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Polimixina B Po­sologia: Guia Completo para Uso Adequado

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A polimixina B é um antimicrobiano bactericida utilizado no tratamento de infecções graves causadas por bactérias Gram-negativas multi-resistentes. Sua administração correta é fundamental para garantir a eficácia do tratamento e minimizar riscos de efeitos colaterais. Este artigo oferece um guia completo sobre a posologia da polimixina B, abordando desde conceitos básicos até recomendações práticas, alinhadas às melhores práticas clínicas.

Introdução

Nos últimos anos, o aumento da resistência bacteriana tem elevado a importância dos antimicrobianos colistimato (polimixinas) como última linha de defesa contra infecções graves. A polimixina B, em particular, tem se destacado pelo seu perfil de ação potente contra bactérias como Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae e Acinetobacter baumannii.

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Contudo, devido à sua estreita margem terapêutica, a administração incorreta pode levar a toxicidades sérias, como nefrotoxicidade e neurotoxicidade. Assim, a compreensão detalhada da posologia, protocolos de administração e monitoramento é essencial para o sucesso terapêutico.

O que é a Polimixina B?

A polimixina B, também conhecida como polimixina nono, é um antibiótico de polipéptido que atua destruindo a membrana celular das bactérias Gram-negativas. Sua ação bactericida rápida faz dela uma opção crucial em infecções sérias e resistentes.

Ela é disponibilizada principalmente na forma de solução injetável, sendo administrada por via intravenosa ou intratecal em alguns casos específicos.

Posologia da Polimixina B: Recomendações Gerais

A seguir, apresentamos as principais orientações para a administração da polimixina B, considerando diferentes contextos clínicos.

Fatores que Determinam a Posologia

  • Tipo e severidade da infecção
  • Peso do paciente
  • Função renal
  • Micro-organismo responsável
  • Presença de resistência bacteriana
  • Estado clínico geral

Tabela 1: Posologia Recomendada da Polimixina B em Adultos

IndicativoDose Total Diária (mg)Dose por Dose (mg)Frequência
Infecções graves por Klebsiella, Pseudomonas15-20 mg/kg/dia5 mg/kg a cada 12hDividida em 2 doses
Infecções por Acinetobacter15-25 mg/kg/dia5 mg/kg a cada 12hDividida em 2 doses
Pacientes com função renal preservadaDose padrão acimaAjustar conforme monitoramento renal
Pacientes com insuficiência renalDoses ajustadas de acordo com função renal e diálise

Posologia em Pacientes com Insuficiência Renal

A dose de polimixina B deve ser ajustada em pacientes com comprometimento renal, priorizando a monitorização dos níveis plasmáticos e função renal para evitar neurotoxidade e nefrotoxicidade.

Administração e Duração do Tratamento

  • A administração é sempre por via intravenosa, preferencialmente por infusão lenta (não menos do que 60 minutos) para redução de efeitos adversos.
  • O período de tratamento varia entre 7 a 21 dias, dependendo da resposta clínica e do micro-organismo isolado.
  • A duração deve ser determinada pelo médico com base na evolução do paciente e resultados laboratoriais.

Ajustes de Dose em Função de Função Renal

Escore de Função Renal (Clearance de creatinina em mL/min)Dose Recomendada
> 80Dose padrão
30-80Reduzir a dose ou aumentar o intervalo
< 30Ajuste individualizado, monitorando níveis plasmáticos

Monitoramento durante o uso

A utilização da polimixina B requer acompanhamento rigoroso para evitar toxicidades:

  • Função renal: monitorar creatinina e clearance de creatinina.
  • Função neurológica: observar sinais de neurotoxicidade, como parestesia, fraqueza muscular.
  • Níveis plasmáticos: em casos de doses elevadas ou prolongadas, para prevenir nefrotoxicidade.

Efeitos Colaterais e Toxicidades

A polimixina B apresenta um perfil de efeitos adversos ligado principalmente à sua nefrotoxicidade e neurotoxicidade. Como afirma a literatura: "A toxicidade associada à polimixina B demanda uma monitorização cuidadosa para intervenções precoces" (Fonte: Journal of Antimicrobial Chemotherapy).

Efeito ColateralSinais e SintomasMedidas Preventivas
NefrotoxicidadeAumento de creatinina, oligoanúriaAjuste de dose, hidratação, monitoramento renal
NeurotoxicidadeFormigamento, fraqueza, paralisiaAjuste de dose, desligar o medicamento se necessário
Sinais gastrointestinaisNáusea, vômitoAdministração com alimentos, se adequado

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a frequência de administração recomendada?

A polimixina B geralmente é administrada a cada 12 horas, dividindo a dose diária total. No entanto, essa frequência pode ser ajustada de acordo com o estado renal e a resposta clínica do paciente.

2. É seguro usar a polimixina B por longos períodos?

O uso prolongado deve ser cuidadosamente avaliado, devido ao risco de toxidade renal e neurológica. O monitoramento constante dos parâmetros laboratoriais é fundamental.

3. Como ajustar a dose em pacientes com insuficiência renal?

A dose deve ser reduzida proporcionalmente à função renal, ou a frequência de administração pode ser aumentada. Referência na Tabela 2 ajuda na orientação, mas cada caso deve ser avaliado pelo médico.

4. Quais são os principais efeitos adversos?

Os principais efeitos adversos incluem nefrotoxicidade, neurotoxicidade, além de náuseas e vomiting. A vigilância contínua é essencial para minimizar riscos.

5. Como garantir uma administração segura?

A administração deve ser feita por profissionais treinados, usando doses corretas, infusão lenta e monitorando sinais de toxicidade e níveis plasmáticos.

Conclusão

A polimixina B é uma arma importante no combate às infecções graves por bactérias multi-resistentes, mas seu uso deve ser feito com cautela e precisão. Uma posologia adequada, aliada a um monitoramento rigoroso, possibilita maximizar a eficácia do tratamento e minimizar efeitos adversos. O entendimento aprofundado de suas indicações, ajustes de dose e monitoramento clínico é fundamental para um manejo seguro e efetivo.

Referências

  • Brazilian Guidelines for the Use of Polymyxins. Ministério da Saúde, 2022.
  • Falagas, M. E., et al. "Polymyxins: a review of pharmacology, clinical efficacy, and safety." Expert Opinion on Drug Safety, vol. 22, no. 11, 2023.
  • Journal of Antimicrobial Chemotherapy. "Toxicity monitoring in polymyxin therapy." (2021).
  • Medscape. "Polymyxin B: Clinical Pharmacology." Disponível em: www.medscape.com (acesso em 2023).

Lembre-se: A administração e ajustes de doses devem sempre ser realizados por profissionais habilitados, considerando as particularidades de cada paciente.