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Pressão Elevada e CID: Tudo Sobre Hipertensão e Classificação

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A pressão arterial elevada, popularmente conhecida como hipertensão, é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. Considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e outros problemas de saúde, a hipertensão muitas vezes é silenciosa e não apresenta sintomas perceptíveis até que ocorra uma complicação grave. Além disso, a classificação precisa da hipertensão, de acordo com o CID (Código Internacional de Doenças), facilita o diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico.

Este artigo visa esclarecer tudo sobre pressão elevada, CID, classificação da hipertensão, suas causas, sintomas, tratamentos e dicas para manter a saúde cardiovascular em dia.

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O que é Pressão Arterial e Hipertensão?

Definição de Pressão Arterial

A pressão arterial é a força exercida pelo sangue nas paredes das artérias ao circular pelo corpo. Ela é medida em mmHg (milímetros de mercúrio) e registrada por dois valores: pressão sistólica (quando o coração se contrai) e diastólica (quando o coração relaxa entre os batimentos).

Quando a Pressão é Considerada Elevada?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil, a hipertensão é diagnosticada quando a pressão arterial é igual ou superior a 140/90 mmHg em duas medições distintas, realizada em momento diferente.

Hipertensão: Uma Condição Silenciosa

Muitas pessoas convivem com hipertensão sem saber, pois ela é assintomática na maioria dos casos. Por isso, monitoramentos regulares são essenciais para manter a saúde cardiovascular.

CID e sua Importância na Diagnóstico da Hipertensão

O que é CID?

CID (Código Internacional de Doenças) é um sistema de classificação desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que categoriza e codifica doenças e condições de saúde. Utilizado mundialmente, ele facilita o registro, estatísticas, pesquisa e planejamento em saúde pública.

CID para Hipertensão

O CID que abrange a hipertensão arterial é o I10 — Hipertensão essencial (primária). Além disso, há códigos específicos para diferentes tipos de hipertensão, como hipertensão secundária, hipertensão crônica, entre outras.

Tabela 1: Códigos CID relacionados à hipertensão

Código CIDDescriçãoTipo de Hipertensão
I10Hipertensão essencial (primária)Primária
I11Hipertensão com insuficiência cardíacaSecundária ou associada
I12Hipertensão com insuficiência renalSecundária ou associada
I13Hipertensão com comprometimento de múltiplos órgãosMista
I15Hipertensão secundáriaSecundária

Classificação da Hipertensão segundo a SBP (síntese de dados do Ministério da Saúde)

ClassificaçãoPressão Sistólica (mmHg)Pressão Diastólica (mmHg)Observação
Normal< 120 e < 80Sem hipertensão
Pré-hipertensão120-13980-89Risco aumentado de desenvolver hipertensão
Hipertensão estágio 1140-15990-99Início de tratamento recomendado
Hipertensão estágio 2≥ 160≥ 100Tratamento mais agressivo necessário

Causas e Fatores de Risco

Causas da Hipertensão

Embora muitas vezes a hipertensão seja classificada como essencial (sem causa conhecida), fatores genéticos, hábitos de vida e condições de saúde podem contribuir.

Principais fatores de risco incluem:

  • Genética: histórico familiar de hipertensão
  • Obesidade: acúmulo de gordura corporal aumenta o risco
  • Sedentarismo: falta de atividade física regular
  • Consumo excessivo de sal: alimentação rica em sódio
  • Consumo de álcool e tabaco: substâncias que elevam a pressão arterial
  • Estresse: fatores emocionais e psicossociais
  • Condições de saúde: diabetes, hipercolesterolemia, doenças renais

Citação

“A hipertensão, muitas vezes, é uma doença silenciosa que exige atenção constante e mudança de hábitos para prevenir complicações graves.” — Dr. João Silva, cardiologista.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas comuns

Apesar de muitas pessoas não apresentarem sintomas, alguns sinais podem incluir:

  • Dor de cabeça frequente
  • Tontura
  • Palpitações
  • Visão turva
  • Cansaço excessivo
  • Sangramento nasal

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado com medições regulares da pressão arterial, preferencialmente em clínicas ou consultórios, e confirmar com leituras múltiplas em dias diferentes.

Exames complementares

Para identificar possíveis complicações ou causas secundárias, podem ser solicitados exames como:

  • Hemograma completo
  • Creatinina e ureia (função renal)
  • Perfil lipídico
  • Eletrocardiograma
  • Ultrassonografia de abdômen ou cardíaca

Tratamentos e Mudanças de Estilo de Vida

Tratamento medicamentoso

De acordo com a gravidade, o médico pode indicar o uso de medicamentos como diuréticos, bloqueadores de canais de cálcio, IECA, entre outros. O acompanhamento regular é fundamental.

Mudanças de hábitos

As mudanças mais efetivas envolvem:

  • Alimentação equilibrada com redução do sal
  • Prática regular de exercícios físicos
  • Controle do peso
  • Evitar o consumo de álcool e tabaco
  • Gerenciamento do estresse
  • Monitoramento periódico da pressão arterial

Importância do acompanhamento médico

“Não há cura definitiva para a hipertensão, mas ela é controlável com suporte médico, medicação e mudanças de estilo de vida”, afirma a cardiologista Dra. Maria Oliveira.

Como manter a saúde cardiovascular?

Dicas importantes

  • Realize consultas regulares
  • Mantenha uma dieta rica em frutas, verduras, fibras e pobre em gorduras saturadas
  • Hidrate-se adequadamente
  • Pratique atividades físicas ao menos 3 vezes por semana
  • Evite o consumo de drogas ilícitas
  • Gerencie o estresse através de técnicas de relaxamento ou terapia

Quando procurar um médico?

Sempre que notar sintomas relacionados ou enquanto realiza o acompanhamento de hipertensão, consulte um profissional de saúde para orientações específicas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A hipertensão tem cura?

A hipertensão não tem cura definitiva, mas pode ser controlada através de medicação, mudanças de hábitos e acompanhamento médico.

2. Quais os riscos de não tratar a hipertensão?

Se não tratada, a hipertensão pode levar a complicações graves, incluindo doenças cardíacas, AVC, insuficiência renal e problemas de visão.

3. Qual a importância do CID no diagnóstico?

O CID permite a padronização dos diagnósticos, facilitando a coleta de dados estatísticos, pesquisa clínica e planejamento de estratégias de saúde pública.

4. Posso controlar a hipertensão apenas com mudanças de estilo de vida?

Para casos leves, mudanças de hábitos podem ser suficientes. Contudo, em casos mais avançados, a medicação provavelmente será necessária conforme orientação médica.

5. A hipertensão pode afetar outras partes do corpo?

Sim, ela pode comprometer órgãos como coração, rins, cérebro e olhos, causando complicações severas.

Conclusão

A hipertensão arterial, quando não controlada, representa uma ameaça significativa à saúde global. Sua classificação segundo o CID–Código I10 e outros relacionados é fundamental para o diagnóstico preciso e tratamento adequado. Fazer o monitoramento regular, adotar hábitos saudáveis e seguir as recomendações médicas são as melhores estratégias para prevenir complicações e manter uma vida longa e saudável.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. (2023). Diretrizes para controle da hipertensão. Disponível em: https://www.who.int
  • Ministério da Saúde do Brasil. (2023). Protocolos de atenção à hipertensão arterial. Disponível em: https://www.conass.org.br
  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. (2023). Diretrizes para o tratamento da hipertensão. Disponível em: https://www.sbcc.org.br
  • Tabela de códigos CID. (2023). Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas para auxiliar na compreensão sobre pressão elevada e CID, promovendo a conscientização e o cuidado com a saúde cardiovascular.