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Perda Auditiva Neurossensorial CID: Causas, Diagnóstico e Tratamentos

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A perda auditiva neurossensorial é um dos tipos mais comuns de deficiência auditiva, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Essa condição ocorre devido a um dano nas células ciliadas da cóclea, ou nos neurônios auditivos do ouvido interno ou do cérebro. Quando identificada corretamente, a perda auditiva neurossensorial pode ser tratada ou gerenciada de forma eficaz, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a perda auditiva neurossensorial, suas causas, formas de diagnóstico, tratamentos disponíveis e aspectos relacionados ao código CID (Classificação Internacional de Doenças). Nosso objetivo é fornecer informações completas e atualizadas para profissionais da saúde, pacientes e familiares interessados no tema.

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O que é Perda Auditiva Neurossensorial CID?

A perda auditiva neurossensorial é classificada na CID como um traço ou grupo de condições que afetam o sistema auditivo interno e as vias neurais. De acordo com a CID-10, essa condição é categorizada sob o código H90.

Definição de CID para Perda Auditiva Neurossensorial

O código CID específico para perda auditiva neurossensorial varia conforme a sua causa e a sua manifestação, porém, de modo geral, ela é associada ao código:

  • H90.3 – Perda auditiva neurossensorial bilateral, sem indicação de causa específica

Outras variações incluem:

Código CIDDescrição
H90.3Perda auditiva neurossensorial bilateral
H90.2Perda auditiva neurossensorial unilateral
H90.1Perda auditiva neurossensorial não especificada
H91.2Perda auditiva neurossensorial de causa não indicada (sensação de zumbido)

Como podemos ver, o CID serve como uma classificação padronizada para facilitar o diagnóstico, tratamento e registros epidemiológicos.

Causas da Perda Auditiva Neurossensorial

Causas Congênitas

Algumas crianças podem nascer com perda auditiva neurossensorial devido a fatores genéticos ou durante a gestação, como infecções (rubéola, citomegalovírus), uso de medicamentos ototóxicos pelas gestantes, ou complicações no parto.

Causas Adquiridas

Nos adultos, as principais causas incluem:

  • Exposição prolongada a ruídos elevados
  • Envelhecimento natural ( presbiacusia)
  • Infecções como meningite ou encefalite
  • Uso de medicamentos ototóxicos, como aminoglicosídeos e quimioterápicos
  • Traumas cranioencefálicos
  • Doenças neurológicas, como neurinoma do acústico
  • Distúrbios metabólicos, como diabetes mellitus

Fatores de Risco

Fator de RiscoDescrição
Exposição a ruídosTrabalhos em ambiente industrial ou uso excessivo de fones de ouvido
EnvelhecimentoProcesso natural de degeneração celular auditiva
Uso de medicamentos ototóxicosQuimioterápicos, antibióticos aminoglicosídeos
Doenças infecciosasInfecções que afetam o sistema nervoso central e auditivo
Trauma acústico ou cranianoAcidentes, quedas ou impactos na cabeça

Diagnóstico da Perda Auditiva Neurossensorial

Avaliações Clínicas

  1. Histórico Clínico Detalhado
    O médico otorrinolaringologista avalia a história do paciente, possíveis exposições a ruídos, uso de medicamentos e sinais de outras doenças.

  2. Exame Otoscópico
    Verifica a condição do ouvido externo e médio para excluir causas condutivas.

Exames Complementares

ExameObjetivo
Audiometria tonal liminarAvaliação do limiar de audição em diferentes frequências
VernoestesiaAvaliação do funcionamento do sistema vestibular e auditivo
EMG (Eletromiografia)Investigar alterações neurológicas associadas
Imagem por ressonância magnética (RM)Detectar tumores, como neurinoma do acústico

Para uma avaliação mais aprofundada, consulte o site da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico-Facial (ABORL-CCF).

Diagnóstico Diferencial

É fundamental distinguir a perda neurossensorial de outras formas de perda auditiva, como condutiva e mista, que envolvem alterações no ouvido externo ou médio. Além disso, é importante investigar causas neurológicas e sistêmicas.

Tratamentos para Perda Auditiva Neurossensorial CID

Apesar de atualmente não existir cura definitiva para todas as formas de perda neurossensorial, há opções de tratamento e gerenciamento que podem melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamentos Médicos

  • Medicamentos: em alguns casos, corticosteroides podem ser prescritos em episódios agudos ou inflamatórios.
  • Controle de fatores de risco: gerenciamento de diabetes, hipertensão, evitar exposição a ruídos.

Dispositivos Auditivos

Aparelhos auditivos

A principal intervenção é o uso de aparelhos auditivos, que amplificam os sons e facilitam a compreensão da fala.

Implantes cocleares

Indicado para perdas profundas ou quando os aparelhos tradicionais não são eficazes. Os implantes estimulam diretamente o nervo auditivo, proporcionando uma melhora significativa na percepção sonora.

Reabilitação Auditiva

Programas de reabilitação visam treinar o cérebro a interpretar os sons de forma mais eficiente, incluindo terapia auditiva e acompanhamento psicológico.

Tratamentos Complementares

  • Terapias de estímulo neural
    Pesquisas avançadas estão investigando a estimulação do nervo auditivo ou o uso de células-tronco.

  • Cuidados gerais
    Como evitar exposição adicional a ruídos e gerenciamento de condições de saúde.

Tabela Resumo: Causas, Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

CategoriaDetalhes
CausasCongênitas, adquiridas, fatores ambientais
SintomasPerda auditiva progressiva, zumbido, dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos
DiagnósticoAudiometria, exames neurológicos e de imagem
TratamentosAparelhos, implantes, terapia e manejo de fatores de risco

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A perda auditiva neurossensorial é reversível?

Na maioria dos casos, a perda neurossensorial não é reversível, especialmente quando há dano irreparável às células ciliadas ou aos neurônios auditivos. No entanto, tratamentos como aparelhos auditivos e implantes cocleares podem melhorar significativamente a audição.

2. Como prevenir a perda auditiva neurossensorial?

A prevenção inclui o uso de protetores de ouvido em ambientes ruidosos, evitar o uso prolongado de fones de ouvido em volumes elevados, realizar exames audiológicos periódicos, controlar doenças como o diabetes e evitar medicamentos ototóxicos sem orientação médica.

3. Quais sinais indicam que alguém deve procurar um especialista?

Perda progressiva da audição, dificuldade em entender conversas, zumbido constante ou episódios de vertigem são sinais que devem levar à avaliação médica especializada.

4. Existe cura para a perda neurossensorial CID?

Atualmente, não há cura definitiva, mas tratamentos auxiliares podem proporcionar melhoras consideráveis na audição e na qualidade de vida.

Conclusão

A perda auditiva neurossensorial CID representa um desafio de saúde pública, dada sua prevalência e impacto na comunicação e na qualidade de vida dos indivíduos afetados. Compreender suas causas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para oferecer uma abordagem eficaz e humanizada.

A evolução da tecnologia, especialmente com o desenvolvimento de aparelhos auditivos avançados e implantes cocleares, oferece esperança aos pacientes. Pacientes e profissionais devem estar atentos ao diagnóstico precoce, pois intervenções assertivas podem fazer toda a diferença na trajetória da condição.

Como cita William Osler, um dos fundadores da medicina moderna: "A saúde não é tudo, mas sem ela tudo é nada." Portanto, a atenção à saúde auditiva é essencial para uma vida plena e saudável.

Referências

  1. World Health Organization. (2021). WHO global estimates on hearing loss. Disponível em: https://www.who.int

  2. Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Guia de Diagnóstico e Tratamento da Perda Auditiva. Disponível em: https://aborl.org.br

  3. Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para perda auditiva neurossensorial. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.

Nota: Este artigo contém informações educativas e não substitui uma avaliação médica. Para diagnóstico preciso e tratamento adequado, consulte um profissional especializado.