Formas de Relevo: Conheça os Tipos e Características
A geografia da Terra é marcada por uma enorme diversidade de formas de relevo, que influenciam o clima, a vegetação, os modos de vida e a história de diferentes regiões. Entender as formas de relevo é fundamental para compreender não apenas o nosso planeta, mas também as dinâmicas ambientais e as atividades humanas que ocorrem nele. Este artigo aborda as principais formas de relevo existentes na Terra, suas características, formação e exemplos, com o objetivo de oferecer uma compreensão clara e aprofundada sobre o tema.
Introdução
Desde os tempos antigos, o relevo tem sido um elemento central na formação do cenário terrestre. As transformações no relevo são processos naturais que envolvem forças internas, como o movimento das placas tectônicas, e externas, como a erosão, o intemperismo e o transporte de materiais. Essas forças dão origem a diferentes formas de relevo, cada uma com suas especificidades e influências. Conhecer essas formas é essencial para diversas áreas, incluindo geografia, engenharia, agricultura e urbanismo.

Segundo o geógrafo Aziz Nacib Ab'Sáber, "o relevo é a expressão da história geológica de uma região, refletindo processos de formação e transformação ao longo do tempo." Assim, ao estudarmos as formas de relevo, também entendemos a história natural do nosso planeta.
Quais as principais formas de relevo?
Existem várias formas de relevo, classificadas de acordo com sua altitude, declive, origem e aspecto. As principais categorias podem ser agrupadas em relevo contínuo e relevo descontínuo. A seguir, apresentamos as categorias mais relevantes, suas características e exemplos.
Relevo Continental
Inclui todas as formas de relevo no interior dos continentes, como planícies, planaltos e relevos de integração continental.
Relevo Costeiro
Forma-se ao longo da linha costeira, com destaque para as praias, morros e falésias.
Relevo de Montanhas e Cumes
Formado por dobras, falhas e forças tectônicas, apresenta altitudes elevadas e picos pontiagudos.
Relevo de Planaltos e Planícies
Características por altitudes moderadas a baixas e superfícies relativamente planas ou suavemente onduladas.
Tipos de Relevo e suas características principais
A seguir, detalhamos cada um desses tipos, abordando suas origens, características e exemplos de cada um.
Relevo de Planícies
Definição e formação
As planícies são extensas áreas de relevo quase horizontal, com baixa altitude e grande planicidade. Sua formação está relacionada à deposição de sedimentos por processos de transporte como rios, ventos ou pela subsidência de áreas.
Características
- Superfície plana ou suavemente ondulada
- Baixa altitude (normalmente abaixo de 200 metros)
- Solo fértil e adequado para atividades agrícolas
Exemplos
- Planície Amazônica (Brasil)
- Planície do Pantanal (Brasil e Bolívia)
- Planície do Vale do Mississippi (EUA)
Relevo de Planaltos
Definição e formação
Planaltos são áreas elevadas, com superfícies relativamente planas ou suavemente onduladas, surgem por processos de elevação e - em alguns casos - sedimentação.
Características
- Altitude entre 500 e 1000 metros, podendo ultrapassar esse valor
- Superfície relativamente plana ou com pequenas ondulações
- Presença de relevos escarpados nas suas bordas
Exemplos
- Planalto Central (Brasil)
- Planalto do Colorado (EUA)
- Planalto Matogrossense
Relevo de Montanhas
Definição e formação
Montanhas são elevações mais altas, geralmente de origem tectônica por dobramentos ou falhamentos, que apresentam picos ásperos e encostas íngremes. Formam cadeias montanhosas por movimentos das placas tectônicas.
Características
- Altitudes elevadas, acima de 1000 metros
- Picos pontiagudos e encostas íngremes
- Presença de vales profundos e relevo escarpado
Exemplos
- Cordilheira dos Andes (América do Sul)
- Montanhas Rochosas (América do Norte)
- Montanhas do Himalaia (Ásia)
Relevo de Depressões
Definição e formação
Depressões são áreas de relevo mais baixas, muitas vezes formadas por processos de subsistência ou por atividades tectônicas que afundam uma região.
Características
- Altitude inferior ao nível do mar ou abaixo do nível da região ao redor
- Relevo irregular, podendo incluir lagoas ou planícies de inundação
Exemplos
- Depressão do Paraná (Brasil)
- Depressão do Mar Morto (Israel e Jordânia)
- Depressão do Vale do Rio São Francisco
Tabela Comparativa das Formas de Relevo
| Tipo de Relevo | Características Principais | Exemplos | Altitude Típica |
|---|---|---|---|
| Planícies | Relevo plano, alta fertilidade | Pantanal, Amazônia | Até 200 m |
| Planaltos | Superfície relativamente plana, elevada | Planalto Central, Colorado | 500 a 1000 m |
| Montanhas | Elevadas, picos pontiagudos, encostas íngremes | Andes, Himalaias | Acima de 1000 m |
| Depressões | Áreas baixas, muitas vezes abaixo do nível do mar | Vale do Rio São Francisco | Abaixo do nível do mar ou até 200 m |
Como se formam as diferentes formas de relevo?
A formação do relevo é resultado de uma combinação de processos internos e externos.
Processos internos
Responsáveis por criar as grandes elevações e abalos sísmicos, incluindo:
- Dobramentos (formam montanhas)
- Falhamentos (rupturas na crosta terrestre)
- Atividades vulcânicas
Processos externos
Influenciam o relevo ao longo do tempo, através de:
- Erosão (desgaste das superfícies rochosas por água, vento e gelo)
- Intemperismo (decomposição das rochas devido a processos físicos, químicos ou biológicos)
- Sedimentação (depósito de materiais transportados por rios e ventos)
Para uma compreensão mais aprofundada, consulte Geografia Física - Relevo e História e Formação de Montanhas.
Fatores que influenciam as formas de relevo
- Geologia: tipo de rocha, estrutura das formações geológicas
- Clima: ações de intemperismo, erosão e transporte de sedimentos
- Atividades tectônicas: movimentações das placas tectônicas que elevam ou deprimem áreas do planeta
- Hidrologia: ação de rios, mares e gelo na modelagem do relevo
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quais são as principais formas de relevo no Brasil?
O Brasil apresenta uma variedade de formas de relevo, incluindo planaltos (como o Planalto Central e o Planalto do Nordeste), planícies (a Amazônia e o Pantanal), depressões (Valle do Rio São Francisco e a Depressão Central) e algumas áreas de relevo montanhoso, como os Andes na fronteira com o Chile e a cordilheira da Serra do Mar.
Como a ação humana influencia as formas de relevo?
As atividade humanas podem modificar o relevo por meio de construções, exploração de minerais, desmatamentos e urbanizações, levando a processos de erosão acelerada e uso do solo de forma inadequada.
Por que as montanhas são importantes?
As montanhas são essenciais por diversas razões, incluindo sua influência na climatologia, sua biodiversidade única, recursos minerais, fontes de rios e atividades de turismo e lazer.
Qual a diferença entre planalto e planície?
Enquanto as planícies são áreas relativamente planas de baixa altitude, os planaltos são áreas elevadas com superfície relativamente plana ou suavemente ondulada, geralmente acima de 500 metros de altitude.
Conclusão
As formas de relevo são variados e complexas, refletindo a história geológica da Terra e os processos que modelaram sua superfície ao longo do tempo. Desde as vastas planícies que abrigam os maiores centros urbanos até as altas montanhas que desafiam a resistência dos seres humanos, cada tipo de relevo desempenha papel fundamental na configuração do planeta e na vida que nele habita.
Compreender essas formas é fundamental não apenas para o estudo acadêmico, mas também para o desenvolvimento sustentável, a preservação ambiental e a organização do espaço urbano e rural. Como disse o geógrafo Aziz Nacib Ab'Sáber, "o relevo é a história visível do nosso planeta, uma narrativa que nos ensina sobre a sua formação, transformação e dinâmica."
Referências
- AB'SÁBER, Aziz Nacib. O Domínio dos Relvores. São Paulo: EDUSP, 1982.
- CUNHA, Celso. Geografia Geral e do Brasil. Editora Ática, 2010.
- IBGE. Geografia do Brasil. Disponível em: https://www.ibge.gov.br.
- TEIXEIRA, Frederico. Geografia Física e Geomorfologia. Editora Moderna, 2015.
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