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Psicose CID: Entenda os Aspectos e Tratamentos da Condição

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A psicose é uma condição mental complexa que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, causando uma interrupção na percepção da realidade, dos pensamentos e do comportamento. Segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID), a psicose compreende um conjunto de transtornos psiquiátricos que exigem diagnóstico preciso e tratamento adequado. Compreender o que é a psicose, as categorias associadas, seus sintomas, causas, e tratamentos disponíveis é fundamental para promover uma abordagem mais eficiente e humanizada para quem enfrenta essa condição.

Este artigo tem como objetivo explorar detalhadamente a psicose na CID, abordando seus aspectos clínicos, diagnósticos, e terapêuticos, além de esclarecer dúvidas frequentes, oferecer informações atualizadas, e contribuir para a disseminação de conhecimentos importantes sobre o tema.

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O que é Psicose Segundo a CID?

Definição de Psicose

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID), a psicose é um grupo de transtornos mentais caracterizados por uma desconexão com a realidade, podendo envolver alucinações, delírios, pensamento desorganizado e comportamento inadequado.

Como a CID classifica a Psicose

Na CID-10, a psicose não é um diagnóstico em si, mas inclui diversas categorias clínicas, tais como transtornos esquizofreniformes, transtornos delirantes, transtornos psicóticos agudos e transitórios, entre outros.

Importância do Diagnóstico Preciso

Ao identificar uma psicose, é essencial determinar a causa subjacente, podendo estar relacionada a transtornos primários ou secundários a condições médicas, uso de substâncias ou fatores psicossociais.

Categorias de Psicose na CID

Categoria CIDDescriçãoExemplos de Transtornos
F20-F29Esquizofrenia, transtornos esquizofreniformes e transtornos delirantesEsquizofrenia, transtorno delirante persistente
F30-F39Transtornos do humor com características psicóticasPsicose maniaco-depressiva com episódios psicóticos
F10-F19Transtornos mentais causados por substâncias psicoativasPsicose induzida por álcool, drogas ou medicamentos
F23Transtornos psicóticos agudos e transitóriosPsicose reativa, psicose breve

Sintomas e Manifestações Clínicas

Sintomas Positivos

  • Alucinações: Percepções sensoriais sem estímulo externo, geralmente auditivas ou visuais.
  • Delírios: Crenças firmes e falsas que não se sustentam com a realidade.
  • Pensamento desorganizado: Discurso incoerente ou dificuldade de manter uma linha de raciocínio lógica.
  • Comportamento incoerente ou agitado: Agitação, agressividade ou comportamentos estranhos.

Sintomas Negativos

  • Apatia: Falta de motivação ou interesse.
  • Alogia: Redução do discurso ou comunicação.
  • Anedonia: Perda de prazer em atividades antes apreciadas.
  • Isolamento social: Distanciamento de familiares e amigos.

Outros sinais e sintomas

  • Alterações no humor
  • Dificuldade de atenção e concentração
  • Retração social
  • Comportamentos bizarros ou inadequados

Causas e Fatores de Risco

Fatores Genéticos

Estudos indicam que a predisposição genética desempenha papel importante na vulnerabilidade à psicose, especialmente em transtornos como a esquizofrenia.

Aspectos Biológicos

Desequilíbrios nos neurotransmissores, como dopamina e serotonina, estão associados ao desenvolvimento de psicose.

Fatores Psicossociais

Estresse, abuso, trauma infantil, e fatores ambientais podem contribuir para o aparecimento de episódios psicóticos.

Consumo de Substâncias

O uso de drogas psicoativas, como LSD, anfetaminas, ou o abuso de álcool, pode desencadear quadros psicóticos em indivíduos predispostos.

Diagnóstico: Como a CID Auxilia na Identificação?

Critérios Diagnósticos

O diagnóstico baseia-se em critérios clínicos detalhados, avaliação psiquiátrica, histórico médico, e exclusão de causas secundárias.

Papel do Médico Psiquiatra

O profissional realiza entrevista clínica, análise de histórico e, quando necessário, exames complementares para excluir outras condições médicas ou uso de substâncias.

Importância do Diagnóstico Precoce

A intervenção precoce pode evitar a progressão da psicose e melhorar o prognóstico do paciente.

Tratamentos e Cuidados para Psicose CID

Abordagem Farmacológica

  • Antipsicóticos: Reduzem sintomas positivos e positivos, como alucinações e delírios.
  • Estabilizadores de humor: Em transtornos afetivos com psicose.
  • Medicamentos adjuvantes: Para tratar ansiedade, insônia ou sintomas associados.

Tratamento Psicossocial

  • Psicoterapia: Terapia cognitivo-comportamental, que auxilia na gestão dos sintomas.
  • Reabilitação psicossocial: Reinserção social, educação, e habilidades de vida diária.
  • Apoio familiar: Fundamental para acompanhamento e suporte contínuo.

Hospitalização

Indicações de internação incluem risco de suicídio, agressão, ou ausência de suporte em ambiente domiciliar.

Prevenção e Cuidados Contínuos

A adesão ao tratamento, acompanhamento regular e suporte emocional são essenciais para a estabilidade do paciente.

A Importância do Apoio e Combate ao Estigma

A compreensão pública sobre psicose e tratamentos acessíveis ajuda a reduzir o estigma social, promovendo uma melhor integração dos pacientes na sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “a inclusão social e o acesso ao tratamento adequado podem transformar vidas.”

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A psicose é sempre ligada à esquizofrenia?

Não, a psicose é um sintoma ou quadro clínico que pode estar presente em diversos transtornos, incluindo transtornos afetivos, psicose induzida por substâncias, entre outros.

2. Quanto tempo dura uma crise psicótica?

A duração varia de acordo com a causa, o tratamento adotado, e o suporte recebido. Algumas crises duram dias, outras semanas ou meses, especialmente se não houver intervenção adequada.

3. A psicose pode ser curada?

Embora muitas condições psicóticas sejam controláveis com tratamento e suporte contínuo, o conceito de cura depende do transtorno específico, do estágio e do manejo clínico.

4. Quais profissionais podem ajudar no tratamento?

Psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais desempenham papéis fundamentais na recuperação.

Conclusão

A psicose, conforme classificada na CID, representa um desafio na área da saúde mental, mas também uma oportunidade de intervenção eficaz. Com diagnóstico precoce, tratamentos adequados e apoio contínuo, é possível promover a estabilidade, reabilitação e inclusão social de quem enfrenta essa condição.

A compreensão, o respeito e a informação são essenciais para combater o estigma e oferecer uma perspectiva mais humanizada para pessoas com psicose. Investimentos em saúde mental, educação e suporte familiar fazem toda a diferença na trajetória desses pacientes.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Saúde Mental e Prevenção da Psicose
  • Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª edição.
  • Associação Americana de Psiquiatria. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
  • Carvalho, J. et al. (2021). Psicose: conceitos atuais e perspectivas de tratamento. Revista Brasileira de Psiquiatria, 43(2), 123-130.

Este artigo é de caráter educativo e não substitui consulta médica especializada.