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Psicose: Entenda o que é e seus principais sintomas

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A saúde mental é um aspecto fundamental do bem-estar de qualquer pessoa, e compreender diferentes transtornos pode ajudar a diminuir o estigma e promover a busca por ajuda especializada. Entre os transtornos mentais mais complexos está a psicose, condição que pode afetar significativamente a vida do indivíduo. Este artigo irá esclarecer o que é psicose, seus principais sintomas, causas, tratamentos e respostas às perguntas frequentes, além de oferecer informações essenciais para quem deseja entender mais sobre o tema.

Introdução

A psicose é um termo frequentemente utilizado na área da saúde mental para descrever uma condição mental caracterizada por uma perda de contato com a realidade. Pessoas que enfrentam episódios de psicose podem experimentar alucinações, delírios e dificuldades para distinguir o que é real do que é imaginado. Apesar de parecer assustador, a psicose é tratável e, com o diagnóstico adequado, o paciente pode viver uma vida equilibrada e produtiva.

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Segundo o psiquiatra brasileiro Dr. André Nascimento, "a compreensão precoce e o tratamento adequado da psicose podem transformar vidas, promovendo recuperação e autonomia."

Vamos explorar, neste artigo, tudo o que você precisa saber sobre psicose.

O que é psicose?

A psicose é um transtorno mental que afeta a percepção, o pensamento, as emoções e o comportamento do indivíduo. Ela não é uma doença única, mas sim um grupo de condições que compartilham o sintoma principal de perda de contato com a realidade.

Definição clínica

Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA), a psicose envolve a presença de pelo menos um dos seguintes sintomas:

  • Alucinações: percepções sensoriais sem estímulos externos reais
  • Delírios: crenças firmes e falsas que não correspondem à realidade
  • Pensamento desorganizado
  • Comportamento desorganizado ou catatonia

Esses sintomas podem ocorrer em diferentes transtornos psiquiátricos, sendo o mais comum a esquizofrenia, mas também presente em transtorno bipolar com episódios psicóticos, transtornos psicóticos breves e outros.

Diferença entre psicose e neurose

Enquanto a psicose envolve perda de contato real, a neurose refere-se a conflitos internos e ansiedade, mantendo a pessoa consciente da realidade. Assim, a psicose é mais grave e requer intervenção especializada.

Principais sintomas da psicose

Reconhecer os sintomas é fundamental para buscar ajuda adequada. A seguir, os principais sinais que podem indicar um episódio psicótico:

Sintomas positivos

  • São sintomas que adicionam novas experiências ao funcionamento normal do indivíduo.*

  • Alucinações: perceber coisas que não existem, como ouvir vozes ou ver figuras.

  • Delírios: crenças falsas, como pensar que está sendo perseguido ou que possui habilidades especiais.
  • Pensamento desorganizado: dificuldade de manter uma linha de raciocínio, discurso incoerente ou com saltos ilógicos.
  • Comportamento desorganizado ou agitado: movimentos descoordenados ou ações imprevisíveis.

Sintomas negativos

Perda de funções normais, como a ausência de emoções ou motivação.

  • Apatia
  • Isolamento social
  • Falta de expressão emocional
  • Dificuldade de iniciar ou manter atividades

Outros sinais

  • Dificuldade de concentração
  • Alterações no sono e no apetite
  • Comportamentos incomuns ou bizarros

Tabela 1: Sintomas da psicose

CategoriaSintomasExemplos
Sintomas positivosPresença de fenômenos anormaisAlucinações auditivas, delírios persecutórios
Sintomas negativosPerda de funções normaisIsolamento, apatia
Sintomas cognitivosDificuldade de atenção e memóriaProblemas na resolução de problemas
Sintomas afetivosAlterações no humor e emoçõesHumor deprimido, ansiedade intensa

Causas da psicose

A origem da psicose pode ser multifatorial, envolvendo fatores biológicos, ambientais e psicossociais.

Fatores biológicos

  • Genética: histórico familiar aumenta o risco.
  • Desequilíbrios neuroquímicos: alterações nos neurotransmissores como dopamina e serotonina.
  • Alterações cerebrais: alterações na estrutura cerebral podem estar relacionadas ao transtorno.

Fatores ambientais

  • Uso de substâncias psicoativas, como maconha e cocaína.
  • Estresse severo ou trauma na infância.
  • Eventos de vida traumáticos ou perda de entes queridos.

Fatores psicossociais

  • Problemas familiares e sociais.
  • Exclusão social ou isolamento.

Diagnóstico da psicose

O diagnóstico é realizado por psiquiatras ou psicólogos, baseando-se na observação clínica, entrevistas e exames complementares. Não há um exame de sangue que indique psicose, mas exames podem ser solicitados para descartar outras causas ou patologias associadas.

Tratamento da psicose

O tratamento adequado é essencial para o manejo eficaz da psicose e proporciona uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Medicação

Antipsicóticos são a base do tratamento, ajudando a controlar os sintomas positivos e negativos. Existem duas categorias:

  • Antipsicóticos típicos (mais antigos): como haloperidol.
  • Antipsicóticos atípicos (mais modernos): como risperidona, olanzapina, quetiapina.

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar o paciente a entender e lidar com seus sintomas, além de promover estratégias de enfrentamento e reabilitação social.

Apoio familiar e social

A participação da família e suporte social são fundamentais na recuperação do paciente, promovendo um ambiente de compreensão e acolhimento.

Reabilitação

A reinserção social, ocupacional e o suporte psicossocial contribuem para a autonomia do indivíduo.

Quando procurar ajuda?

Se você ou alguém próximo apresentar sinais de psicose, como isolamento, delírios ou alucinações, procure um profissional de saúde mental imediatamente. Quanto mais cedo o tratamento começar, melhores as chances de recuperação.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A psicose é uma doença hereditária?

Sim, há um componente genético que pode predispor o indivíduo a transtornos psicóticos, mas fatores ambientais também desempenham papel importante.

2. A psicose desaparece sozinha?

Geralmente, não. A psicose requer avaliação e tratamento especializado. O acompanhamento médico é fundamental para evitar complicações.

3. É possível viver sem medicamentos durante os episódios psicóticos?

Alguns pacientes podem passar por períodos sem medicação após a estabilização, mas a maioria necessita de acompanhamento contínuo para evitar recaídas.

4. Qual a diferença entre esquizofrenia e transtorno psicótico?

A esquizofrenia é uma condição crônica que apresenta sintomas psicóticos, enquanto termos como transtorno psicótico podem se referir a episódios temporários causados por outras condições ou uso de substâncias.

Conclusão

A psicose é um transtorno mental grave, mas tratável, que pode afetar significativamente a qualidade de vida do indivíduo. Com o diagnóstico precoce, acompanhamento medicamentoso, psicoterapia e apoio social, as pessoas podem recuperar o controle de suas vidas e minimizar o impacto do transtorno. É fundamental desconstruir preconceitos e promover a conscientização sobre saúde mental, garantindo que aqueles que precisam de ajuda tenham acesso aos recursos necessários.

Lembre-se: buscar ajuda é um ato de coragem e cuidado consigo mesmo ou com quem você ama. Como disse o renomado psiquiatra Carl Jung, "quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta".

Referências

  1. Associação Americana de Psiquiatria (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5. 2013.
  2. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Trajetórias de cuidado em saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  3. Nascimento, André. “A importância do diagnóstico precoce na psicose.” Revista Brasileira de Psiquiatria, vol. 45, nº 2, 2019.
  4. Organização Mundial da Saúde (OMS). Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos. Disponível em: https://www.who.int/mental_health/diagnostics_and_treatment/mental_health_situation/en/

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