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Passagem de Sondas Vesicais: Guia Completo e Seguro

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A passagem de sondas vesicais é uma das intervenções mais comuns na prática clínica, utilizada para drenar a bexiga em pacientes com obstruções, retenções urinárias ou durante procedimentos cirúrgicos. Apesar de ser uma técnica rotineira, requer cuidados específicos para evitar complicações e garantir o bem-estar do paciente. Este artigo oferece um guia detalhado, otimizado para SEO, para profissionais de saúde, estudantes e interessados no tema.

Introdução

A colocação de uma sonda vesical, também conhecida como cateterismo vesical, é uma técnica que consiste na introdução de um tubo, geralmente de látex ou silicone, na bexiga através da uretra ou, em alguns casos, por via suprapúbica, para drenagem urinária. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, "a técnica deve ser realizada com assepsia rigorosa e conhecimento anatômico atualizado para minimizar riscos e garantir eficácia"[^1].

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Este procedimento, embora frequentemente realizado, pode envolver riscos e complicações, como infecções, trauma uretral e obstruções. Assim, um conhecimento aprofundado e uma execução correta são essenciais.

Este guia é estruturado para esclarecer dúvidas comuns, oferecer orientações passo a passo e destacar boas práticas na passagem de sondas vesicais, com foco na segurança e na eficiência do procedimento.

O que é a passagem de sondas vesicais?

A passagem de sondas vesicais é o procedimento de inserir um tubo na bexiga para drenagem urinária. Pode ser realizada de forma temporária ou permanente, dependendo da condição do paciente.

Quando é necessária a passagem de sonda vesical?

A indicação para o catheterismo pode incluir:

  • Obstrução do trato urinário
  • Retenção urinária aguda ou crônica
  • Cirurgias pélvicas ou abdominais
  • Avaliação da diurese em unidades de terapia intensiva (UTI)
  • Inserção de medicamentos ou análise de amostras urinárias
  • Prolongamento do tempo de intervenção cirúrgica

Tipos de sondas vesicais

TipoCaracterísticasUso comum
Sonda de látexFlexível, barato, suscetível a rotações e rupturasUso temporário
Sonda de siliconeMais durável, resistente a reações alérgicasUso prolongado ou permanente
Sonda de traumaMais grossa, utilizada em casos de trauma ou obstruções gravesEmergências e situações específicas

Técnicas de passagem de sonda vesical

Existem diversas técnicas, sendo a mais comum o método por uretra, além da inserção por via suprapúbica.

Técnica transuretral

Passo a passo

  1. Preparação do ambiente e do paciente
  2. Realizar higiene adequada da região perineal e uretral
  3. Conferir a autorização médica e o procedimento necessário

  4. Equipar-se adequadamente

  5. Luvas estéreis, materiais de assepsia, sonda adequada, lubrificante estéril, gazes e seringa com solução aquosa ou solução salina

  6. Posicionamento do paciente

  7. Sentado ou deitado em posição dorsal, com pernas afastadas

  8. Cuidados de assepsia

  9. Limpeza da região com solução antisséptica (como clorexidina ou mircrodesinfetantes)

  10. Lubrificação da sonda

  11. Aplicar lubrificante estéril na ponta da sonda

  12. Inserção da sonda

  13. Inserir lentamente na uretra, seguindo a orientação anatômica, até atingir a bexiga. A confirmação do pênis ereto ou da distensão abdominal pode auxiliar na localização.

  14. Confirmação de posicionamento

  15. A suave resistência inicial é normal. A aspiração de urina confirma a colocação correta.

  16. Fixação da sonda

  17. Fixar a sonda na região perineal ou suprapúbica com fita apropriada

  18. Conexão ao sistema de coleta

  19. Utilizar um recipiente limpo e monitorar a diurese

Técnica suprapúbica

Indicado quando a passagem transuretral não é possível ou contraindicado.

Passo a passo

  • Realizado em ambiente cirúrgico ou de emergência;
  • Uso de técnica asséptica rigorosa;
  • Inserção através de punção da parede abdominal sob orientação ultrassonográfica ou cirúrgica.

Cuidados e contraindicações

Cuidados essenciais durante o procedimento:

  • Higiene rigorosa da área
  • Uso de equipamentos estéreis
  • Lubrificação adequada
  • Manutenção de registros de diurese
  • Avaliação contínua de sinais de infecção, obstrução ou trauma

Contraindicações

  • Infecção ativa na uretra ou bexiga (exceto em casos de emergência)
  • Lesões uretrais ou trauma recente
  • Obstruções severas sem avaliação adequada
  • Hipersensibilidade a materiais utilizados

Complicações mais comuns e como evitá-las

ComplicaçãoCausasComo prevenir
Infecção do trato urinárioCateterização inadequada ou prolongadaAssepsia, troca periódica, limite de permanência
Trauma uretralInserção forçada ou técnica incorretaTreinamento adequado, uso de lubrificante, posicionamento correto
Obstrução do cateterPisa ou precipitaçõesLimpeza regular, irrigação, controle da diurese
Ruptura ou dano à uretraForça ou tentativa de inserção em parede resistenteTécnica adequada, uso de equipamentos corretos

Perguntas frequentes

1. Quanto tempo uma sonda vesical pode ficar instalada?

O tempo recomendado varia de acordo com a condição clínica do paciente, geralmente entre alguns dias a semanas. A troca periódica é indicada para evitar infecções.

2. É doloroso passar uma sonda vesical?

O procedimento pode causar desconforto ou dor, especialmente em casos de uretra sensível. Uso de anestésico tópico e uma técnica suave ajudam a minimizar o incômodo.

3. Quais sinais de complicação devo observar após a passagem da sonda?

Febre, dor, saída de sangue ou pus, dor ao redor do cateter, resistência na retirada ou obstrução da sonda.

4. Como evitar infecção no uso prolongado de sonda?

Higiene adequada, troca periódica, monitoramento contínuo e uso de sistemas de drenagem fechados.

Conclusão

A passagem de sondas vesicais é uma técnica indispensável na prática clínica, sendo fundamental que seja realizada com técnica adequada, seguindo protocolos de assepsia e conhecimento anatômico. Um procedimento bem executado reduz riscos de complicações, promove o conforto do paciente e contribui para melhores desfechos clínicos.

Lembre-se: “A prática segura é uma combinação de conhecimento, técnica e atenção aos mínimos detalhes”[^2].

Para garantir a segurança e a eficácia, profissionais de saúde devem estar continuamente atualizados e atentos às melhores práticas recomendadas por associações renomadas.

Referências

[^1]: Sociedade Brasileira de Urologia. Guia de Cuidados na Inserção de Cateteres UretraIs. Disponível em: https://sburo.org.br

[^2]: Ministério da Saúde. Protocolos para Procedimentos de Cateterismo Vesical. Brasília, 2020.

Recursos adicionais

Se precisar de mais orientações ou treinamentos específicos, consulte um profissional de enfermagem ou urologia de sua confiança. A prática segura e o conhecimento atualizado garantem o bem-estar do paciente e o sucesso do procedimento.