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Grupos de DCNT que Fazem Parte Desse Plano: Orientações Essenciais

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As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) representam uma das principais preocupações de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as DCNT são responsáveis por cerca de 71% de todas as mortes globais, sendo fatores de risco associados a estilos de vida, ambiente e predisposição genética. Diante desse cenário, estratégias integradas de controle e prevenção são essenciais, e uma delas envolve a identificação e atuação em diferentes grupos populacionais que fazem parte do plano de enfrentamento.

Este artigo abordará os principais grupos de DCNT contemplados nas ações de saúde pública, destacando orientações, ações específicas e a importância de uma abordagem multidisciplinar para reduzir o impacto dessas doenças.

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O que são os grupos de DCNT?

Os grupos de DCNT são categorias populacionais que, por suas características epidemiológicas, comportamentais ou ambientais, apresentam maior vulnerabilidade ou risco para o desenvolvimento dessas doenças. Compreender esses grupos permite direcionar ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de forma mais eficaz.

Principais grupos de DCNT que fazem parte desse plano

1. Adultos maiores de 40 anos

A idade avançada é um fator de risco significativo para diversas DCNT, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer. O envelhecimento natural acompanha alterações fisiológicas que elevam a predisposição às doenças crônicas.

2. Pessoas com baixo nível socioeconômico

Palavras-chave: vulnerabilidade social, acesso à saúde, fatores determinantes sociais. Indivíduos com menor renda e escolaridade geralmente têm maior exposição a fatores de risco, como alimentação inadequada, sedentarismo e tabagismo.

3. População indígena e rural

Grupos tradicionais muitas vezes possuem menor acesso aos serviços de saúde e enfrentam desafios específicos relacionados à cultura, tabagismo, alcoolismo e doenças infecciosas relacionadas ao estilo de vida.

4. Indivíduos com fatores de risco comportamentais

Inclui pessoas que fumam, consomem álcool excessivamente, possuem sedentarismo ou alimentação inadequada, contribuindo para o desenvolvimento de DCNT.

5. Pessoas com doenças infectocontagiosas concomitantes

Em alguns casos, as DCNT podem se desenvolver ou agravar por comorbidades relacionadas a doenças infectocontagiosas como hepatites, HIV e outras, que aumentam o risco de complicações.

Tabela: Grupos de risco de DCNT e ações recomendadas

GrupoRiscos principaisAções recomendadas
Adultos > 40 anosDoenças cardiovasculares, câncer, diabetesAcompanhamento clínico regular, exames preventivos
Baixo nível socioeconômicoSedentarismo, má alimentação, tabagismoEducação em saúde, programas de promoção de atividades físicas, dieta saudável
População indígena e ruralBarreiras de acesso, fatores culturaisAmpliação de unidades de saúde, interculturalidade na abordagem
Fatores comportamentaisTabagismo, álcool, sedentarismoCampanhas de conscientização, grupos de apoio
Concomitância de doenças infectocontagiosasAumento do risco e complicaçõesTratamento integrado, monitoramento regular

Orientações essenciais para cada grupo

Adultos maiores de 40 anos

  • Exames periódicos: hipertensão, glicemia, colesterol, câncer de próstata ou mama.
  • Estilo de vida saudável: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas.
  • Controle de fatores de risco: evitar tabaco, controle do peso.

População com baixa escolaridade e socialmente vulnerável

  • Educação em saúde: campanhas acessíveis, linguagem simples.
  • Acesso facilitado: unidades de saúde móveis, programas sociais.
  • Promoção de ambientes saudáveis: criação de espaços para atividades físicas.

População indígena e rural

  • Respeito às especificidades culturais: adaptação das ações às tradições locais.
  • Ampliação do acesso aos serviços de saúde: presença de profissionais capacitados e de intérpretes.
  • Ações de prevenção específicas: combate ao uso de bebidas alcoólicas, tabaco e incentivo à alimentação saudável.

Indivíduos com fatores comportamentais de risco

  • Ações educativas: sensibilizar sobre os perigos do tabagismo e álcool.
  • Grupos de apoio: terapia e suporte psicossocial.
  • Promoção de atividades físicas: incentivos para mudança de comportamento.

Pessoas com doenças infectocontagiosas

  • Tratamento integrado: manejo de comorbidades com foco na redução do risco de complicações.
  • Monitoramento contínuo: acompanhamento clínico regular.
  • Educação para prevenção: diminuição do estigma e promoção de adesão ao tratamento.

A importância de uma abordagem multidisciplinar

A prevenção e controle das DCNT dependem de ações coordenadas entre profissionais de saúde, organizações sociais, educação e políticas públicas. Uma abordagem integrada garante ações mais eficazes e duradouras, promovendo a melhora da qualidade de vida da população.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais DCNT que afetam os grupos de risco?

As principais DCNT incluem doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, câncer, doenças respiratórias crônicas e doenças metabólicas. Esses grupos de risco geralmente apresentam maior prevalência dessas condições devido a fatores comportamentais e sociais.

Como a intervenção em grupos de risco pode reduzir a incidência de DCNT?

Ao direcionar ações específicas, como orientações, exames preventivos e mudança de comportamentos, podemos diminuir fatores de risco, detectar doenças precocemente e melhorar os desfechos de saúde.

Qual o papel das políticas públicas na abordagem dos grupos de risco de DCNT?

As políticas públicas são fundamentais para criar ambientes favoráveis à saúde, promover educação, ampliar o acesso aos serviços e estabelecer programas de prevenção direcionados às populações mais vulneráveis.

Conclusão

A atuação sobre os grupos de DCNT que fazem parte do plano de enfrentamento é imprescindível para reduzir o impacto dessas doenças na população brasileira. Conhecer as particularidades de cada grupo, implementando ações específicas e promovendo uma abordagem multidisciplinar, possibilita avanços significativos na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

O combate às DCNT é uma responsabilidade coletiva que exige ações coordenadas, investimento em saúde pública e conscientização social. Como bem afirmou a Organização Mundial da Saúde, “a saúde é um direito humano fundamental, e a prevenção de DCNT deve estar ao alcance de todos”. Assim, cada um de nós pode contribuir para construir uma sociedade mais saudável e resiliente.

Referências

Este artigo foi elaborado para fornecer orientações valiosas e aprofundadas sobre os principais grupos de DCNT que fazem parte do plano de enfrentamento, promovendo a conscientização e ações efetivas.