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Piercing no Septo: Significado e Representatividade LGBT

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Nos últimos anos, a estética e as expressões de identidade têm ganhado cada vez mais espaço na sociedade, contribuindo para a valorização da diversidade e do respeito às diferenças. Entre esses exemplos, o piercing no septo se destaca não apenas como uma tendência de moda, mas também como um símbolo de pertencimento e resistência para muitas pessoas, especialmente dentro da comunidade LGBT+.

Este artigo busca explorar o significado do piercing no septo, sua relevância na cultura LGBT+, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer uma visão ampla sobre essa escolha de estilo e referências culturais.

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O que é o piercing no septo?

Definição e histórico

O piercing no septo se refere à perfuração na cartilagem que separa as narinas, conhecida como septo nasal. Após a perfuração, um acessório — geralmente um anel ou uma argola — é inserido, criando um visual marcante e muitas vezes desafiador às normas tradicionais de estética.

Historicamente, essa prática existe há milhares de anos, encontrada em diversas culturas ao redor do mundo. As tribos africanas, por exemplo, utilizavam o piercing no septo como símbolo de maturidade, status social ou rituais religiosos. Na cultura indígena americana, o piercing também tinha um papel importante em rituais de coragem e identidade tribal.

Moda e popularização moderna

Nos anos 1990 e 2000, o piercing no septo voltou à moda, especialmente entre artistas do rock, punk e também nas comunidades alternativas. Hoje, essa prática se consolidou como uma expressão de autenticidade, liberdade e autoafirmação.

Piercing no septo e a comunidade LGBT+

Significado simbólico

Para muitas pessoas LGBT+, o piercing no septo serve como um símbolo de resistência, liberdade de expressão e quebra de padrões sociais. Segundo a escritora e ativista Chela Almeida, “os piercings e tatuagens são formas visíveis de resistência contra a heteronormatividade e os padrões convencionais de beleza”.

Representatividade e empoderamento

O piercing no septo também se tornou uma marca de pertencimento na comunidade LGBT+. Ele representa uma recusa às imposições tradicionais de gênero e estética, promovendo a ideia de que cada indivíduo deve ser livre para se expressar como desejar.

Inclusão na cultura queer

Nos espaços culturais e nas manifestações por direitos civis, o piercing no septo é muitas vezes utilizado por pessoas trans, não binárias e lésbicas como uma maneira de afirmar suas identidades. Assim, o acessório deixa de ser mero ornamento para se tornar uma declaração de resistência e orgulho.

Por que o piercing no septo é tão simbólico para o público LGBT+?

Quebra de estereótipos de gênero

Um aspecto importante do piercing no septo é sua capacidade de desafiar as normas de gênero. Tradicionalmente, acessórios faciais eram associados ao universo masculino ou ao feminino de forma limitada. O uso do piercing no septo, especialmente por mulheres e pessoas não binárias, promove uma desconstrução desses estereótipos.

Cultura de aceitação e diversidade

A presença de piercings na cultura LGBT+ reforça a ideia de que a diversidade de expressões é natural e desejável. Esse símbolo ajuda a criar ambientes mais inclusivos e acolhedores, onde a autenticidade é celebrada.

Tabela: Significados e simbolismos do piercing no septo na cultura LGBT+

AspectoSignificado / RelevânciaExemplos de Publikum
resistênciaDesafio às normas tradicionais e imposições sociaisLésbicas, pessoas trans, não binárias
autoexpressãoManifestação de identidade, liberdade e autonomiaJovens, artistas, ativistas
pertencimentoMarca de pertença à comunidade LGBT+Eventos, grupos culturais
empoderamentoInstrumento de afirmação de identidade e orgulhoPessoas que passam por transição, queer blogs
quebra de estereótiposDesconstrução de papéis de gênero e padrões de belezaMulheres com piercings, homens com estética não convencional

Como cuidar do piercing no septo

Para garantir que o piercing no septo cicatrize bem e evite infecções, alguns cuidados essenciais devem ser seguidos:

  • Manter a higiene adequada, limpo com solução específica recomendada pelo profissional;
  • Evitar tocar ou trocar a joia sem orientação especializada;
  • Evitar usos de produtos irritantes ou álcool, que podem prejudicar a cicatrização;
  • Consultar um profissional em caso de sinais de infecção, dor intensa ou rejeição do piercing.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O piercing no septo dói muito?

A dor é subjetiva, mas geralmente é considerada moderada. O procedimento costuma ser rápido, e o profissional utilizam técnicas para minimizar o desconforto.

2. Quanto tempo leva para cicatrizar?

O tempo de cicatrização varia entre 6 a 8 semanas, dependendo dos cuidados e da resposta individual de cada pessoa.

3. Posso trocar a joia logo após a cicatrização?

Não. É recomendável esperar até que a cicatriz esteja totalmente cicatrizada e consultar um profissional antes de trocar a joia.

4. É possível remover o piercing no septo depois de um tempo?

Sim. A remoção é simples, mas a cicatriz pode ficar visível dependendo de fatores individuais.

5. Quais profissionais devo procurar para fazer um piercing no septo?

Procure profissionais especializados e certificados, que utilizem materiais esterilizados e sigam protocolos de higiene.

Conclusão

O piercing no septo vai além de uma simples tendência estética. Para muitos na comunidade LGBT+, ele representa uma forma de resistência, uma declaração de identidade e uma marca de pertencimento. Culturas antigas e movimentos contemporâneos mostram que a estética pode ser uma poderosa ferramenta de afirmação social e pessoal.

Vale lembrar que toda escolha de estilo deve ser feita com responsabilidade e cuidados adequados, buscando profissionais qualificados e respeitando os processos de cicatrização. Assim, o piercing no septo continuará sendo um símbolo de liberdade, diversidade e empoderamento.

Referências

Considerações finais

O piercing no septo é uma expressão de liberdade, resistência e pertencimento, especialmente relevante dentro da cultura LGBT+. Sua história, simbolismo e uso contemporâneo reforçam que a estética é uma poderosa ferramenta de autoaceitação e afirmação social. Respeitar e valorizar essas manifestações culturais é fundamental para promover uma sociedade mais inclusiva e diversa.

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