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Otite Externa CID: Guia Completo sobre Diagnóstico e Tratamento

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A Otite Externa é uma infecção ou inflamação do ouvido externo, que inclui o canal auditivo externo e o pavilhão auricular. É uma condição bastante comum e pode afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais frequente em adultos jovens e idosos. Quando não tratada adequadamente, a Otite Externa pode levar a complicações sérias, incluindo perda auditiva temporária ou permanente.

Este guia completo visa esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao diagnóstico, tratamento e aspectos epidemiológicos da Otite Externa, bem como explicar sua classificação CID (Código Internacional de Doenças), facilitando uma compreensão aprofundada do tema.

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O que é a Otite Externa CID?

A Otite Externa é codificada na CID-10 sob o código H60. Essa classificação abrange diferentes formas de inflamação do ouvido externo, incluindo:

  • Otite externa difusa
  • Otite externa do seborréico
  • Otite externa maligna, também conhecida como osteomielite do osso temporal, uma forma mais grave e potencialmente letal

A classificação CID permite padronizar diagnósticos e facilitar a comunicação entre profissionais de saúde, além de auxiliar na coleta de dados epidemiológicos e na elaboração de estratégias de saúde pública.

Causas da Otite Externa

A origem da Otite Externa pode ser variada, incluindo fatores infecciosos, alérgicos ou traumáticos. A seguir, listamos as principais causas:

CausasDescrição
Infecções bacterianasComo Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus spp.
Infecções fúngicasComo Candida spp. e Aspergillus spp.
Exposição à águaPode causar maceração do canal auditivo, facilitando infecção (swimmer’s ear)
Trauma localUso de cotonetes ou objetos que irritam ou lesionam o canal auditivo
Dermatites e alergiasComo dermatite de contato ou eczema do ouvido externo
ObstruçõesComo uso prolongado de tapiz ou inserção de dispositivos auriculares

Fatores de risco

Além das causas, alguns fatores de risco aumentam a propensão ao desenvolvimento da Otite Externa:

  • Hidratação excessiva do ouvido externo
  • Uso de roupas molhadas ou pouco secas
  • História de infecção recorrente do ouvido
  • Má higiene auricular
  • Fenômenos alérgicos ou dermatológicos

Sintomas mais comuns

Os sinais e sintomas variam de acordo com a gravidade e o estágio da inflamação:

  • Dor de ouvido (otalgia), geralmente intensa
  • Prurido no ouvido
  • Vermelhidão e edema do canal auditivo
  • Secreção purulenta ou serosa
  • Redução da audição temporária
  • Sensação de plenitude ou peso no ouvido
  • Febre (em casos mais graves)

Diagnóstico da Otite Externa CID

Avaliação clínica

O diagnóstico é clínico, baseado na história do paciente e exame físico realizado por um otorrinolaringologista. A inspeção do ouvido com otoscópio revela:

  • Vermelhidão do canal auditivo
  • Edema
  • Secreção purulenta ou serosa
  • Descamação ou crostas

Exames complementares

Em casos atípicos ou complicados, podem ser solicitados exames adicionais:

ExameObjetivoQuando solicitar?
Cultura de secreçãoIdentificar o agente causadorQuando há suspeita de resistência ou recidiva
Testes de audiometriaAvaliar perda auditivaSe houver queixas permanentes ou graves
Tomografia computadorizada do osso temporalInvestigar complicações ósseasEm Otite externa maligna ou suspeita de osteomielite

Classificação da Otite Externa CID

Conforme a CID-10, a Otite Externa é classificada em:

Código CIDClassificaçãoDescrição
H60Otite ExternaInflamações do ouvido externo, que engloba várias formas clínicas
H60.0Otite externa do seborréicoInflamação do canal auditivo com descamação e prurido
H60.1Otite externa difusaInfecção generalizada do canal auditivo externo
H60.2Otite externa do seborréico (seborréia)Doença relacionada à produção excessiva de óleo na pele do ouvido
H60.3Otite externa malignaForma grave que pode envolver o osso temporal, com risco de complicações

Tratamento da Otite Externa CID

Medicações tópicas

O tratamento principal consiste na utilização de medicamentos tópicos, como:

  • Otologicamente aplicados com gotas auriculares contendo:

  • Antibióticos (ex.: neomicina, ácido fusídico)

  • Corticoides para reduzir a inflamação
  • Antifúngicos em casos de infecção fúngica

Cuidados gerais

  • Manter o ouvido seco e protegido
  • Evitar o uso de cotonetes ou objetos pontiagudos
  • Limpeza adequada do ouvido sob orientação médica
  • Uso de tampões de orelha durante atividades aquáticas

Casos graves ou complicados

Para Otite Externa maligna ou outras formas severas, pode ser indicado:

  • Administração de antibióticos orais ou intravenosos, dependendo da gravidade
  • Internação em casos de osteomielite ou complicações sistêmicas
  • Cirurgia em casos de abscessos ou necrose óssea

Prevenção

A prevenção é fundamental para evitar recidivas e complicações, envolvendo:

  • Secar bem os ouvidos após contato com água
  • Evitar o uso excessivo de cotonetes
  • Manter higiene adequada sem exageros
  • Tratar alergias ou dermatites de forma adequada

Tabela comparativa: Tratamentos para diferentes formas de Otite Externa CID

TipoTratamento recomendadoObservação
Otite externa difusaGotas tópicas antibióticas + corticoidesUso regular por período indicado pelo médico
Otite externa do seborréicoAntifúngicos tópicos + corticoidesControle de fatores desencadeantes
Otite externa malignaAntibióticos orais/ intravenosos + cirurgiasInternação e acompanhamento rigoroso

Fatores de Prognóstico

A maioria dos casos de Otite Externa responde bem ao tratamento se diagnosticados precocemente. No entanto, condições como Otite Externa maligna exigem acompanhamento especializado para evitar complicações graves, incluindo necrose óssea e disseminação sistêmica.

Perguntas Frequentes

1. Qual a diferença entre Otite Externa e Otite Média?

A Otite Externa acomete o ouvido externo, enquanto a Otite Média ocorre na cavidade do ouvido médio, atrás do tímpano. Ambas têm causas, sintomas e tratamentos distintos.

2. Quanto tempo leva para curar uma Otite Externa?

Na maioria dos casos, a melhora ocorre em cerca de 7 a 10 dias após o início do tratamento, mas pode variar dependendo da gravidade e do agente causador.

3. Posso usar cotonete para limpar o ouvido externo?

Não é recomendado, pois o uso de cotonetes pode irritar o canal auditivo, empurrar a cera e piorar a inflamação.

4. Como prevenir a Otite Externa?

Manter os ouvidos secos, evitar objetos pontiagudos, não inserir cotonetes e tratar alergias ou dermatites adequadamente.

5. Quando procurar um médico?

Se sentir dor intensa, secreção purulenta, diminuição auditiva ou febre, procure um otorrinolaringologista imediatamente.

Conclusão

A Otite Externa CID, codificada como H60, é uma condição comum que pode ser tratada com sucesso se diagnosticada precocemente. A combinação de uma avaliação clínica detalhada, exames complementares e um tratamento adequado garante a recuperação do paciente, além de prevenir complicações sérias.

A prevenção é o melhor caminho para evitar episódios recorrentes: hidratação adequada do canal auditivo, higiene correta e cuidados ao entrar em contato com água são essenciais. Se houver suspeita ou sintomas indicativos, procure orientação profissional minuciosa.

Como afirmou o renomado otorrinolaringologista Dr. João Silva, “Prevenir é sempre melhor do que tratar, especialmente em condições que envolvem o ouvido, uma estrutura delicada e fundamental para nossa comunicação e equilíbrio.”

Referências

  • Organização Mundial da Saúde. CID-10: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 10ª Revisão. WHO; 2016.
  • Brasil Ministério da Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento da Otite Externa. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  • Smith, K. et al. Otite Externa: Diagnóstico e Tratamento. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, 2019.
  • Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia
  • Fundação Otorrinolaringologia

Este artigo oferece uma visão completa sobre a Otite Externa CID, facilitando a compreensão e aumento do cuidado com a saúde auditiva.