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Para Que Serve o Fenobarbital: Uso, Indicações e Cuidados

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O fenobarbital é uma medicação amplamente conhecida no tratamento de condições neurológicas e psiquiátricas. Sua história remonta ao século XIX, sendo um dos primeiros barbitúricos a serem utilizados na medicina. Apesar de sua eficácia, o uso do fenobarbital exige atenção quanto às suas indicações, possíveis efeitos colaterais e cuidados necessários para garantir a segurança do paciente. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada para que serve o fenobarbital, suas indicações, modo de uso, precauções e informações importantes para quem faz uso dessa medicação.

O que é o Fenobarbital?

O fenobarbital é um medicamento pertencente à classe dos barbitúricos, agindo como um depressor do sistema nervoso central. Sua ação principal é potencializar os efeitos do ácido gama-aminobutírico (GABA), neurotransmissor responsável por inibir a atividade neuronal, promovendo sedação, calma e controle de crises epilépticas.

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Para que Serve o Fenobarbital?

Indicações Médicas do Fenobarbital

O uso do fenobarbital é indicado principalmente nas seguintes condições:

  • Controle de crises epilépticas: é um dos medicamentos mais utilizados no tratamento de diferentes tipos de epilepsia, especialmente em crianças.
  • Insônia: em doses mais baixas, pode ser utilizado como sedativo para ajudar na indução do sono.
  • Ansiedade e agitação: em alguns casos, é utilizado para reduzir a ansiedade, embora ocasiões mais modernas prefiram outros medicamentos com menos efeitos colaterais.

Uso em Crises Epilépticas

Dentro das indicações do fenobarbital, sua principal função é o controle das crises epilépticas. Ele atua estabilizando a atividade elétrica cerebral, prevenindo novas crises e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Outras Utilizações

  • Prevenção de convulsões durante cirurgias: ocasionalmente, é utilizado na preparação de pacientes para procedimentos cirúrgicos, devido às suas propriedades sedativas.
  • Tratamento de abstinência alcoólica: em alguns contextos, ajuda a reduzir os sintomas de abstinência.

Como o Fenobarbital Funciona?

O mecanismo de ação do fenobarbital envolve a ativação do receptor GABA_A, promovendo uma maior entrada de íons cloreto nas células neuronais e, assim, dificultando a transmissão de sinais nervosos. Dessa forma, o medicamento atua como um depressor do sistema nervoso central, levando à sedação, anticonvulsivante e Hipnótico.

Como é Feito o Uso do Fenobarbital?

Posologia e Administração

A dose varia de acordo com a idade, peso, condição clínica e resposta do paciente. A administração pode ser oral, via supositórios ou, em casos específicos, por via intravenosa sob supervisão médica.

Faixa Etária / PerfilDose Inicial RecomendadaDose de ManutençãoObservações
Bebês e Crianças2 a 3 mg/kg/diaAjustada conforme respostaGeralmente dividida em doses diárias
Adultos30 a 120 mg/diaAjustada conforme necessidadePode ser administrada em doses únicas ou divididas

Monitoramento

O uso de fenobarbital requer acompanhamento médico contínuo, incluindo avaliações de níveis sanguíneos do medicamento para evitar intoxicação ou ineficácia. Uma tabela de níveis terapêuticos pode ser consultada para orientar os profissionais de saúde:

Nível Terapêutico no Sangue15 a 40 μg/mL
Caso de toxicidadeNíveis acima de 40 μg/mL, com risco de sedação excessiva e efeitos adversos

Duração do Tratamento

Depende da condição tratada. No caso da epilepsia, muitas vezes o uso é prolongado, em alguns casos por anos, sempre sob supervisão médica.

Quais São os Efeitos Colaterais do Fenobarbital?

Como qualquer medicação, o fenobarbital pode causar efeitos adversos, que variam de leves a graves:

  • Sonolência excessiva
  • tontura
  • alterações no humor ou na memória
  • depressão respiratória em doses elevadas
  • reações alérgicas
  • comprometimento hepático ou renal

Citação:
"A segurança do paciente deve sempre prevalecer sobre a busca por eficácia rápida."

Cuidados e Precauções ao Usar Fenobarbital

O uso consciente do fenobarbital envolve várias precauções importantes:

  • Evitar uso concomitante com álcool: aumenta o risco de sedação profunda e depressão respiratória.
  • Dependência e Abstinência: o fenobarbital possui potencial de dependência, motivo pelo qual sua suspensão deve ser gradual.
  • Monitoramento hepático e renal: para evitar intoxicações e complicações.
  • Gravidez e lactação: o uso deve ser avaliado com cuidado, pois pode afetar o feto ou o bebê.
  • Interações medicamentosas: pode alterar ou ser alterado por outros medicamentos, como anticoagulantes, contraceptivos orais, entre outros.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O fenobarbital é seguro para crianças?

Sim, quando utilizado sob supervisão médica, o fenobarbital pode ser eficaz para o controle de crises epilépticas em crianças. No entanto, é importante monitorar a dosagem e os efeitos colaterais.

2. Quanto tempo leva para o fenobarbital fazer efeito?

Normalmente, os efeitos começam a ser percebidos em algumas horas após a administração, mas o controle completo das crises pode levar dias ou semanas de uso contínuo.

3. O fenobarbital causa dependência?

Sim, o fenobarbital possui potencial de dependência física e psicológica, por isso seu uso deve ser controlado e a suspensão, recomendada por um médico.

4. Posso interromper o uso do fenobarbital de repente?

Não. A interrupção abrupta pode causar crises de abstinência e outros efeitos adversos. A suspensão deve ser realizada de forma gradual sob supervisão médica.

5. Quais são as alternativas ao fenobarbital?

Existem outros medicamentos anticonvulsivantes e sedativos, como o ácido valproico, levetiracetam, topiramato e benzodiazepínicos, que podem ser indicados dependendo do caso.

Conclusão

O fenobarbital é uma medicação importante no tratamento de epilepsia e outras condições neurológicas. Sua eficácia no controle das crises epitéticas é bem consolidada, porém, seu uso deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde devido aos potenciais efeitos colaterais e riscos de dependência. Conhecer suas indicações, administração correta e precauções é fundamental para garantir a segurança e a qualidade de vida dos pacientes.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Manual de controle de epilepsia. Brasília: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: http://portalms.saude.gov.br/
  2. Organização Mundial da Saúde. Guia de uso de medicamentos antiepilépticos. WHO, 2019. Disponível em: https://www.who.int/

Para mais informações sobre o tratamento de epilepsia e opções de medicamentos, consulte um neurologista ou profissional de saúde qualificado.