Por que as Pessoas Desmaiam: Causas, Sintomas e Cuidados
O desmaio, conhecido academicamente como hipotensão transitória ou síncope, é uma perda súbita de consciência que ocorre por um curto período de tempo. Este fenômeno é relativamente comum e pode acontecer com qualquer pessoa, independentemente da idade ou condição de saúde. Apesar de muitas vezes não representar uma condição grave, o desmaio pode indicar problemas de saúde que requerem atenção especializada. Entender as causas, sintomas e os cuidados necessários é fundamental para garantir a saúde e o bem-estar de quem apresenta episódios de desmaio.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1 a 3 pessoas em cada 1000 habitantes sofrem de episódios de síncope por ano, o que demonstra a relevância desta questão para a saúde pública.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada por que as pessoas desmaiam, discutindo as principais causas, sintomas, cuidados e medidas preventivas, além de responder às perguntas frequentes sobre o tema.
O que é o desmaio e como identificar?
Definição de desmaio
O desmaio ocorre quando há uma redução temporária do fluxo de sangue para o cérebro, resultando na perda momentânea do estado de consciência. Geralmente, dura poucos segundos a poucos minutos, e a pessoa recupera-se espontaneamente após o episódio.
Como identificar?
Os sinais e sintomas que precedem um desmaio podem incluir:
- Sensação de fraqueza ou tontura
- Visão turva ou embaçada
- Zumbido nos ouvidos
- Náusea
- Palidez
- Sudorese fria
- Sentir-se fraco ou cansado de repente
Se esses sinais ocorrerem, é importante que a pessoa esteja sentada ou deitada para evitar quedas e lesões graves.
Causas do desmaio: principais fatores que levam à perda de consciência
Causas comuns de desmaio
| Causas | Descrição |
|---|---|
| Hipotensão ortostática | Queda repentina da pressão arterial ao mudar de posição, como ao se levantar rapidamente. |
| Desidratação | Perda excessiva de líquidos, levando à diminuição do volume sanguíneo. |
| Alterações cardíacas | Arritmias, insuficiência cardíaca, ou problemas nas válvulas que prejudicam a circulação. |
| Hipoglicemia | Baixos níveis de açúcar no sangue, comum em diabéticos ou após jejum prolongado. |
| Estresse emocional | Situações de forte ansiedade ou medo podem causar respostas fisiológicas que resultam em desmaio. |
| Uso de medicamentos | Alguns remédios, como betabloqueadores, diuréticos e antidepressivos podem diminuir a pressão arterial ou alterar a circulação. |
| Fatores neurológicos | Convulsões ou enxaquecas graves que afetam o sistema nervoso. |
| Fatores ambientais | Exposição ao calor excessivo ou ambientes com pouca ventilação. |
Causas menos comuns
- Traumatismos cranianos
- Uso abusivo de álcool ou drogas
- Doenças neurológicas degenerativas
Sintomas associados ao desmaio
Além dos sinais de advertência, alguns sintomas podem indicar uma maior probabilidade de desmaio iminente:
- Visão em túnel
- Estado de confusão
- Sudorese excessiva
- Palpitações
- Sensação de desmaio ou fraqueza extrema
Identificar esses sinais pode ajudar a tomar atitudes preventivas, reduzindo riscos de quedas ou lesões.
Cuidados imediatos durante e após o desmaio
Quando alguém desmaia, o que fazer?
Primeiro passo: Manter a calma e certificar-se de que a pessoa está em um local seguro.
Depois:
- Colocar a pessoa deitada, preferencialmente com as pernas elevadas, para melhorar o fluxo sanguíneo cerebral.
- Soltar roupas apertadas que possam impedir a circulação.
- Manter a cabeça da pessoa ligeiramente inclinada para evitar que engasgue.
- Verificar a respiração e os sinais vitais.
- Se a pessoa não recuperar a consciência em poucos minutos, buscar atendimento médico imediato.
Cuidados após o episódio
- Permitir que a pessoa descanse e volte a si lentamente.
- Observar se há alguma lesão devido à queda.
- Procurar atendimento médico para investigação das causas.
Prevenção do desmaio: dicas essenciais
Para evitar episódios recorrentes de desmaio, algumas medidas preventivas são fundamentais:
- Hidratar-se adequadamente todos os dias.
- Evitar mudanças bruscas de posição, especialmente ao se levantar.
- Manter uma alimentação equilibrada, evitando longos períodos de jejum.
- Controlar doenças crônicas, como Diabetes e hipertensão, com acompanhamento médico regular.
- Praticar exercícios físicos de forma moderada.
- Evitar ambientes muito quentes ou com pouca ventilação.
- Revisar medicamentos com o médico para ajustes quando necessário.
Quando procurar um médico?
Busque avaliação especializada se:
- Os episódios de desmaio ocorrerem repetidamente.
- Houver traumatismos ou lesões durante os episódios.
- O desmaio estiver associado a dores no peito, falta de ar ou palpitações.
- Existirem fatores de risco cardiovascular ou neurológico.
Diagnóstico e tratamento
Como é feito o diagnóstico?
O médico pode solicitar exames como:
- Eletrocardiograma (ECG)
- Teste de inclinação (teste de esforço)
- Holter 24h
- Exames de sangue
- Ultrassonografia do coração
Tratamento indicado
O tratamento varia de acordo com a causa. Pode incluir mudanças no estilo de vida, medicação, ou procedimentos médicos específicos.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Por que algumas pessoas desmaiam ao ficar em pé por muito tempo?
Isso geralmente está relacionado à hipotensão ortostática, onde há uma queda rápida na pressão arterial ao se levantar, levando à diminuição do fluxo sanguíneo cerebral.
2. O desmaio sempre indica um problema grave?
Nem sempre. Pode ser causado por fatores simples, como fadiga ou desidratação. No entanto, episódios frequentes ou acompanhados de outros sintomas devem ser avaliados por um médico.
3. Como evitar desmaios durante atividades físicas?
Certifique-se de estar bem hidratado, alimentado, e que seu condicionamento físico seja adequado ao esforço. Sempre consulte um profissional antes de iniciar uma rotina intensa de exercícios.
4. Pessoas diabéticas podem desmaiar por hipoglicemia?
Sim. Baixos níveis de açúcar no sangue podem levar ao desmaio, especialmente se a pessoa estiver em jejum ou tomou atrasado a medicação.
Conclusão
O desmaio é uma resposta do corpo a diferentes fatores, podendo ser uma situação simples ou um sinal de problemas de saúde mais sérios. Compreender suas causas, sinais de alerta e os cuidados adequados é essencial para garantir a segurança e o bem-estar. Medidas preventivas, atenção aos sintomas e acompanhamento médico são etapas importantes para evitar episódios recorrentes e possíveis complicações.
Como afirmou o renomado neurologista Dr. José Rodrigues, "a prevenção é o melhor remédio, principalmente quando se trata de sinais silenciosos do nosso corpo que podem indicar condições futuras". Portanto, ao perceber sinais de alerta, busque avaliação médica adequada.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Síncope: orientações e dados epidemiológicos. Disponível em: https://www.who.int/
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guia de diagnóstico e tratamento da síncope. Brasília: SBC, 2020.
- Brazilian Society of Neurology. Síncope: causas e cuidados. Jornal de Neurologia, 2022.
- Silva, M. et al. (2019). Sintomas de desmaio e fatores de risco associados. Revista de Medicina e Saúde, 15(3), 45-53.
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