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Quais as Metas Internacionais de Segurança do Paciente: Guia Completo

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A segurança do paciente é uma das prioridades essenciais na área da saúde, fundamentais para garantir cuidados de qualidade, prevenir incidentes e minimizar riscos durante o atendimento. No cenário global, diversas organizações e entidades internacionais têm se dedicado a estabelecer objetivos claros e metas padronizadas para aprimorar a segurança em hospitais, clínicas e demais estabelecimentos de saúde. Entre elas, destaca-se a iniciativa das Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que servem como um guia para fortalecermos as práticas assistenciais e promovermos uma cultura de segurança.

Este artigo oferece uma análise aprofundada sobre as principais metas internacionais, sua relevância, implementação prática e impacto na assistência à saúde, além de esclarecer dúvidas frequentes e fornecer referências importantes para profissionais e gestores da área.

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O que são as Metas Internacionais de Segurança do Paciente?

As Metas Internacionais de Segurança do Paciente foram criadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de minimizar riscos relacionados à assistência em saúde, promovendo a adesão a práticas seguras. Essas metas visam estabelecer padrões mínimos que devem ser seguidos por instituições de saúde ao redor do mundo, contribuindo para a redução de eventos adversos, erros médicos e complicações decorrentes de erros humanos ou sistêmicos.

Segundo a OMS, “a implementação efetiva dessas metas pode salvar milhares de vidas por ano e melhorar significativamente a qualidade do cuidado oferecido ao paciente” (OMS, 2017).

As Principais Metas Internacionais de Segurança do Paciente

As metas internacionais englobam aspetos cruciais do cuidado ao paciente, abordando desde a comunicação até a administração de medicamentos, prevenção de infecções e cuidados perioperatórios. A seguir, apresentamos as principais metas atualmente disseminadas mundialmente, acompanhadas de uma tabela explicativa.

Tabela 1: Metas Internacionais de Segurança do Paciente - Resumo

Meta nºDescriçãoObjetivos Principais
1Identificação correta do pacienteGarantir a identificação precisa de cada paciente
2Comunicação eficaz entre os profissionais de saúdePromover troca de informações clara e completa
3Uso seguro de medicamentosPrevenir erros na administração de medicamentos
4Uso seguro de procedimentos cirúrgicos e invasivosConfirmar o procedimento adequado e responsável
5Redução do risco de infecções associadas à assistência à saúdePrevenir infecções hospitalares e infeções relacionadas ao cuidado
6Antecipação e manejo de riscos e incidentesMonitorar, informar e agir prontamente frente a incidentes
7Uso de dispositivos médicos segurosGarantir a instalação, uso e manutenção correta dos dispositivos

Detalhamento das Metas

1. Identificação correta do paciente

Por que é importante?

Erros de identificação podem resultar em administração de tratamento incorreto, cirurgias no lado errado, entre outros riscos que comprometem a segurança do paciente.

Como implementar?

  • Utilização de pulseiras de identificação com pelo menos duas informações (nome completo, data de nascimento e/ou número de prontuário).
  • Conferência de identidades antes de procedimentos ou administração de medicamentos.

2. Comunicação eficaz entre os profissionais de saúde

Por que é fundamental?

A comunicação ineficaz pode levar a erros de medicação, procedimentos realizados no paciente errado ou lapsos na documentação clínica.

Boas práticas:

  • Utilizar protocolos padronizados, como a técnica de "checagem cruzada" (read-back).
  • Relatórios claros e completos durante turnos de troca.

3. Uso seguro de medicamentos

Impacto na segurança:

A administração incorreta de medicamentos é uma das principais causas de eventos adversos em hospitais.

Medidas preventivas:

  • Conferência dupla de medicamentos (antes de administração).
  • Uso de sistemas de codificação por barras e, sempre que possível, softwares de gestão de medicamentos.

4. Uso seguro de procedimentos cirúrgicos e invasivos

Meta:

Prevenir erros como intervenção na parte errada, procedimento duplicado ou mal planejado.

Práticas recomendadas:

  • Realizar o "Tempo Zero" (checklist de segurança cirúrgica) antes do procedimento.
  • Uso de marcas corporais na área a ser operada, com concordância do paciente sempre que possível.

5. Redução do risco de infecções associadas à assistência à saúde

Relevância:

Infecções hospitalares aumentam a morbidade, a mortalidade e o tempo de internação.

Ações:

  • Higiene das mãos com álcool gel ou lavagem das mãos.
  • Uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs).
  • Limpeza e desinfecção de ambientes e instrumentos.

6. Antecipação e manejo de riscos e incidentes

Objetivo:

Identificar proativamente fatores de risco e agir para evitar incidentes ou minimizar seus efeitos.

Estratégias:

  • Cultura de relato de incidentes sem punições.
  • Análise de causas e implementação de ações corretivas.

7. Uso de dispositivos médicos seguros

Importância:

Dispositivos mal utilizados podem causar lesões ou infecções.

Recomendações:

  • Treinamento de equipe para instalação e manutenção.
  • Uso de dispositivos certificados e de qualidade.

Como as metas internacionais impactam o dia a dia das instituições de saúde?

A adoção das metas internacionais resulta em uma série de melhorias práticas, incluindo:

  • Redução das taxas de eventos adversos.
  • Aumento na satisfação do paciente.
  • Melhoria na comunicação interprofissional.
  • Conformidade com padrões globais de qualidade e segurança.
  • Redução de custos relacionados a complicações e retrabalhos.

Além disso, a implementaçãovisa fomentar uma cultura de segurança, onde todos os profissionais se tornam vigilantes e responsáveis pela proteção do paciente.

Desafios na implementação das metas internacionais

Apesar dos benefícios, há obstáculos como resistência à mudança, limitações de recursos, falta de treinamento adequado e cultura organizacional resistente à transparência.

Por isso, é importante envolver toda a equipe, promover treinamentos constantes e estabelecer políticas institutionais claras.

Para o sucesso, recomenda-se também buscar referências em instituições reconhecidas, como o Joint Commission International e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), disponíveis em esse link e aqui.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais os principais benefícios de seguir as Metas Internacionais de Segurança do Paciente?

Seguem benefícios como a redução de incidentes, maior segurança hospitalar, melhora na qualidade do atendimento, satisfação do paciente e conformidade com padrões internacionais.

2. Como posso começar a implementar essas metas em minha instituição?

Início com capacitações de equipe, revisar protocolos internos, estabelecer uma cultura de reporte de incidentes, e utilizar checklists de segurança em procedimentos.

3. Existe alguma legislação brasileira que exige o cumprimento dessas metas?

Sim. O Programa Nacional de Melhoria da Segurança do Assistente e as portarias do Ministério da Saúde estimulam práticas alinhadas às metas internacionais, buscando melhorias na segurança do paciente.

4. As metas internas são aplicáveis a todos os tipos de hospitais?

Sim. Elas são universais e podem ser adaptadas a diversos contextos, desde unidades básicas até grandes hospitais universitários.

Conclusão

As Metas Internacionais de Segurança do Paciente representam um avanço significativo na busca por uma assistência mais segura e de qualidade. Sua implementação requer compromisso, treinamento, mudanças culturais e uma gestão eficaz, mas os resultados justificam o esforço: vidas salvas, maior confiança no sistema de saúde e uma cultura organizacional voltada à segurança.

Para alcançar a excelência na assistência, é imprescindível que profissionais, gestores e instituições adotem essas metas como princípios orientadores. Como afirmou o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Ghebreyesus, “a segurança do paciente deve estar na raiz de todas as ações em saúde para garantir que o cuidado seja não apenas eficaz, mas também seguro.”

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). (2017). Meta Internacional de Segurança do Paciente. Disponível em: https://www.who.int
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). (2018). Protocolos de segurança do paciente no Brasil.
  • Joint Commission International. (2023). Patient Safety Goals. Disponível em: https://www.jointcommissioninternational.org/
  • Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). (2020). Segurança do Paciente: uma prioridade global. Disponível em: https://www.paho.org/

Este artigo foi elaborado para oferecer uma compreensão completa sobre as metas internacionais de segurança do paciente, promovendo uma cultura de qualidade e segurança na assistência em saúde.