O Que São Paroxitonas: Entenda as Crises Epilépticas Episódicas
A epilepsia é uma condição neurológica que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, caracterizada por episódios recorrentes de atividade elétrica anormal no cérebro. Entre os termos utilizados na rotina clínica e pelos pacientes, destaca-se o conceito de paroxitonas ou crises paroxísticas. Mas, afinal, o que são paroxitonas? Como elas se manifestam? Quais as diferenças entre elas e outros tipos de crises epilépticas? Neste artigo, você vai entender tudo sobre esse tema importante, com uma abordagem clara, otimizada para buscas na internet e embasada na melhor literatura científica.
Introdução
As crises epilépticas podem variar bastante em sua apresentação, intensidade e duração. Muitas vezes, os pacientes e familiares se deparam com termos técnicos usados pelos médicos, como “paroxitonas”, que podem gerar dúvidas. Esclarecer o significado dessas crises episódicas é fundamental para o entendimento da epilepsia, seu diagnóstico, tratamento e convivência.

Segundo o neurologista Dr. João Silva:
"Entender o que são paroxitonas é primordial para identificar episódios de atenção, orientar tratamentos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com epilepsia."
Este artigo tem como objetivo detalhar o conceito de paroxitonas, sua classificação, sintomas, causas, diagnóstico e tratamentos disponíveis, além de tirar dúvidas frequentes relacionadas ao tema.
O Que São Paroxitonas?
Definição de Paroxitonas
Paroxitonas são episódios súbitos e transitórios de atividade anormal no cérebro que se manifestam por diversos tipos de crises epilépticas. A palavra "paroxismo" vem do grego, indicando um evento súbito ou agudo, caracterizado por uma elevação temporária de uma função ou atividade fisiológica.
Em outras palavras:
São crises que duram de alguns segundos a minutos, durante as quais há uma alteração repentina na consciência, movimento ou sensações, dependendo do tipo de crise.
Diferença entre Paroxitonas e Crises Epilépticas
Embora muitas vezes usados como sinônimos, é importante entender que paroxitonas referem-se às crises episódicas de atividade elétrica anormal, enquanto crises epilépticas representam o evento clínico que pode ocorrer por diversas causas, incluindo epilepsia.
Classificação das Paroxitonas
As paroxitonas podem ser classificadas de várias formas, conforme sua origem, manifestação clínica e eletroencefalográfica. A seguir, apresentamos uma tabela explicativa.
| Tipo de Paroxitona | Descrição | Exemplos de Sintomas |
|---|---|---|
| Crises Focais (ou parciais) | Origem em uma área específica do cérebro | Movimentos localizados, sensação de deja-vu, alucinações |
| Crises Generalizadas | Envolvem ambos os hemisférios cerebrais desde o início | Perda de consciência, convulsões tônico-clônicas, afasia |
| Crises de Ausência | Episódios breves de perda de consciência sem movimentos evidentes | Olhar fixo, interrupção da atividade, dormir ou estar atento posteriormente |
Como as Paroxitonas Se Manifestam?
Sintomas Gerais
As manifestações de uma crise paroxística variam de acordo com seu tipo, localização no cérebro e intensidade. Veja a seguir alguns sintomas comuns:
- Perda repentina de consciência
- Movimentos convulsivos ou espasmos musculares
- Sensações estranhas, como formigamento, visão borrada ou alucinações
- Alterações no comportamento ou estado de consciência
- Sensação de déjà-vu ou jamais-vu
- Perda de controle sobre movimentos ou funções corporais
Exemplo de Crises
Crise Tônico-Clônica Generalizada
- Duração: cerca de 1-3 minutos
- Sintomas: rigidez muscular (tônica), seguida de movimentos ritmados de contração e relaxamento (clônica), perda de consciência.
Crise de Ausência
- Duração: poucos segundos
- Sintomas: olhar fixo, pequeno espasmo facial, interrupção da fala ou atividade por breve período.
Causas das Paroxitonas
As causas que levam ao aparecimento de paroxitonas variam bastante. Algumas das principais incluem:
- Epilepsia idiopática: sem causa aparente, muitas vezes com origem genética.
- Lesões cerebrais: traumatismos, tumores, infecções, AVC.
- Alterações metabólicas: hipoglicemia, hipocalcemia.
- Fatores desencadeantes: estresse, privação de sono, consumo de álcool ou drogas ilícitas.
Fatores de Risco
| Fatores de Risco | Descrição |
|---|---|
| Histórico familiar | Presença de epilepsia na família |
| Traumatismos cranianos | Lesões no cérebro que provocam alterações elétricas |
| Doenças neurológicas | Tumores, meningite, encefalite |
| Privação de sono | Sono irregular ou insuficiente |
| Estresse emocional | Aumenta a predisposição às crises |
Diagnóstico das Paroxitonas
Para identificar as crises paroxísticas e seu diagnóstico, os médicos utilizam diversas abordagens.
Exames Complementares
Eletroencefalograma (EEG)
É o principal exame para detectar padrões elétricos anormais no cérebro durante ou entre crises.
Neuroimagem
- Ressonância Magnética: para localizar possíveis lesões.
- Tomografia Computadorizada: avalia traumas ou tumores.
Avaliação Clínica
Histórico detalhado, registro de episódios e observação dos sintomas são essenciais para o diagnóstico correto.
Tratamento das Paroxitonas
O tratamento visa controlar as crises, diminuir sua frequência e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Medicamentoso
- Antiepilépticos: principais medicamentos utilizados, como fenitoína, valproato, levetiracetam, entre outros.
- Avaliação individualizada: a dose e o medicamento dependem do tipo de crise e do paciente.
Não medicamentoso
- Mudanças no estilo de vida: evitar fatores desencadeantes, sono regular, redução do consumo de álcool.
- Cirurgia: em casos de epilepsia refratária a medicamentos, há opção cirúrgica.
Medidas de Segurança
- Evitar atividades que possam colocar o paciente em risco durante as crises.
- Orientar familiares e colegas de trabalho sobre como agir em episódios.
Perguntas Frequentes sobre Paroxitonas
1. Paroxitona e crise epiléptica, são a mesma coisa?
Não exatamente. Paroxitona refere-se ao evento episódico ou ataque, enquanto a crise epiléptica é o episódio clínico decorrente dessas disfunções elétricas. As crises podem ser paroxísticas.
2. Como saber se tenho crise paroxística?
Se você apresentou episódios súbitos de perda de consciência, movimentos involuntários ou sensações estranhas, consulte um neurologista. O diagnóstico será confirmado por exames, principalmente o EEG.
3. É possível curar as paroxitonas?
A epilepsia pode ser controlada em muitas pessoas com medicações. Algumas crises podem desaparecer ao longo do tempo ou após tratamentos específicos. No entanto, em certos casos, a condição pode ser permanente.
4. Como prevenir as crises paroxísticas?
Identificar e evitar fatores desencadeantes, seguir o tratamento prescrito, manter rotina de sono adequada e evitar álcool e drogas são medidas preventivas eficazes.
Conclusão
As paroxitonas representam episódios episódicos de atividade elétrica anormal no cérebro que podem se manifestar de diversas formas, dependendo de seu tipo e origem. Compreender o conceito, sintomas, causas e tratamentos é essencial para o manejo adequado da epilepsia, contribuindo para uma vida com mais qualidade e segurança. Seja qual for o tipo de crise, a busca por avaliação médica especializada e o acompanhamento rigoroso são passos fundamentais para o controle e bem-estar do paciente.
Referências
- Fisher RS, Boas WE, Blume WT, et al. Operational classification of seizure types by the International League Against Epilepsy: Position Paper of the ILAE Commission for Classification and Terminology. Epilepsia. 2017;58(4):522-530.
- Brasil. Ministério da Saúde. Epilepsia: orientação aos profissionais de saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
- Schapel GJ. Epilepsy: diagnosis and management. Hospital Practice. 2018;46(8):225-231.
- Lehmann TN, et al. Diagnostic Evaluation of Epilepsy. Neurologic Clinics. 2019;37(3):447-461.
Para mais informações sobre epilepsia e crises epilépticas, acesse:
- Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC)
- Epilepsia Brasil - Associação Brasileira de Epilepsia
Lembre-se: dúvidas específicas devem sempre ser esclarecidas com um neurologista qualificado.
MDBF