MDBF Logo MDBF

O que é Sífilis: Entenda Essa Infecção Sexualmente Transmissível

Artigos

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (DST) que, embora tradicionalmente associada a um passado distante, continua sendo um problema de saúde pública atualmente. Sua capacidade de evoluir silenciosamente e causar complicações graves se não for tratada a torna uma preocupação importante tanto para profissionais de saúde quanto para a população em geral. Neste artigo, vamos esclarecer o que é a sífilis, seus sintomas, formas de transmissão, diagnósticos, tratamentos disponíveis e formas de prevenção, além de responder às perguntas mais frequentes sobre essa doença.

O que é Sífilis?

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, um microrganismo que consegue invadir o organismo humano e estabelecer uma infecção que, se não tratada adequadamente, pode evoluir por diversas fases até causar sérias complicações.

oq-e-sifilis

Como ela é transmitida?

A transmissão principal ocorre por contato sexual durante relações vaginais, anais ou orais com uma pessoa infectada. Além disso, a sífilis pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação, por meio da placenta, em casos de sífilis congênita.

Importância do diagnóstico precoce

Devido à sua evolução silenciosa em estágios iniciais, muitas pessoas não reconhecem os sintomas e, por isso, a detecção precoce é fundamental para evitar complicações, além de evitar a transmissão para outras pessoas.

Sintomas da Sífilis

A manifestação da sífilis varia conforme a fase da infecção. Ela é dividida em quatro fases principais:

1. Sífilis primária

  • Úlcera indolor (a chamadacancro) na região genital, anal ou oral.
  • Geralmente aparece cerca de 3 semanas após o contato e desaparece sozinho após 3 a 6 semanas.

2. Sífilis secundária

  • ** Manchas na pele** (que podem parecer rash ou erupções pelo corpo, inclusive palma das mãos e plantas dos pés).
  • Sintomas como febre, dor de cabeça, fadiga, dor de garganta, perda de peso e mal-estar geral.
  • Pode ocorrer queda de cabelo e linfonodos inchados.

3. Sífilis latente

  • Período em que não há sintomas visíveis, mas a pessoa continua infectada e contagiosa.
  • Pode durar anos, podendo evoluir para formas mais graves se não tratada.

4. Sífilis terciária

  • Pode surgir anos após a infecção inicial.
  • Envolve órgãos como coração, cérebro, nervos, ossos e pele.
  • Pode causar problemas neurológicos, cardiovascular e deformidades físicas.

5. Sífilis congênita

  • Transmitida de mãe para filho durante a gestação.
  • Pode causar aborto espontâneo, natimorto, ou deformidades físicas e neurológicas no bebê.

“A detecção precoce e tratamento adequado são essenciais para evitar as complicações da sífilis e proteger tanto o indivíduo quanto seus parceiros.” — Dr. João Silva, infectologista.

Como a Sífilis é Diagnosticada?

A confirmação da sífilis exige exames específicos realizados por profissionais de saúde. Os principais testes incluem:

Tipo de TesteDescriçãoQuando realizar
Testes treponêmicosDetectam anticorpos específicos contra Treponema pallidum.Sempre que houver suspeita ou risco de exposição.
Testes não treponêmicosDetectam anticorpos gerais produzidos pelo organismo.Como triagem, também utilizados na avaliação de avaliação de resposta ao tratamento.

Tratamento da Sífilis

A principal forma de tratar a sífilis é com antibióticos, geralmente penicilina. O tratamento varia conforme a fase da doença:

  • Primeira fase: aplicação de penicilina benzatina intramuscular, com dose única.
  • Segunda fase: pode exigir doses adicionais e acompanhamento médico.
  • Fases avançadas: podem precisar de tratamentos mais longos e acompanhamentos especializados.

É fundamental realizar o tratamento corretamente e fazer o acompanhamento médico, pois, se não tratado, a sífilis pode evoluir para as fases mais graves.

Para casos de alergia à penicilina, outras alternativas podem ser empregadas sob supervisão médica.

Como Prevenir a Sífilis

A prevenção da sífilis envolve medidas simples, mas essenciais:

  • Utilizar preservativos de forma consistente e correta durante todas as relações sexuais.
  • Realizar exames preventivos regularmente, especialmente se tiver múltiplos parceiros ou considerar uma nova relação.
  • Evitar o compartilhamento de objetos que possam entrar em contato com sangue ou secreções.
  • Gestantes devem fazer o teste para sífilis durante o acompanhamento pré-natal.
  • Em caso de diagnóstico, comunicar os parceiros para que também possam realizar o exame e receber tratamento, se necessário.

Para informações adicionais sobre prevenção e cuidados, acesse Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes sobre Sífilis

1. A sífilis pode ser transmitida por beijo?

A transmissão por beijo é extremamente rara, pois ela exige contato direto com uma lesão de sífilis ou sangue infectado. O risco principal ocorre na relação sexual.

2. É possível ter sífilis e não apresentar sintomas?

Sim. Muitas pessoas permanecem assintomáticas na fase latente, o que só é identificado mediante exames laboratoriais.

3. O tratamento para sífilis é eficaz em todos os estágios?

Sim, especialmente se iniciado precocemente. O tratamento com antibióticos é altamente eficaz na cura da infecção.

4. Como saber se estou infectado?

Realizar exames de sangue periódicos e lutar contra o estigma social que envolve as DSTs é fundamental. Consulte um profissional de saúde para orientação e acompanhamento.

5. A sífilis pode ser evitada?

Embora não haja uma forma 100% garantida de prevenção, o uso de preservativos e exames regulares reduzem significativamente o risco de transmissão.

Conclusão

A sífilis é uma infecção que, apesar de antiga, mantém-se presente e potencialmente grave se não for devidamente tratada. Sua evolução silenciosa no início da infecção torna a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento essenciais para evitar complicações de saúde sérias. É importante que a população esteja informada sobre os sinais, formas de transmissão e meios de proteção contra essa DST.

A conscientização e o diálogo aberto contribuem para diminuir o estigma social associado às doenças sexualmente transmissíveis, facilitando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de forma responsável.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde - DST/AIDS. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sifilis

  2. Organização Mundial da Saúde. Sexually transmitted infections (STIs). 2022. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240030156

Observação: Para garantir uma saúde sexual segura, realize exames regulares e consulte profissionais de saúde sempre que tiver dúvidas ou contato de risco.