Pré eclampsia: O Que É, Sintomas e Cuidados Essenciais
A gravidez é um período repleto de emoções, expectativas e cuidados especiais. Contudo, algumas complicações podem surgir, exigindo atenção redobrada tanto da gestante quanto dos profissionais de saúde. Uma dessas complicações é a pré eclampsia, uma condição que, se não monitorada e tratada corretamente, pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê. Neste artigo, vamos abordar tudo o que você precisa saber sobre pré eclampsia: o que é, seus sintomas, fatores de risco, tratamentos e cuidados essenciais para uma gestação mais segura.
Introdução
A pré eclampsia é uma condição que afeta aproximadamente 2 a 8% de todas as gestações e se caracteriza por hipertensão arterial associada a presença de proteínas na urina após a 20ª semana de gestação. Apesar de ser uma complicação relativamente comum, sua gravidade demanda atenção imediata. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pré eclampsia é uma das principais causas de mortalidade materna em todo o mundo. Por isso, o entendimento sobre essa condição é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê.

O que é pré eclampsia?
Definição
Pré eclampsia é uma condição que ocorre em mulheres grávidas, caracterizada por aumento da pressão arterial (hipertensão) e presença de proteínas na urina (proteinúria) após a 20ª semana de gestação. Ela pode afetar outros órgãos, como fígado e rins, levando a complicações sérias.
Causas e fatores de risco
As causas exatas da pré eclampsia ainda não são completamente entendidas, mas acredita-se que envolvem uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Alguns fatores que aumentam o risco de desenvolver a condição incluem:
- Primeira gestação
- Histórico de pré eclampsia em gestações anteriores
- Hipertensão arterial crônica
- Doenças renais ou autoimunes
- Obesidade
- Idade avançada (acima de 35 anos)
- Gestações múltiplas (gêmeos, tríplos, etc.)
Quais doenças ou condições podem acarretar a pré eclampsia?
Algumas condições podem contribuir ou aumentar o risco de pré eclampsia, tais como:
| Condição | Descrição |
|---|---|
| Hipertensão arterial pré-existente | Pressão alta já diagnosticada antes da gravidez |
| Doenças renais | Como insuficiência renal e outras patologias renais |
| Diabetes | Diabetes mellitus controlado ou não controlado |
| Obesidade | IMC elevado aumenta o risco |
| História familiar de pré eclampsia | Antecedentes familiares aumentam a probabilidade |
Sintomas da pré eclampsia
A pré eclampsia pode variar de leve a grave, com sintomas que muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com os de uma gravidez normal. É importante estar atento aos sinais de alerta:
Sintomas comuns
- Aumento súbito de hipertensão: pressões arterial superiores a 140/90 mmHg após a 20ª semana.
- Proteinúria: grande quantidade de proteínas na urina.
- Inchaço excessivo: sobretudo nas mãos, rosto e pés.
- Dor de cabeça intensa
- Alterações na visão: visão borrada, flashes de luz ou sensibilidade à luz.
- Dor abdominal superior: geralmente no lado direito, próximo ao fígado.
- Náuseas e vômitos
Sintomas de pré eclampsia grave
Quando a condição evolui, podem surgir sintomas mais severos, como:
- Dificuldade respiratória
- Dor no peito
- Confusão mental
- Redução da quantidade de urina
- Convulsões (eclâmpsia)
Importância do monitoramento
Como os sintomas podem ser sutis nas fases iniciais, o acompanhamento regular durante a gestação é fundamental. Consultas pré-natal frequentes ajudam na detecção precoce de qualquer alteração.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da pré eclampsia baseia-se na avaliação clínica e exames laboratoriais:
Exames utilizados
| Exame | O que avalia |
|---|---|
| Medição da pressão arterial | Registra a hipertensão persistente |
| Teste de proteínas na urina | Detecta proteinúria, signo clássico de pré eclampsia |
| Exames de sangue | Avaliação de funcionamento renal, hepático e coagulação |
| Ultrassonografia | Avaliação do crescimento fetal e fluxo sanguíneo placentário |
Tratamento e cuidados essenciais
O tratamento da pré eclampsia visa controlar a pressão arterial, prevenir complicações e garantir a saúde do bebê e da mãe.
Cuidados médicos
- Monitoramento rigoroso: acompanhamento freqüente dos sinais vitais e exames laboratoriais.
- Medicamentos antihipertensivos: utilizados sob orientação médica para controlar a pressão.
- Reposição de magnésio: para prevenir convulsões em casos graves.
- Repouso relativo ou absoluto: dependendo da gravidade, pode ser recomendado repouso em casa ou hospitalização.
- Indução do parto: em casos de pré eclampsia grave ou quando o bebê estiver desenvolvido o suficiente, o parto pode ser indicado como única cura.
Quando a internação é necessária?
A internação hospitalar é comum quando há risco de complicações ou sinais de evolução para eclâmpsia, que envolve convulsões. Nestes casos, a gestão deve ser feita por uma equipe especializada para garantir a segurança de ambos.
Cuidados pós-parto
Após o parto, a pré eclampsia pode ainda evoluir ou apresentar complicações. O acompanhamento médico deve continuar por pelo menos seis semanas após o parto. Algumas recomendações incluem:
- Controle da pressão arterial
- Alimentação saudável
- Continuidade do uso de medicamentos, se necessário
- Avaliação dos fatores de risco para futuras gestações
Prevenção da pré eclampsia
Embora nem todos os fatores possam ser controlados, algumas ações podem reduzir o risco de desenvolver a condição:
- Acompanhamento pré-natal regular
- Controlar doenças crônicas (hipertensão, diabetes)
- Manter uma alimentação equilibrada
- Praticar exercícios físicos leves
- Evitar obesidade
Quais os riscos da pré eclampsia não tratada?
Quando não tratada, a pré eclampsia pode evoluir para condições mais graves, como:
- Eclâmpsia (convulsões)
- Síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, baixa plaquetas)
- Descolamento prematuro da placenta
- Insuficiência renal e hepática
- Acidentes cerebrovasculares
- Mortalidade materna e fetal
Tabela de complicações e seus riscos:
| Complicação | Risco |
|---|---|
| Eclâmpsia | Convulsões que podem levar à morte |
| Síndrome HELLP | Impacto grave na coagulação sanguínea |
| Pré-eclampsia severa | Risco aumentado de complicações e mortalidade |
| Prematuridade | Parto antes do tempo ideal, risco para o bebê |
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A pré eclampsia pode afetar o bebê?
Sim. A pré eclampsia pode comprometer o fluxo sanguíneo para a placenta, levando a restrição do crescimento fetal, parto prematuro ou até morte intrauterina.
2. Existe previsão para quem teve pré eclampsia em gestações anteriores?
Mulheres que tiveram pré eclampsia antes têm maior risco de desenvolver a condição em novas gestações. O acompanhamento pré-natal deve ser mais rigoroso nestes casos.
3. É possível prevenir a pré eclampsia?
Embora não exista uma forma garantida de prevenção, hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular ajudam na redução dos riscos.
4. A pré eclampsia volta na próxima gestação?
Existe uma maior possibilidade de recorrência em futuras gestações, especialmente se a condição ocorreu em gestação anterior.
Conclusão
A pré eclampsia é uma condição séria, porém controlável quando detectada precocemente. O acompanhamento obstétrico regular, a atenção aos sintomas e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde da mãe e do bebê. Se você está grávida ou pretende engravidar, não deixe de realizar consultas de pré-natal e conversar com seu médico sobre qualquer sintoma suspeito. A prevenção e o cuidado contínuo podem fazer toda a diferença em sua gestação.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Pré-eclampsia. Disponível em: https://www.who.int
- Ministério da Saúde. Pré-eclampsia e Eclampsia. Nota Técnica nº 30/2019.
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de Gestão da Pré-eclampsia.
“A saúde da mãe e do bebê depende do cuidado que adotamos hoje. Prevenir é o melhor remédio.”
MDBF