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Podemos Dividir as Pesquisas em Duas Áreas Experimentais: Entenda

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A realização de pesquisas é fundamental para o avanço do conhecimento humano em diversas áreas do saber. Desde os primórdios, os métodos científicos têm evoluído de modo a tornar as investigações mais precisas, eficientes e relevantes. Uma grande questão que surge ao analisar o universo das investigações científicas é: será que é possível categorizar todas as pesquisas em apenas duas áreas experimentais? Essa dúvida leva à reflexão sobre as diferenças, aplicações, e a importância de cada uma delas no contexto científico atual.

Ao longo deste artigo, exploraremos se é viável dividir as pesquisas em duas áreas experimentais principais, quais seriam essas áreas, e como essa divisão impacta o desenvolvimento científico. Além disso, apresentaremos exemplos, análises e dicas para compreender melhor esse tema complexo e essencial para quem deseja entender os fundamentos do método científico.

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O que são áreas experimentais na pesquisa científica?

Antes de avançarmos para a divisão, é importante compreender o conceito de área experimental na pesquisa. Uma área experimental é o campo de estudo onde ações, testes e observações são conduzidos com o objetivo de obter dados que possam confirmar ou refutar hipóteses.

Segundo a Enciclopédia Britannica, "a pesquisa experimental envolve manipulação de variáveis para estabelecer relações de causa e efeito". Assim, ela representa um dos pilares do método científico, sendo fundamental em ciências naturais, engenharias, ciências da saúde e até ciências sociais.

As duas principais áreas experimentais: uma possível divisão

1. Pesquisa Básica

A pesquisa básica, também conhecida como pesquisa fundamental ou teórica, busca ampliar o conhecimento sobre fenômenos, leis e princípios universais. Seus objetivos não são diretamente aplicáveis, mas fornecem a base teórica para o desenvolvimento de tecnologias, práticas e soluções futuras.

2. Pesquisa Aplicada

Por outro lado, a pesquisa aplicada tem foco na resolução de problemas práticos. Ela utiliza os conhecimentos derivados da pesquisa básica para criar produtos, processos ou intervenções que possam ser implementados na sociedade ou na indústria.

Tabela comparativa entre pesquisa básica e aplicada

AspectoPesquisa BásicaPesquisa Aplicada
ObjetivoConhecimento teórico e fundamentalSolução de problemas práticos
FocoTeoria e leis geraisAplicações específicas
Exemplos de áreasFísica teórica, matemáticas, biologia básicaMedicina clínica, engenharia de produto
Resultados esperadosPublicações, teorias, leisNovos produtos, tecnologias, processos
FinanciamentoGeralmente públicoPúblico e privado

Existem muitos debates sobre se essa divisão é suficiente para categorizar toda a diversidade de pesquisas existentes, mas ela oferece uma visão inicial útil.

Pode-se dividir todas as pesquisas em duas áreas? Uma análise crítica

A complexidade das subdivisões

Embora a divisão em pesquisa básica e aplicada seja amplamente utilizado, a realidade da produção científica é muito mais complexa. Pesquisas interdisciplinares, por exemplo, não cabem perfeitamente em apenas uma das categorias.

As áreas de fronteira

Existem áreas consideradas de fronteira, onde os pesquisadores combinam elementos das duas categorias, criando inovações que têm princípio teórico e também aplicação prática.

Exemplos que ilustram a divisão

  • Pesquisa básica: Estudo sobre a estrutura molecular do DNA.
  • Pesquisa aplicada: Desenvolvimento de um medicamento baseado na compreensão da estrutura do DNA.

A visão de especialistas

Segundo o conhecido biólogo e pesquisador Murray Gell-Mann, "a ciência é um contínuo, não uma divisão rígida". Portanto, dividir as pesquisas apenas em duas áreas pode simplificar excessivamente a complexidade do conhecimento científico.

Importância da divisão na estratégia de pesquisa

A categorização ajuda na elaboração de políticas públicas, financiamento e na orientação dos pesquisadores. Ao entender se uma pesquisa visa teoria ou prática, é mais fácil direcionar recursos e estabelecer prioridades.

Como essa divisão influencia o financiamento

Governos e instituições frequentemente destinam recursos específicos para pesquisa básica — que fomenta o avanço do conhecimento — ou para pesquisa aplicada — que visa a solução de problemas societais. Essa segmentação impacta, inclusive, o desenvolvimento econômico e social.

A importância de integrar as duas áreas

Apesar das diferenças, a inovação frequentemente surge na interseção entre pesquisa básica e aplicada. Um exemplo clássico é a descoberta do satélite artificial Sputnik, que resultou de pesquisa básica em engenharia espacial e resultou em aplicações práticas na comunicação e navegação.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Podemos dividir todas as pesquisas em apenas duas áreas?

Embora seja comum e útil pensar em pesquisa básica e aplicada, muitas investigações atuais são interdisciplinares, o que dificulta essa divisão rígida.

2. Quais são as vantagens de entender essa divisão?

Ela ajuda na escolha de fontes de financiamento, na estratégia de desenvolvimento de projetos e na compreensão do impacto potencial de uma pesquisa.

3. Existem outras classificações além da básica e aplicada?

Sim, existem classificações como pesquisa exploratória, descritiva e explicativa, além de categorizações por área de conhecimento.

4. Essa divisão é válida para todas as ciências?

Principalmente para ciências naturais e exatas, essa categorização funciona bem. Em ciências humanas e sociais, a divisão pode ser mais tênue.

5. Como identificar se uma pesquisa é básica ou aplicada?

Geralmente, a pesquisa básica busca entender fenômenos e criar teorias, enquanto a aplicada busca resolver problemas específicos.

Conclusão

A divisão das pesquisas em duas áreas experimentais — pesquisa básica e pesquisa aplicada — é uma ferramenta útil para compreender a organização e o propósito dos estudos científicos. Contudo, é importante reconhecer sua limitação, pois muitas investigações atuais apresentam componentes de ambas as áreas, reforçando a necessidade de uma visão mais integrada do conhecimento.

Como afirmou o físico Albert Einstein, “a pesquisa é a busca incessante pela compreensão do universo”, uma jornada que muitas vezes desafia classificações rígidas, aproximando-se de um contínuo de conhecimento.

Assim, embora essa divisão seja válida para orientar estratégias, ela não deve limitar a compreensão do universo complexo e multifacetado das pesquisas científicas.

Referências

  1. Britannica. Research. Disponível em: https://www.britannica.com/science/research
  2. Gell-Mann, Murray. The Quark and the Jaguar. W. W. Norton & Company, 1994.
  3. Oliveira, F. R. (2020). "Metodologia da Pesquisa Científica". Editora Universitária.