Pectus Excavatum CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento Eficaz
O pectus excavatum, também conhecido como tórax escavado ou sunken chest, é uma deformidade congênita que afeta a parede torácica, levando a uma depressão visível na região do esterno. Essa condição pode variar de leve a grave e, em alguns casos, impactar a saúde física e emocional do indivíduo. Quando relacionada ao código CID (Classificação Internacional de Doenças), o pectus excavatum possui uma classificação específica que ajuda no diagnóstico, registro e tratamento da condição.
Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, o diagnóstico e as opções de tratamento para o pectus excavatum CID, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o assunto.

O que é o Pectus Excavatum CID?
O CID é um sistema de classificação que codifica todas as doenças e condições de saúde. Para o pectus excavatum, o código CID-10 é Q67.0 (deformidade congênita do tórax). Esse código é utilizado por profissionais de saúde para documentar a condição de forma padronizada, facilitando o tratamento e o acompanhamento do paciente.
Termo oficial na CID-10
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| Q67.0 | Deformidade congênita do tórax, incluindo o pectus excavatum |
Sintomas do Pectus Excavatum CID
Os sintomas do pectus excavatum podem variar de leves a graves, dependendo do grau de depressão do esterno e do impacto na saúde do paciente.
Sintomas físicos
- Deformidade visível na parede torácica: Uma depressão evidente na região do esterno, perceptível ao visual.
- Dificuldade respiratória: Em casos severos, há restrição da expansão torácica, levando à sensação de falta de ar, especialmente durante exercícios físicos.
- Dor no peito: Algumas pessoas relatam desconforto ou dor na área do tórax.
- Intensificação dos sintomas ao realizar esforços físicos: Como corrida ou levantamento de pesos.
- Fadiga: Cansaço excessivo durante atividades físicas.
Sintomas emocionais e psicológicos
- Baixa autoestima: Devido à deformidade estética.
- Ansiedade e depressão: Relação com a aparência física e limitações físicas.
Diagnóstico e avaliação
A avaliação clínica é fundamental para determinar o grau de deformidade e o impacto na saúde. Exames de diagnóstico auxiliam na confirmação e na elaboração do plano de tratamento.
Diagnóstico do Pectus Excavatum CID
O diagnóstico do pectus excavatum envolve uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem.
Exame físico
Durante a consulta, o médico observa o tórax do paciente, verifica a depressão do esterno e avalia a simetria do tórax.
Exames de imagem
| Exame | Objetivo | Descrição breve |
|---|---|---|
| Raio-X de tórax | Avaliação da deformidade e o impacto nos pulmões | Permite observar a profundidade da depressão no esterno e o espaço torácico |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Avaliação detalhada do grau de deformidade | Fornece imagens precisas da estrutura óssea e pulmonar |
| Espirometria | Medir a função pulmonar | Determina se há comprometimento respiratório |
Classificação do grau de deformidade
O grau do pectus excavatum pode ser categorizado com base na profundidade da depressão:
| Grau | Profundidade da depressão | Características |
|---|---|---|
| Leve | Menos de 2 cm | Assintomático ou sintomas leves |
| Moderado | Entre 2 e 4 cm | Pode causar sintomas respiratórios ou estéticos |
| Grave | Mais de 4 cm | Geralmente associado a complicações respiratórias e cardíacas |
Segundo especialistas, “a avaliação funcional, muitas vezes, é um passo crucial para decidir o melhor tratamento”.
Tratamento eficaz para o Pectus Excavatum CID
O tratamento do pectus excavatum visa melhorar a estética, aliviar os sintomas e prevenir complicações futuras. As opções variam de conservadoras a cirúrgicas, dependendo do grau e impacto na saúde do paciente.
Tratamentos conservadores
Reabilitação torácica e fisioterapia
A fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos do tórax, melhorar a postura e potencialmente reduzir a deformidade em casos leves.
Uso de coletes ortopédicos
Algumas abordagens temporárias com coletes podem ajudar na melhora da aparência e na conformação do tórax, especialmente em crianças em fase de crescimento.
Tratamentos cirúrgicos
Técnica de Nuss (Cirurgia Minimamente Invasiva)
A técnica de Nuss é um procedimento minimamente invasivo que consiste na inserção de uma barra de metal por trás do esterno para elevar a parte deprimida. É a mais utilizada atualmente para tratar casos moderados a graves.
Técnica de Ravitch (Cirurgia Aberta)
Envolve a remoção de cartilage hypertrofiado e a correção da deformidade com fixação óssea. É indicada para deformidades mais complexas ou refratárias a técnicas minimamente invasivas.
Comparativo entre opções cirúrgicas
| Aspecto | Técnica de Nuss | Técnica de Ravitch |
|---|---|---|
| Invasividade | Minimamente invasiva | Cirurgia aberta |
| Recuperação | Mais rápida | Mais longa |
| Resultados estéticos | Excelente | Boa |
| Indicação | Casos leves a moderados | Casos complexos |
Para uma avaliação adequada, o acompanhamento de um cirurgião torácico especializado é essencial.
Para mais informações sobre a técnica de Nuss, acesse Cirurgia de Pectus Nuss.
Tabela Resumo: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento do Pectus Excavatum CID
| Aspecto | Detalhes |
|---|---|
| Código CID | Q67.0 (Deformidade congênita do tórax) |
| Sintomas | Estéticos, respiratórios, dor no peito, fadiga |
| Diagnóstico | Exame físico, raio-X, tomografia, espirometria |
| Grau da deformidade | Leve, moderado, grave |
| Tratamentos | Fisioterapia, colete ortopédico, cirurgia de Nuss ou Ravitch |
| Objetivo do tratamento | Melhorar a estética, aliviar sintomas, prevenir complicações |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O pectus excavatum CID pode piorar com o tempo?
Sim, especialmente se não tratado, a deformidade pode se tornar mais pronunciada à medida que a criança cresce. Em adultos, a deformidade geralmente está estabilizada, mas pode causar sintomas persistentes.
2. Existe correção não cirúrgica definitiva?
A fisioterapia e o uso de coletes podem melhorar a aparência e aliviar sintomas leves, mas a correção definitiva de deformidades moderadas a graves geralmente depende de cirurgia.
3. Quais são os riscos do tratamento cirúrgico?
Como toda cirurgia, há risco de infecção, sangramento, reações anestésicas e complicações específicas de cada técnica, mas a maioria dos procedimentos é segura quando realizados por profissionais experientes.
4. O pectus excavatum CID afeta a qualidade de vida?
Sim, dependendo da gravidade, pode causar limitações físicas e impacto psicológico, reduzindo a qualidade de vida.
5. A correção cirúrgica é recomendada para crianças ou adultos?
A decisão depende do grau de deformidade e sintomas. Em crianças, o tratamento precoce muitas vezes é recomendado para evitar a evolução de sintomas. Em adultos, a cirurgia também pode ser eficaz, embora o processo de recuperação seja mais longo.
Conclusão
O pectus excavatum CID (Q67.0) é uma condição que pode impactar significativamente a saúde física e emocional do paciente, sobretudo nos casos moderados a graves. O diagnóstico preciso através de exames de imagem e avaliação clínica é fundamental para determinar o melhor tratamento. As opções cirúrgicas modernas, como a técnica de Nuss, oferecem ótimos resultados com menor invasividade, contribuindo para a melhora estética e funcional do paciente.
Se você ou alguém próximo apresenta sinais de pectus excavatum, procure um especialista em cirurgia torácica ou um especialista em ortopedia para uma avaliação completa e orientação adequada.
Referências
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica. Deformidades do tórax. Disponível em: https://sbct.org.br
- Nuss D, et al. "Minimally invasive repair of pectus excavatum (Nuss procedure): 20-year follow-up." Journal of Thoracic Surgery, 2018.
- Organização Mundial de Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
Considerações finais
A compreensão do pectus excavatum CID e suas implicações é essencial para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz. A combinação de avaliação clínica detalhada, exames de imagem e uma equipe multidisciplinar especializada pode transformar a vida de quem vive com essa deformidade, proporcionando melhor qualidade de vida, saúde física e autoestima.
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