O que é Sujeito: Guia Completo Sobre Sujeitos na Gramática
Na elaboração de uma frase, compreender os componentes que a formam é fundamental para a comunicação eficaz. Entre esses componentes, o sujeito desempenha um papel central na estrutura da oração. Muitas vezes, por mais que sejamos familiarizados com o conceito de sujeito, dúvidas surgem na hora de identificar seu funcionamento, suas variações e regras específicas. Este artigo tem como objetivo esclarecer todas essas questões, apresentando de forma detalhada o que é sujeito na gramática, sua importância, tipos e dicas para identificá-lo com facilidade.
Segundo a renomada linguista Evanildo Bechara, "o sujeito é o termo da oração que realiza a ação expressa pelo verbo ou de quem ou do que se fala na oração." Assim, compreender o sujeito é essencial para aprimorar a leitura, interpretação e redação de textos.

O que é Sujeito?
Definição de Sujeito na Gramática
O sujeito é uma função sintática de oração que indica quem ou o que realiza a ação do verbo ou de quem se fala na frase. Ele é aquele termo que determina o verbo e concorda com ele em número e pessoa. Em outras palavras, o sujeito é o elemento principal que dá sentido ao que está sendo expressado na oração.
Exemplos Simples
Maria gosta de café.
(Maria é o sujeito, quem gosta de café).A criança brinca no parque.
(A criança é o sujeito).
Importância do Sujeito na Construção da Frase
A presença do sujeito na frase orienta toda a estrutura do enunciado, influenciando a concordância verbal e/o nominal, além de facilitar a compreensão do que está sendo comunicado.
Tipos de Sujeito
Existem diferentes classificações de sujeito, cada uma com suas características específicas. Conhecer os tipos auxilia na correta análise sintática das orações.
Sujeito Simples
Quando há apenas um núcleo no sujeito.
Exemplo:
A menina corre na praia. (Núcleo: menina)
Sujeito Composto
Quando há dois ou mais núcleos no sujeito.
Exemplo:
O cachorro e o gato brincam no quintal. (Núcleos: cachorro, gato)
Sujeito Oculto (ou Desinencial)
Quando o sujeito não está expresso na oração, mas pode ser facilmente identificado pela conjugação verbal.
Exemplo:
Vamos ao cinema. (Sujeito oculto: nós)
Nota: O sujeito está oculto na flexão do verbo "vamos".
Sujeito Indeterminado
Quando não se quer ou não se pode identificar quem realiza a ação.
Exemplo:
Falam muitas línguas no mundo.
Estuda-se muito nesta escola.
Sujeito Inexistente (ou Frase sem Sujeito)
Quando a oração não possui sujeito, normalmente em construções com verbos impessoais.
Exemplo:
Chove muito nesta época.
| Tipo de Sujeito | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Simples | Núcleo único | A criança brinca. |
| Composto | Dois ou mais núcleos | Os meninos e as meninas jogam bola. |
| Oculto | Não expresso, identificado pela conjugação verbal | Fui ao mercado (eu). |
| Indeterminado | Não se sabe ou não se quer identificar o sujeito | Precisa-se de trabalhadores. |
| Inexistente (Impessoal) | Verbo sem sujeito, sem quem realiza ação | Chove bastante. |
Como Identificar o Sujeito na Frase
Passo a Passo
- Identifique o verbo principal: Verifique qual é o verbo que rege a oração.
- Pergunte quem ou o quê: Faça as perguntas "Quem?" ou "O quê?" ao verbo.
- Observe a presença de sujeitos ocultos: Verifique se o sujeito está implícito na conjugação verbal.
- Considere o contexto: Em frases sem sujeito explícito, analise o significado geral para determinar o sujeito.
Exemplos para Prática
O vento leva as folhas.
Pergunta: Quem leva as folhas? → O vento. → Sujeito simples.Choveu bastante ontem.
Pergunta: Quem choveu? → Não há sujeito explícito. Verbo impessoal.
A Concordância Verbal com o Sujeito
Manter a concordância verbal adequada é fundamental para a correção da oração. O verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa.
| Número do Sujeito | Exemplo de Concordância | Verbo Exemplo |
|---|---|---|
| Singular | A menina canta bem. | canta |
| Plural | As meninas cantam bem. | cantam |
Dicas para Melhor Conhecer o Sujeito
- Observe a conjugação do verbo na oração.
- Faça as perguntas "Quem?" ou "O quê?" ao verbo.
- Pratique análise sintática com exemplos diversos.
- Leia bastante textos variados para perceber diferentes estruturas de sujeito.
Questões Frequentes (Perguntas e Respostas)
1. O que é sujeito nominal e qual a sua diferença em relação ao sujeito simples?
Resposta: O sujeito nominal é quando há um núcleo do sujeito acompanhado por termos acessório ou determinantes, formando um núcleo mais elaborado, mesmo assim, considerado núcleo principal. Enquanto o sujeito simples possui apenas um núcleo, o nominal pode ter predicativos ou complementos.
2. Como identificar o sujeito oculto?
Resposta: O sujeito oculto, ou desinencial, não aparece explicitamente na frase, mas seu pronome está implícito na conjugação do verbo. Para identificá-lo, analise a forma verbal e veja a quem ela se refere.
3. Qual a diferença entre sujeito indeterminado e sujeito inexistente?
Resposta: O sujeito indeterminado é aquele que não se pode determinar, muitas vezes por escolha do falante ou por impossibilidade de identificação, como em "Falam muito aqui". Já o sujeito inexistente ocorre em frases com verbos impessoais, como "Choveu ontem", onde não há quem pratique a ação.
4. Pode o sujeito ser composto por orações subordinadas?
Resposta: Sim, o sujeito pode ser uma oração, formando um sujeito composto por oração subordinada. Exemplo: Que você venha cedo é importante.
Conclusão
Compreender o que é sujeito na gramática é essencial para qualquer estudante ou profissional que deseja aprimorar sua expressão na língua portuguesa. Identificar corretamente o sujeito, suas variações e suas funções contribui para uma comunicação mais clara e eficiente. Lembre-se de praticar bastante a análise sintática e de consultar fontes confiáveis para aprofundar seus conhecimentos.
A leitura contínua e o estudo da estrutura das frases ajudam a internalizar esses conceitos, aprimorando seu domínio da língua portuguesa.
Referências
- BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. 37ª edição. Rio de Janeiro: Lucerna, 2009.
- FARACO, Carlos Alberto. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. São Paulo: Ática, 2010.
- Fundação Dom Cabral - Guia de gramática
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