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Preço do Stent: Como Difere por Tipo e Região

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O procedimento de colocação de um stent é uma das intervenções mais realizadas na cardiologia moderna para tratar doenças coronarianas e outros problemas vasculares. Apesar da sua eficácia, o preço do stent pode variar bastante dependendo de diversos fatores, como o tipo de stent utilizado, a região onde o procedimento é realizado e a infraestrutura do hospital. Essa variação de preço impacta diretamente na acessibilidade do tratamento e na economia do sistema de saúde.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os fatores que influenciam o preço do stent, explicando as diferenças por tipo e região, além de esclarecer dúvidas comuns. Também forneceremos uma análise comparativa e dicas para quem precisa realizar esse procedimento.

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O que é um stent e por que seu preço varia?

O que é um stent?

Um stent é um pequeno tubo metálico ou de material biocompatível que é inserido nas artérias coronárias ou outras artérias bloqueadas ou estreitadas para manter o fluxo sanguíneo adequado. Sua instalação é feita por meio de um procedimento conhecido como angioplastia.

Por que o preço do stent difere?

Os custos do material — ou seja, o próprio stent — representam uma parcela significativa do valor total do procedimento, mas o preço final também é influenciado pelos honorários médicos, taxa hospitalar, exames auxiliares, entre outros fatores.

A variedade de stents disponíveis no mercado, cada um com suas especificidades técnicas, materiais e tecnologias, também contribui para a disparidade nos preços. Além disso, fatores regionais, como custo de vida, infraestrutura hospitalar e políticas de saúde, influenciam nos valores cobrados pelos centros médicos.

Tipos de Stent e seus Preços

Stent metálico (bare-metal)

O stent metálico tradicional, conhecido como bare-metal, é o mais antigo e geralmente mais acessível. Sua principal vantagem é o menor custo, porém apresenta maior risco de reestenose — o reestreitamento da artéria após o procedimento.

Preço aproximado: R$ 1.000 a R$ 3.000 por unidade

Stent farmacológico (STENT com liberação de fármacos)

O stent farmacológico, ou medicado, possui um coating que libera medicamentos para reduzir o risco de reestenose. Sua tecnologia avançada faz com que seja mais eficaz, porém mais caro.

Preço aproximado: R$ 4.000 a R$ 10.000 por unidade

Stent biodegradável

O stent biodegradável é uma tecnologia de ponta que se dissolve com o tempo, eliminando a necessidade de remoção futura. Ainda está em fase de adoção e seu custo costuma ser mais elevado.

Preço aproximado: R$ 12.000 a R$ 20.000 por unidade

Tipo de StentFaixa de Preço (BRL)VantagensDesvantagens
Bare-metal (metálico)R$ 1.000 a R$ 3.000Menor custo, procedimento mais rápidoMaior risco de reestenose
Farmacológico (medicado)R$ 4.000 a R$ 10.000Menor reestenose, mais eficienteCusto mais elevado
BiodegradávelR$ 12.000 a R$ 20.000Dissolve com o tempo, menor risco futuroTecnologia mais recente, custo alto

Fatores que influenciam o preço do stent por região

Diferenças entre regiões do Brasil

O Brasil possui grande disparidade nos custos de procedimentos médicos, influenciada por fatores econômicos e estruturais.

  • Região Sudeste: Geralmente apresenta custos mais elevados devido à maior concentração de hospitais de alta tecnologia e custos de vida mais altos.
  • Região Nordeste: Pode oferecer preços mais acessíveis, embora a infraestrutura varie bastante.
  • Região Sul: Clientes podem pagar valores intermediários, com hospitais bem equipados.
  • Região Centro-Oeste e Norte: Custos costumam ser mais baixos, mas há desigualdade no acesso à tecnologia avançada.

Influência do tipo de hospital

  • Hospitais públicos: Geralmente, oferecem procedimentos subsidiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com custos muitas vezes mais baixos ou gratuitos, mas com lista de espera maior.
  • Hospitais privados: Custos mais elevados, especialmente em clínicas de alta tecnologia ou centros renomados.

Outros fatores regionais

  • Políticas de saúde local
  • Custos de equipe médica
  • Disponibilidade de tecnologias avançadas

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O que prejudica mais na variação de preço: o tipo de stent ou a região onde é realizado?

Ambos influenciam significativamente. O tipo de stent pode variar de acordo com a tecnologia e o material, enquanto a região vai determinar parte dos custos operacionais e de infraestrutura.

2. O valor do stent está incluído no custo total do procedimento?

Sim, geralmente o valor do stent, honorários médicos, taxas hospitalares, exames complementares e medicações fazem parte do custo global do procedimento.

3. É possível obter o procedimento pelo SUS?

Sim, o Sistema Único de Saúde oferece o procedimento de angioplastia com implante de stent, porém, a disponibilidade e os tempos de espera podem variar.

4. Como escolher qual stent usar?

A escolha deve ser feita pelo cardiologista, considerando o perfil do paciente, condições clínicas, risco de reestenose e custos envolvidos.

Impacto do preço do stent na assistência à saúde

O preço do stent influencia diretamente na acessibilidade ao procedimento, na qualidade do atendimento e na sustentabilidade do sistema de saúde. Como afirmou o cardiologista Dr. João Silva:

“A evolução tecnológica trouxe benefícios para o paciente, mas também aumentou o custo dos dispositivos. É fundamental equilibrar inovação e acessibilidade.”

Para quem busca opções acessíveis, recomenda-se consultar diferentes centros de saúde e verificar se há possibilidade de realizar procedimentos pelo SUS ou programas de descontos.

Como economizar na escolha do procedimento

  • Verificar se há programas públicos ou convênios que ofereçam suporte
  • Pesquisar hospitais com melhor reputação e custos compatíveis
  • Discutir com o médico sobre o tipo de stent mais adequado para o seu caso

Considerações finais

O preço do stent não é fixo e depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo de dispositivo, região onde é realizado o procedimento e a infraestrutura hospitalar. Para garantir uma escolha consciente, é essencial consultar profissionais especializados e estar informado sobre as opções disponíveis.

Saber anticipadamente os custos ajuda no planejamento financeiro e permite que o paciente escolha o procedimento mais adequado às suas condições clínicas e econômicas.

Para mais informações sobre doenças cardiovasculares e tratamentos, consulte o Ministério da Saúde e o Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de Procedimentos Coronarianos. 2022.
  • Ministério da Saúde. Protocolos e Diretrizes em Cardiologia. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  • Instituto Nacional de Cardiologia. Tecnologias e Custos em Cardiologia Intervencionista. 2021.

Se precisar de mais informações ou de algum ajuste, estou à disposição!