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Polirradiculoneuropatia CID: Diagnóstico, Sintomas e Tratamentos

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A polirradiculoneuropatia CID (Classificação Internacional de Doenças) refere-se a um grupo de distúrbios neurológicos que afetam múltiplos nervos periféricos e raízes nervosas, levando a um quadro de fraqueza, dormência e alterações sensoriais. Essas condições representam um desafio diagnóstico, exigindo uma abordagem multidisciplinar para confirmação e tratamento adequados. Neste artigo, exploraremos os aspectos essenciais dessa condição, desde os sinais clínicos até as estratégias terapêuticas, com foco também na classificação CID e suas implicações clínicas.

O que é Polirradiculoneuropatia CID?

A polirradiculoneuropatia CID é uma classificação que engloba diversas neuropatias que afetam múltiplos nervos periféricos e raízes nervosas, muitas vezes associados a processos inflamatórios ou imunológicos. A CID, no contexto da Organização Mundial da Saúde, serve para categorizar doenças de acordo com suas características clínicas, patológicas e etiológicas, facilitando seu diagnóstico e tratamento.

polirradiculoneuropatia-cid

Definição de CID

CID significa Classificação Internacional de Doenças, uma ferramenta criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a terminologia e o diagnóstico de doenças globalmente. No caso das neuropatias, a CID classifica diferentes tipos de condições, incluindo as polirradiculoneuropatias, com base na etiologia, padrão de distribuição e evolução clínica.

Diagnóstico da Polirradiculoneuropatia CID

O diagnóstico da polirradiculoneuropatia CID envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico minucioso, exames complementares e, muitas vezes, biópsias ou técnicas de imagem.

História Clínica

Ao avaliar um paciente, o profissional de saúde deve investigar:

  • Início súbito ou insidioso dos sintomas
  • Presença de fraqueza, formigamento, ou perda sensorial
  • História de doenças autoimunes, infecciosas ou exposição a toxinas
  • Evolução dos sintomas e fatores agravantes ou atenuantes

Exame Físico

Durante o exame, deve-se verificar:

  • Fraqueza muscular em diferentes grupos musculares
  • Alterações sensoriais, como parestesias e formigamento
  • Reflexos osteotendinosos diminuídos ou ausentes
  • Alterações na coordenação motora

Exames Complementares

Eletromiografia (EMG) e Potenciais Evocados

Podem demonstrar dano de condução nos nervos periféricos e raízes nervosas.

Líquor Cefalorraquidiano

Pode revelar aumento de proteínas e pleocitose moderada, compatível com processo inflamatório.

exames laboratoriais

Investigar fatores autoimunes, infecciosos, metabólicos e toxicológicos.

ExameObjetivoResultado esperado
Eletromiografia (EMG)Avaliar condução nervosa e identificar padrão de danoDesordens de condução desigual, desmielinização ou axonalidade
Líquor cefalorraquidianoDetectar inflamação ou alterações imunológicasProteínas elevadas, pleocitose moderada
SorologiasDetectar infecções ou autoanticorposPresença de vírus, bactérias, anticorpos específicos

Critérios Diagnósticos segundo CID

A CID-10 classifica as neuropatias em diferentes categorias, como:

  • G60 (neuropatias hereditárias e idiopáticas)
  • G61 (neuropatias inflamatórias e desmielinizantes)
  • G62 (neuropatias tóxicas e nutricionais)

A polirradiculoneuropatia geralmente enquadra-se na categoria G61, com subtipos específicos conforme a etiologia.

Sintomas da Polirradiculoneuropatia CID

Os sintomas variam conforme o grau de envolvimento nervoso, podendo evoluir de leves desconfortos até incapacidades severas.

Sintomas Comuns

  • Fraqueza muscular progressiva, inicialmente nas extremidades inferiores
  • Dormência e formigamento nas mãos e pés
  • Dificuldade na coordenação motora
  • Dor neuropática, muitas vezes aguda ou latejante
  • Perda de reflexos tendinosos profundos
  • Alterações autonômicas, como taquicardia, sudorese excessiva ou hipotensão

Evolução dos Sintomas

Muitos casos apresentam uma fase de agravamento rápida, enquanto outros evoluem lentamente ao longo de meses ou anos. A resposta ao tratamento também influi no prognóstico.

Tratamentos disponíveis

O manejo da polirradiculoneuropatia CID busca controlar a inflamação, aliviar os sintomas e reabilitar o paciente.

Tratamento Farmacológico

Corticosteróides

  • Aplicados para reduzir a inflamação nervosa
  • Exemplo: Prednisona, em doses ajustadas conforme a resposta

Imunoglobulina Intravenosa (IgIV)

  • Alternativa ao corticosteróide em casos graves ou refratários

Plasmaférese

  • Remove anticorpos nocivos do plasma sanguíneo

Medicamentos para dor neuropática

ClasseExemplosEfeito
AntidepressivosAmitriptilina, DuloxetinaControle da dor neuropática
AnticonvulsivantesPregabalina, GabapentinaRedução da sensação de dormência e dor

Tratamento Não Farmacológico

  • Fisioterapia para fortalecimento muscular e mobilidade
  • Reabilitação occupational para adaptação às limitações diárias
  • Apoio psicológico

Fontes e Recursos Adicionais

Para entender melhor sobre as neuropatias, recomenda-se consultar a Sociedade Brasileira de Neurologia e a Organização Mundial da Saúde.

Tabela Resumo

AspectoDetalhamento
DefiniçãoGrupo de neuropatias que afetam múltiplos nervos e raízes nervosas, classificados na CID
DiagnósticoHistória, exame físico, EMG, liquor, exames laboratoriais
SintomasFraqueza, dormência, dor, alterações sensoriais e autonômicas
TratamentosCorticosteróides, imunoglobulina, plasmaférese, fisioterapia
PrognósticoVaria conforme a etiologia, resposta ao tratamento e gravidade

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A polirradiculoneuropatia CID é curável?

A maioria dos casos pode ser controlada, mas nem sempre há cura definitiva, especialmente em formas crônicas ou autoimunes. O tratamento visa reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

2. Qual a diferença entre neuropatia e radiculopatias?

Neuropatia refere-se ao dano nos nervos periféricos, enquanto radiculopatias envolvem plateaus de raízes nervosas que saem da medula espinhal. A polirradiculoneuropatia combina ambos os aspectos.

3. Quanto tempo leva para melhorar com o tratamento?

O tempo de recuperação varia; alguns pacientes apresentam melhora em semanas, enquanto outros podem levar meses, dependendo do grau de inflamação e dano nervoso.

4. Quais fatores podem agravar a condição?

Exposição a toxinas, infecções, estresse, má alimentação, além de não seguir corretamente o tratamento indicado.

Conclusão

A polirradiculoneuropatia CID representa um grupo diversificado de distúrbios neurológicos que exigem atenção especializada para diagnóstico preciso e tratamento adequado. Com o avanço das técnicas de diagnóstico e terapias imunomoduladoras, a expectativa de melhora do paciente tem aumentado significativamente. É fundamental que a intervenção seja precoce, especialmente em casos inflamatórios ou autoimunes, para prevenir sequelas permanentes e melhorar a qualidade de vida.

Referências

  1. Organization WH. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. 10ª edição, 1994.
  2. American Academy of Neurology. Guia de Diagnóstico e Tratamento das Neuropatias. 2020.
  3. Sociedade Brasileira de Neurologia. Diretrizes para neuropatias periféricas
  4. Van den Bergh, P., et al. "Diagnostic criteria for immune-mediated neuropathies." Neurology. 2011.

“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado das neuropatias inflamatórias podem transformar vidas, trazendo esperança e qualidade de vida às pessoas afetadas.”