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Quais os CID que Dão Direito ao Auxílio Doença: Guia Completo

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O auxílio-doença é um benefício previdenciário concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos segurados que estão temporariamente incapazes de trabalhar devido a problemas de saúde. Para ter direito a esse benefício, é necessário comprovar a incapacidade por meio de laudos médicos e relatórios clínicos, além de atender aos critérios estabelecidos pela legislação brasileira.

Um aspecto fundamental para a concessão do auxílio-doença é a relação entre a incapacitação e os Diagnósticos de Classificação Internacional de Doenças (CID). Conhecer quais CID dão direito ao benefício pode facilitar o entendimento dos segurados e ajudá-los a reunir a documentação adequada para solicitar o benefício.

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Neste guia completo, abordaremos os principais CID que dão direito ao auxílio-doença, explicando as condições de elegibilidade, dúvidas frequentes, além de fornecer dicas úteis para quem necessita solicitar o benefício.

O que é o CID e por que ele é importante para o auxílio-doença?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema padrão usado mundialmente para identificar e classificar doenças e problemas de saúde. Ele serve como referência para profissionais de saúde, seguradoras, governos e órgãos responsáveis pelo benefício social, incluindo o INSS.

A relação entre o CID e o auxílio-doença é direta: o diagnóstico CID deve refletir a condição de saúde que impede o trabalhador de exercer suas atividades laborais temporariamente. Assim, o reconhecimento do CID compatível com a incapacidade é essencial para garantir o direito ao benefício.

Quais os CIDs que dão direito ao auxílio-doença?

A seguir, apresentamos uma lista abrangente dos principais CID que podem dar direito ao auxílio-doença, de acordo com a legislação vigente e registros do INSS. Vale lembrar que a concessão do benefício depende de avaliação médica e de comprovação de incapacidade.

Lista de CID que podem dar direito ao auxílio-doença

Código CIDDescriçãoObservações
M15-M19Doenças osteoarticularesExemplos: osteoartrite, artrose
I10-I15Hipertensão arterial e seus efeitosInclui hipertensão, hipertensão secundária
E11-E14Diabetes mellitusTipos 1 e 2, complicações associadas
F32-F39Transtornos do humor e neuroseDepressão, ansiedade, transtornos mentais não orgânicos
J00-J99Doenças do sistema respiratórioAsma, DPOC, pneumonia
K00-K93Doenças do sistema digestivoCirrose, úlcera gástrica, hepatite
N00-N99Doenças do sistema geniturinárioNefropatia, cistos ovarianos
G40-G44Transtornos neurológicosEpilepsia, enxaqueca, outros transtornos do sistema nervoso
L00-L99Doenças da pele e tecido subcutâneoPsoríase, dermatite atópica
B15-B19Hepatite viralTipos A, B, C
H00-H06Doenças dos olhos e anexosCatarata, glaucoma
I25-I28Doenças do sistema circulatórioDoença arterial coronariana

Exemplos de condições específicas associadas aos CID

  • CID M17 – Gonartrose (artrose do joelho): Pode justificar auxílio-doença em casos de incapacidade de locomoção.
  • CID J45 – Asma: Quando agravada o suficiente para impedir o trabalho.
  • CID F32 – Episódio depressivo: Quando há limitações funcionais significativas.

Como funciona a avaliação para concessão do auxílio-doença?

O processo de obtenção do auxílio-doença envolve etapas detalhadas, que incluem:

  1. Requisição de perícia médica: a solicitação é feita pelo segurado ao INSS, que agendará uma perícia médica.
  2. Avaliação médica: o perito avalia a incapacidade, analisando documentos médicos e laudos clínicos.
  3. Decisão: com base na perícia, o INSS decide pela concessão ou não do benefício.

É importante destacar que o auxílio-doença não se limita ao diagnóstico CID, mas também à avaliação da incapacidade funcional. Assim, um diagnóstico CID pode estar presente na perícia, mas a incapacidade deve ser suficiente para impedir o trabalho.

Exemplo de reconhecimento de incapacidade

"A medicina previdenciária avalia não apenas o diagnóstico clínico, mas também a funcionalidade do segurado, para garantir uma relação justa entre saúde e trabalho." — INSS.gov.br

Dicas para quem vai solicitar o auxílio-doença

  • Reúna toda a documentação médica atualizada: laudos, exames, tratamentos e atestados que comprovem a incapacidade.
  • Faça um relato detalhado sobre sua condição e como ela interfere na sua rotina de trabalho.
  • Procure um profissional de confiança para avaliação clínica e emissão de laudos fortes e claros.
  • Prepare-se para a perícia: seja honesto e objetivo ao explicar sua situação.
  • Acompanhe o processo pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.

Perguntas Frequentes

1. Quais CID dão direito ao auxílio-doença?

Diversos CID podem conceder o benefício, especialmente aqueles relacionados a doenças crônicas ou incapacitantes, como doenças osteoarticulares, neurológicas, respiratórias, metabólicas e psiquiátricas. A decisão final depende do laudo pericial.

2. A Covid-19 pode dar direito ao auxílio-doença?

Sim. Casos de sequelas graves, como fibrose pulmonar ou comprometimento neurológico, podem ser considerados para o benefício, mediante comprovação da incapacidade.

3. Como saber se meu diagnóstico CID garante o direito ao auxílio-doença?

A melhor forma é consultar um médico e solicitar uma avaliação pericial junto ao INSS, que analisará sua condição juntamente com o CID e sua incapacidade funcional.

4. O benefício é concedido imediatamente após a perícia?

Depende. O INSS analisa toda documentação e perícia médica para emitir uma decisão que pode ser mais rápida ou levar alguns dias.

Conclusão

Conhecer os CID que dão direito ao auxílio-doença é fundamental para garantir seus direitos previdenciários. Enquanto alguns diagnósticos podem parecer claros, a concessão do benefício sempre dependerá da avaliação pericial da incapacidade funcional, além do diagnóstico clínico. O cuidado na preparação da documentação e o suporte de profissionais de saúde podem fazer toda a diferença na obtenção do benefício.

Se você enfrenta dificuldades para comprovar sua incapacidade ou dúvidas sobre o processo, é recomendado buscar orientação especializada, garantindo assim uma tramitação mais tranquila e eficiente.

Referências

Lembre-se: A informação aqui apresentada tem caráter educativo. Para orientações específicas e atuais, consulte o INSS ou um advogado especializado em Direito Previdenciário.