à presença do tecido endometrial em excesso.

H2: Aumento do Tamanho do Útero

Em casos mais avançados, a estimulação do crescimento do tecido endometrial na parede muscular faz o útero aumentar de volume, podendo ser percebido em exames obstétricos ou ginecológicos rotineiros.

Quais os Sintomas da Adenomiose Podem Ser Confundidos?

Apesar de apresentarem sinais típicos, os sintomas da adenomiose podem se assemelhar aos de outras condições ginecológicas, como miomas uterinos ou disfunções hormonais. Por isso, o diagnóstico correto exige avaliação especializada.

Tabela Comparativa entre Adenomiose, Miomas e Disfunções Hormonais

SintomasAdenomioseMiomas UterinosDisfunções Hormonais
Sangramento intensoSimPode ocorrerPode ocorrer
Dor pélvica / cólicaFrequenteVariávelPode ocorrer
Aumento do volume uterinoComumComumRaro
DispareuniaPode ocorrerRaroRaro
Sensação de peso no ventreFrequentefrequenteRaro
Tamanho do útero perceptível na exameAumentadoPode estar aumentadoNão

Nota: Para uma avaliação precisa, consulte um ginecologista.

Diagnóstico e Exames Complementares

A confirmação do diagnóstico de adenomiose geralmente envolve uma combinação de anamnese, exame clínico e exames de imagem, especialmente a ultrassonografia transvaginal e, em alguns casos, a resonância magnética.

Ultrassonografia Transvaginal

Permite visualizar alterações na parede muscular do útero, como áreas de espessamento ou áreas heterogêneas que indicam o crescimento do tecido endometrial.

Ressonância Magnética

É considerada o exame de escolha para confirmação, por oferecer imagens detalhadas que ajudam a distinguir adenomiose de outros problemas, como miomas.

Outros exames

  • Histeroscopia (para verificar o interior do útero)
  • Biópsia uterina (em casos específicos)

Tratamento

O tratamento varia conforme a gravidade dos sintomas, idade da paciente e desejo de manter a fertilidade. Pode incluir desde medicamentos até procedimentos cirúrgicos.

Medicamentos

  • Analgésicos e anti-inflamatórios
  • Hormonioterapia (pílulas anticoncepcionais, DIU hormonal, agonistas de GnRH)

Cirurgia

  • Ressecção ou ablação do tecido afetado
  • Histerectomia (remoção do útero) em casos severos

Para informações mais detalhadas, consulte o site Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A adenomiose pode causar infertilidade?

Sim, em alguns casos a adenomiose pode dificultar a implantação do embrião ou causar alterações no útero que comprometem a fertilidade. Este aspecto deve ser avaliado pelo ginecologista.

2. É possível tratar a adenomiose sem cirurgia?

Sim, o tratamento medicamentoso pode controlar os sintomas em muitos casos. Entretanto, a eficácia varia e casos mais severos podem requerer intervenção cirúrgica.

3. Os sintomas da adenomiose desaparecem após a menopausa?

Geralmente, sim. A menopausa causa a regressão do tecido endometrial, reduzindo ou eliminando os sintomas.

Conclusão

Reconhecer os sintomas da adenomiose é essencial para um diagnóstico precoce, que pode melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres afetadas. Sintomas como sangramento intenso, dor durante a menstruação e sensação de peso na região pélvica são sinais de alerta importantes. Uma avaliação ginecológica detalhada e exames de imagem são fundamentais para confirmação.

Se você apresenta algum desses sintomas, procure um ginecologista para uma avaliação completa. O diagnóstico correto e o tratamento adequado podem evitar complicações e preservar sua saúde e bem-estar.

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2020). Manual de Patologias Femininas. Brasil: Secretaria de Saúde.

  2. Ginzburg, S. (2018). Endometriose e Adenomiose: Diagnóstico e Tratamento. Rio de Janeiro: Elsevier.

  3. Baird, D. D., et al. (2021). "Prevalence and diagnosis of adenomyosis." Fertility and Sterility, 115(4), 923-930.

  4. Hinte, D., & Vilos, G. (2019). "The role of imaging in diagnosis of adenomyosis." Journal of Obstetrics and Gynaecology Canada, 41(6), 823-830.

Lembre-se: Conhecer os sintomas e buscar orientação médica especializada é o primeiro passo para cuidar da sua saúde uterina e garantir uma vida plena e saudável.