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Preeclampsia CID: Guia Completo sobre a Condição na Gestação

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A gestação é um momento único na vida da mulher, marcado por emoções, expectativas e bem-estar. No entanto, ela também traz desafios e riscos à saúde, entre eles a pré-eclâmpsia, uma condição potencialmente grave que pode afetar tanto a mãe quanto o bebê. No Brasil, a classificação dessa condição é realizada segundo o Código Internacional de Doenças (CID), o que ajuda na padronização, diagnóstico, tratamento e registros epidemiológicos. Este artigo fornece um guia completo sobre a pré-eclâmpsia CID, abordando suas causas, sintomas, classificação, tratamento e fatores de risco, além de responder às dúvidas mais frequentes.

O que é a pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia é uma complicação que ocorre durante a gestação, caracterizada por hipertensão arterial associada à presença de proteína na urina e outros sinais de disfunção de órgãos, como rins, fígado ou sistema cardiovascular. Essa condição geralmente surge após a 20ª semana gestacional e pode levar a complicações sérias se não tratada adequadamente.

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Causas e fatores de risco

Embora a causa exata ainda seja desconhecida, acredita-se que a pré-eclâmpsia esteja relacionada a problemas na placenta, alterações na função vascular e alterações imunológicas. Entre os fatores de risco estão:

-Primigesta (primeira gestação)-Histórico de pré-eclâmpsia anterior-Pressão arterial elevada-Obesidade-Viagens múltiplas (gêmeos, trigêmeos)-Diabetes-Idade avançada (a partir de 35 anos)-Histórico familiar

Classificação da pré-eclâmpsia segundo o CID

A classificação da pré-eclâmpsia no CID é fundamental para fins de diagnóstico, registro e tratamento. A principal codificação utilizada é a CID-10, que classifica a condição sob o código O14.

Código CID para pré-eclâmpsia

Classificação CIDDescriçãoComentários
O14.0Pré-eclâmpsia leveControlada, sem consequências graves
O14.1Pré-eclâmpsia graveCom risco de complicações graves
O14.9Pré-eclâmpsia não especificadaQuando há suspeita, mas sem confirmação diagnóstica clara

Sintomas e sinais de pré-eclâmpsia

Muitas vezes, os sintomas podem ser leves ou até mesmo ausentes em suas fases iniciais, dificultando o diagnóstico precoce.

Sintomas comuns

  • Hipertensão arterial (pressão > 140/90 mmHg)
  • Presença de proteína na urina
  • Inchaço excessivo, principalmente nas mãos, rosto e pernas
  • Dor de cabeça persistente
  • Alterações visuais, como visão borrada
  • Dor na região superior do abdômen
  • Náuseas ou vômitos

Sinais de pré-eclâmpsia grave

  • Diminuição do volume urinário
  • Dor intensa no abdômen superior direito
  • Dor de cabeça intensa e persistente
  • Convulsões (eclâmpsia, que é uma complicação da pré-eclâmpsia grave)

Diagnóstico da pré-eclâmpsia CID

O diagnóstico é realizado mediante avaliação clínica e exames laboratoriais. Os critérios principais envolvem:

  • Hipertensão arterial persistente (medida em duas ocasiões com intervalo de pelo menos 4 horas)
  • Presença de proteína na urina (a partir de 300 mg em 24 horas ou relação albumina/creatinina alterada)
  • Avaliação de sinais de disfunção de órgãos, como alterações hepáticas, renais ou neurológicas.

Exames utilizados

  • Medição da pressão arterial
  • Análise de urina de 24 horas
  • Hemograma completo
  • Função renal (uréia, creatinina)
  • Função hepática (ALT, AST)
  • Exames de imagem, se necessário (ultrassonografia)

Tratamento da pré-eclâmpsia CID

O tratamento depende da gravidade da condição, estágio gestacional e risco para a mãe e o bebê.

Medidas gerais

  • Repouso relativo
  • Controle rigoroso da pressão arterial
  • Monitoramento contínuo dos sinais vitais
  • Administração de medicamentos antihipertensivos seguros na gestação

Medicamentos utilizados

MedicamentoIndicaçãoObservações
HidralazinaHipertensão arterial graveVia intravenosa, sob supervisão médica
LabetalolPressão elevadaPode ser utilizado durante a gestação
BetametasonaGestantes com risco de parto prematuroPara maturação pulmonar fetal

Parto como tratamento definitivo

Em casos graves ou quando a gestação está avançada (acima de 37 semanas), o parto é a melhor estratégia para evitar complicações. Caso a gestação esteja em estágio inicial, o controle rigoroso e a internação hospitalar podem ser necessários até a viabilidade fetal.

Cuidados adicionais

  • Monitoramento frequente fetal
  • Avaliação contínua da pressão arterial
  • Controle de edemas e sintomas
  • Cuidados com possíveis complicações, como eclâmpsia, insuficiência hepática, renal e alterações neurológicas

Complicações da pré-eclâmpsia

ComplicaçãoDescriçãoConsequências Potenciais
EclâmpsiaConvulsões relacionadas à pré-eclâmpsiaRisco de coma e morte materna e fetal
Rutura placentáriaSeparação prematura da placentaSangramento intenso, risco de vida
Insuficiência renalPerda da função renalNecessidade de diálise e risco de toxicidade
Débito cardíaco aumentadoSobrecarga do coraçãoEdemas, insuficiência cardíaca
Hemorragia cerebralAVC hemorrágicoRisco de sequelas neurológicas graves

Como prevenir a pré-eclâmpsia?

Embora não exista uma forma definitiva de prevenir a pré-eclâmpsia, algumas ações podem reduzir o risco, entre elas:

  • Controle da pressão arterial prévia
  • Manutenção de peso adequado antes e durante a gestação
  • Alimentação equilibrada e rica em fibras
  • Prática de exercícios físicos moderados
  • Acompanhamento pré-natal rigoroso

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acompanhamento adequado durante a gestação é fundamental para identificar precocemente sinais de pré-eclâmpsia e outras condições adversas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A pré-eclâmpsia pode afetar o bebê?

Sim, a pré-eclâmpsia pode comprometer o fluxo sanguíneo para a placenta, levando a restrição de crescimento, parto prematuro e até morte fetal se não for bem controlada.

2. Quanto tempo leva para a pré-eclâmpsia desaparecer após o parto?

Na maioria dos casos, os sintomas melhoram rapidamente após o parto, mas a hipertensão pode persistir por algumas semanas. É importante acompanhamento médico após o nascimento.

3. É possível engravidar após uma pré-eclâmpsia?

Sim, mas recomenda-se que seja realizado um acompanhamento pré-natal rigoroso e que o histórico seja avaliado pelo médico para minimizar riscos em futuras gestações.

4. Quais exames são essenciais no pré-natal para detectar a pré-eclâmpsia?

Além dos exames de pressão arterial e análise de urina, exames de sangue, ultrassonografia e monitoramento fetal são fundamentais para uma avaliação completa.

Considerações finais

A pré-eclâmpsia CID é uma condição de grande relevância na obstetrícia, devido ao seu potencial de complicações graves. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, aliado ao acompanhamento contínuo, são essenciais para garantir a saúde da mãe e do bebê. O conhecimento sobre a classificação CID, os sintomas, os fatores de risco e as opções de tratamento torna-se imprescindível para profissionais de saúde e gestantes, contribuindo para gestações mais seguras e partos mais tranquilhos.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Consultado em Outubro de 2023.

  2. Ministério da Saúde. Guia de atenção à gestante. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.

  3. Organização Mundial de Saúde. Classificação Internacional de Doenças - CID-10. 10ª edição, 2016.

  4. Williams Obstetrics, 25ª edição, 2018.

“Cuidar da saúde materna é investir na vida, no futuro e na esperança de uma nova geração.”