Os Estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins: Ocupação do Bioma Brasileiro
A diversidade biológica do Brasil é uma das maiores do mundo, composta por diversos biomas que moldam o ecossistema do país. Entre esses, os estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins desempenham papéis essenciais na preservação de diferentes ecossistemas, refletindo a complexidade e riqueza natural dessa região do território nacional. Conhecer a ocupação desses estados e sua relação com os biomas brasileiros é fundamental para promover ações sustentáveis e garantir a conservação da biodiversidade.
Este artigo abordará detalhadamente a ocupação dos biomas presentes nesses estados, sua importância ecológica, os desafios enfrentados e as estratégias de proteção adotadas, além de responder a perguntas frequentes relacionadas ao tema. Acompanhe conosco para entender como Minas Gerais, Goiás e Tocantins contribuem para a diversidade do bioma brasileiro e o que podemos fazer para preservá-lo.

Os principais biomas presentes em Minas Gerais, Goiás e Tocantins
Bioma Mata Atlântica
Apesar de grande parte da Mata Atlântica estar concentrada na faixa litorânea do Brasil, sua presença também se manifesta em áreas de relevo mais elevado de Minas Gerais, principalmente nas regiões próximas às serras e no parque estadual do Itacolomi.
Bioma Cerrado
O Cerrado é considerado o segundo maior bioma brasileiro, abrangendo aproximadamente 23% do território nacional. Minas Gerais, Goiás e Tocantins possuem áreas extensas desse bioma, que apresenta uma vegetação de savana com alta biodiversidade.
Bioma Amazônia
Embora predominantemente na região Norte, o Tocantins possui uma pequena porção de floresta amazônica, especialmente na sua bacia hidrográfica. Essa presença reserva uma importante função no equilíbrio ecológico da região.
Bioma Caatinga
Localizado na parte nordeste do Brasil, em áreas do Tocantins e de Goiás, o bioma Caatinga apresenta uma vegetação adaptada ao clima semiárido, influenciando os ecossistemas dessas regiões.
A ocupação dos estados e a relação com os biomas brasileiros
Minas Gerais: do Bioma Mata Atlântica ao Cerrado
Minas Gerais é um estado com relevo predominantemente de relevo montanhoso, caracterizado pela presença de serras, como a Serra do Curral e a Serra da Mantiqueira. Sua ocupação histórica concentrou-se nas áreas de relevo mais acessível, que hoje preservam fragmentos de Mata Atlântica, especialmente no sul e na Zona da Mata.
Contudo, grande parte do território de Minas Gerais é composta por áreas de Cerrado, que compreendem cerca de 46% da vegetação do estado. A ocupação humana, especialmente na região centro-oeste, trouxe desafios de desmatamento e degradação do bioma, especialmente devido à agricultura e mineração (1).
Goiás: expansão do Cerrado e áreas de transição
Goiás é um estado predominantemente ocupado pelo bioma Cerrado, que cobre cerca de 89% da sua extensão territorial. O estado tem uma importância estratégica na preservação desse bioma, sendo considerado um dos principais corredores de biodiversidade do país.
Entretanto, a expansão agropecuária e a urbanização têm provocado desmatamento e fragmentação de áreas de Cerrado, ameaçando a estabilidade ecológica da região. Além disso, Goiás abriga áreas de transição entre o Cerrado e outras formações vegetais, como a Caatinga ao norte.
Tocantins: o jovem estado e sua biodiversidade
Tocantins, criado oficialmente em 1988, apresenta uma ocupação mais recente e uma diversidade de biomas correspondente às áreas de transição entre Cerrado e Amazônia. A maior parte do território é coberta pelo bioma Cerrado, com áreas de floresta amazônica no norte, especialmente na Bacia do Rio Tocantins.
A ocupação humana começou a acelerar a partir da década de 1970, principalmente com a implantação de projetos de desenvolvimento agrícola, como a agricultura de corte e queima, que impactam a biodiversidade local.
Estrutura e distribuição dos biomas nos estados
| Estado | Biomas predominantes | Áreas de destaque | Percentual de ocupação (%) |
|---|---|---|---|
| Minas Gerais | Mata Atlântica, Cerrado | Parque da Serra do Cipó, Parque Estadual do Rio Doce | Mata Atlântica (12%), Cerrado (46%) |
| Goiás | Cerrado, transição para Caatinga | Chapada dos Veadeiros, Rio Preto | Cerrado (89%), Caatinga (4%) |
| Tocantins | Cerrado, até áreas de floresta amazônica | Bacia do Rio Tocantins, Parque Estadual do Lajeado | Cerrado (78%), Amazônia (7%) |
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2023.
Desafios na conservação dos biomas ocupados nesses estados
Desmatamento e degradação ambiental
A expansão agrícola, mineração, urbanização desordenada e projetos de infraestrutura têm provocado significativa perda de cobertura vegetal. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil perdeu aproximadamente 8,4 milhões de hectares de áreas de vegetação natural entre 2019 e 2022 (2).
Fragmentação dos habitats
A expansão das fronteiras agrícolas resulta em áreas isoladas de vegetação, dificultando a movimentação de espécies selvagens e comprometendo processos ecológicos essenciais para a biodiversidade.
Mudanças climáticas
As alterações no clima global impactam os biomas, por exemplo, provocando secas mais severas no Cerrado e na Caatinga, além de interferir nos ciclos de chuva, com consequências diretas na fauna e flora locais.
Políticas públicas e a importância da proteção
Questões como a regularização fundiária, implementação de unidades de conservação e incentivo à agroecologia são cruciais para diminuição do impacto humano nos biomas de Minas Gerais, Goiás e Tocantins.
Estratégias de conservação e sustentabilidade
Áreas protegidas e unidades de conservação
A criação de parques nacionais, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental ajuda na preservação dos fragmentos de biomas. Por exemplo:
- Parque Nacional da Serra da Canastra (Minas Gerais)
- Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (Goiás)
- Estação Ecológica do Lajeado (Tocantins)
Recuperação de área degradadas
Projetos de reflorestamento e recuperação de áreas impactadas são essenciais para restaurar a biodiversidade e promover a conectividade entre os fragmentos de habitat.
Incentivo à agroecologia e práticas sustentáveis
Práticas agrícolas que reduzam o uso de agroquímicos, preservem o solo e fomentem a agricultura orgânica são estratégias para conciliar desenvolvimento com conservação ambiental.
Para mais informações sobre políticas de proteção de biomas, visite o Ministério do Meio Ambiente.
Educação ambiental e conscientização
Campanhas de sensibilização para a importância dos biomas e ações comunitárias de preservação são considerados pilares para o sucesso das estratégias de conservação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais biomas predominam em Minas Gerais, Goiás e Tocantins?
Minas Gerais possui principalmente Mata Atlântica e Cerrado, Goiás é quase inteiramente Cerrado, e Tocantins é predominante Cerrado com áreas de floresta amazônica no norte.
2. Como a ocupação humana impacta os biomas desses estados?
A expansão agrícola, urbanização, mineração e infraestrutura contribuem para o desmatamento, fragmentação de habitats e perda de biodiversidade.
3. Quais ações podem ajudar na preservação desses biomas?
A criação de unidades de conservação, práticas sustentáveis na agricultura, reflorestamento, educação ambiental e políticas públicas de proteção são essenciais.
4. Como as mudanças climáticas afetam esses biomas?
Secas mais intensas, alteração nos ciclos de chuva e aumento da temperatura prejudicam a flora, fauna e processos ecológicos.
5. Onde posso obter mais informações sobre a fauna e flora desses biomas?
Sites como o IBGE e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) oferecem dados aprofundados.
Conclusão
A ocupação dos Estados de Minas Gerais, Goiás e Tocantins é intrinsicamente ligada aos diversos biomas brasileiros, cada um com suas características únicas e importância ecológica. O entendimento dessas relações é fundamental para que possamos desenvolver estratégias de preservação efetivas, minimizando os impactos ambientais causados pelo desenvolvimento econômico e pela ocupação desordenada.
A preservação desses biomas não é responsabilidade apenas de governos e organizações não-governamentais, mas de toda a sociedade. Cada ação, como a adoção de práticas sustentáveis, educação ambiental e apoio às unidades de conservação, contribui para a manutenção da biodiversidade e a sustentabilidade do Brasil.
Como diz a bióloga e conservationista Dr. Sylvia Earle:
“Ao proteger o que resta, garantimos nossa própria sobrevivência.”
Vamos juntos promover a conscientização e ações concretas para conservar o patrimônio natural de Minas Gerais, Goiás e Tocantins, assegurando um futuro mais sustentável.
Referências
IBGE. (2023). Divisão do Território Nacional. Disponível em: https://www.ibge.gov.br
INPE. (2022). Monitoramento da Cobertura Florestal. Disponível em: http://terrabrasilis.dpi.inpe.br
Ministério do Meio Ambiente. (2023). Políticas de Conservação. Disponível em: https://mma.gov.br
Plataformas de dados ambientais do governo federal e ONGs ambientais brasileiras.
MDBF