Quais CID Se Enquadra Como PCD: Guia Completo para Entender
A busca por inclusão social, acessibilidade e direitos garantidos por lei é fundamental para promover uma sociedade mais justa e equitativa. No Brasil, a classificação de Pessoas com Deficiência (PCD) é regulamentada por diferentes órgãos e leis, sendo a Classificação Internacional de Doenças (CID) uma das referências para identificar as condições que enquadram uma pessoa como PCD.
Este guia completo tem como objetivo esclarecer quais códigos CID se enquadram como PCD, explicando os critérios, categorias e procedimentos para reconhecer e obter direitos previstos na legislação brasileira. Afinal, compreender esses detalhes é essencial tanto para quem busca reconhecimento quanto para entidades públicas e privadas que oferecem acessibilidade e suporte.

O que é a Classificação Internacional de Doenças (CID)?
A CID é um sistema padrão utilizado mundialmente para classificar e codificar condições de saúde e doenças. No Brasil, ela é adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Seus códigos ajudam na documentação, pesquisa, estatísticas e na elaboração de políticas públicas de saúde.
No contexto da deficiência, a CID auxilia na identificação e categorização de condições que configuram alguma limitação ou incapacidade, podendo influenciar na obtenção de direitos e benefícios sociais.
Como a CID se relaciona com o conceito de PCD no Brasil?
A legislação brasileira, especialmente a Lei nº 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, define que a pessoa com deficiência é aquela que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com várias barreiras, podem impede sua participação plena na sociedade.
Por sua vez, a classificação CID detalha as condições que podem configurar essa deficiência, ajudando na comprovação e reconhecimento legal.
Quais CID Se Enquadram Como PCD?
A classificação de CID inclui uma vasta gama de códigos referentes a diversas condições de saúde que podem qualificar uma pessoa como PCD. A seguir, apresentamos uma tabela com as principais categorias e exemplos de códigos CID que se enquadram como PCD.
| Categoria CID | Descrição | Exemplos de Códigos CID |
|---|---|---|
| F00-F99 - Transtornos mentais e do comportamento | Doenças mentais, transtornos neuropsiquiátricos | F32 (Depressão), F84 (Transtornos do espectro autista) |
| G00-G99 - Doenças do sistema nervoso | Neurologia, epilepsia, paralisias | G40 (Epilepsia), G80 (Paralisia cerebral) |
| I00-I99 - Doenças do sistema circulatório | Hipertensão, insuficiência cardíaca | I10 (Hipertensão essencial) |
| J00-J99 - Doenças do sistema respiratório | Asma, DPOC | J45 (Asma), J44 (DPOC) |
| K00-K95 - Doenças do sistema digestório | Refluxo, doenças hepáticas | K21 (Refluxo gastroesofágico) |
| L00-L99 - Doenças da pele e tecido subcutâneo | Psoríase, queimaduras | L40 (Psoríase) |
| M00-M99 - Doenças do sistema osteomuscular e tecido conjuntivo | Artrite, osteoporose | M15 (Artrite devido a outras condições) |
| N00-N99 - Doenças do sistema geniturinário | Insuficiência renal, incontinência | N18 (Doença renal crônica) |
| Q00-Q99 - Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas | Cardiopatias congênitas, síndrome de Down | Q20 (Malforma cardíaca congênita) |
| H00-H59 - Doenças oftalmológicas | Catarata, ambliopia | H25 (Catarata senil) |
| H60-H95 - Doenças do ouvido e da apófise mastoide | Surdez, otite | H90 (Perda auditiva) |
| Z00-Z99 - Fatores infl uenciando o estado de saúde, exames e procedimentos | Condições que podem levar a deficiências | Z99 (Dependência de aparelhos), Z55-Z65 (Questões sociais e ambientais) |
Nota importante:
Nem todas as condições relacionadas aos códigos CID automaticamente qualificam alguém como PCD; é necessário avaliar o grau de limitação e o impacto na participação social.
Como reconhecer uma deficiência pelo CID para fins de direitos sociais?
Para fins de reconhecimento como PCD perante o INSS, Ministério da Educação ou outros órgãos, é necessário uma avaliação médica e, muitas vezes, laudo técnico que confirme a condição de deficiência e seu impacto.
Procedimentos comuns
- Consulta médica especializada: Avaliação detalhada por profissional de saúde.
- Laudo médico oficial: Documento que descreve a condição e limitações.
- Avaliação multidisciplinar: Em alguns casos, é necessária avaliação por equipes específicas.
- Inscrição em programas sociais: Como o Cadastro Único, para inclusão em políticas públicas.
- Reconhecimento legal: Para obter benefícios como isenção de impostos, auxílio-doença, entre outros.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os critérios para uma condição ser considerada deficiência segundo o CID?
Para ser considerada deficiência, a condição deve causar impedimentos de longo prazo que limitam a participação social, e estar codificada em um dos códigos CID relacionados às categorias de deficiência reconhecidas legalmente.
2. Pessoas com quais condições podem solicitar benefícios sociais?
Pessoas com condições que se enquadram em códigos CID ligados a deficiência, como autismo, paralisia cerebral, deficiência visual severa, auditiva, mental, entre outras. A avaliação médica é fundamental para comprovação.
3. Como saber se meu código CID é reconhecido para o benefício de PCD?
Procure orientação de um profissional de saúde ou do órgão responsável pelos benefícios sociais. Cada benefício tem critérios específicos, embora muitas condições possam ser aceitas mediante avaliação adequada.
4. Os códigos CID mudam de tempos em tempos?
Sim, a CID é atualizada periodicamente. É importante consultar a versão mais recente para garantir informações precisas e atualizadas.
Conclusão
Compreender quais códigos CID se enquadram como PCD é essencial para garantir o reconhecimento de direitos e acesso a benefícios previstos na legislação brasileira. A classificação abrange diversas condições de saúde, incluindo transtornos mentais, doenças neurológicas, físicas e sensoriais.
A lei brasileira busca promover a inclusão plena das pessoas com deficiência, e o reconhecimento oficial é o primeiro passo para garantir acessibilidade, educação, saúde e inserção no mercado de trabalho.
Lembre-se: o diagnóstico por si só não garante o direito; é necessária uma avaliação técnica que comprove o impacto da condição na vida diária.
Se você deseja aprofundar-se na temática, recomendo consultar o portal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde, que oferecem informações atualizadas e recursos relevantes.
MDBF