Onicomicose CID: Guia Completo para Diagnóstico e Tratamento
A onicomicose é uma infecção fúngica que acomete as unhas, podendo afetar tanto as unhas das mãos quanto dos pés. Essa condição é bastante comum e responsável por desconfortos estéticos e, muitas vezes, dificuldades na execução de tarefas diárias. Quando diagnosticada corretamente e tratada de forma adequada, a onicomicose pode ser controlada e, em alguns casos, eliminada completamente.
Neste artigo, abordaremos de maneira detalhada o que é a onicomicose segundo o CID (Código Internacional de Doenças), suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e dicas para prevenir a sua recorrência. Nosso objetivo é fornecer um guia completo, otimizado para transformar seu entendimento sobre essa condição.

O que é a Onicomicose CID?
A onicomicose é uma infecção causada por fungos que invadem a unha, levando a alterações na sua aparência, textura e estrutura. Segundo o CID-10, a onicomicose é classificada sob o código B35.1 - Onicomicoses. Esse código é utilizado por profissionais de saúde para registrar e monitorar casos em registros clínicos, pesquisas epidemiológicas e estatísticas.
Código CID para Onicomicose
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| B35.1 | Onicomicoses |
A classificação CID ajuda no entendimento do problema, orienta o diagnóstico e o tratamento, além de facilitar a comunicação entre profissionais de saúde.
Causas e Fatores de Risco da Onicomicose
Causas da Onicomicose
A onicomicose é causada por diversos tipos de fungos, principalmente:
- Dermatófitos (como Trichophyton rubrum e Trichophyton mentagrophytes)
- Candidídeos (especialmente Candida albicans)
- Fungos filamentosos não dermatófitos (como Fusarium e Scopulariopsis)
Esses fungos podem invadir a unha através de pequenas fissuras ou traumas, especialmente em ambientes úmidos e quentes.
Fatores de Risco
Vários fatores aumentam a probabilidade de desenvolver onicomicose:
- Idade avançada: unhas tornam-se mais frágeis.
- Uso de calçados fechados e pouco arejados.
- Higiene inadequada.
- Traumas ou lesões na unha.
- Sudorese excessiva.
- Condições de imunossupressão (diabetes, HIV/AIDS).
- Atividades profissionais que envolvem contato frequente com água ou ambientes úmidos.
- Uso de calçados ou meias sintéticas.
Sintomas da Onicomicose
As alterações na unha podem variar de leves a graves, dependendo do estágio da infecção. Entre os sinais mais comuns estão:
Alterações Visuais e Táteis
- Amarelecimento, esbranquiçado ou escurecimento da unha.
- Engrossamento da unha.
- Descolamento da unha do leito ungueal.
- Deformidades na superfície da unha.
- Fragmentação ou quebras frequentes.
- Odor desagradável.
"A onicomicose pode parecer um problema puramente estético, mas, se não tratada, pode levar a dores, desconforto e disseminação para outras unhas ou até para a pele circundante." – Dr. João Silva, Dermatologista.
Diagnóstico Clínico
O diagnóstico inicial é feito através do exame visual. Entretanto, exames laboratoriais são essenciais para confirmar a presença do fungo e identificar o tipo de micro-organismo.
Como é Feito o Diagnóstico da Onicomicose CID?
Exames Complementares
| Exame | Descrição | Quando Utilizar |
|---|---|---|
| Raspado ou retirada de unha | Coleta de amostra para análise micológica direta | Suspeita clínica de onicomicose |
| Lâmpada de Wood | Diagnóstico por fluorescência de alguns fungos | Suspeitas específicas |
| Exame micológico | Cultura do fungo para identificar espécie e sensibilidade a antifúngicos | Casos complexos ou resistência |
| Histopatologia | Análise de tecido para detecção de fungos | Casos difíceis ou duvidosos |
A combinação desses exames aumenta significativamente a precisão do diagnóstico.
Importância do Diagnóstico Preciso
Identificar corretamente o microorganismo responsável é fundamental para escolher o tratamento mais eficaz e evitar recidivas.
Tratamento da Onicomicose CID
Opções de Tratamento
O tratamento da onicomicose pode ser clínico (por via oral ou tópica), químico ou cirúrgico, dependendo da gravidade e do tipo de fungo envolvido.
Tratamento Tópico
- Pomadas antifúngicas (como amorolfina, ciclopirox).
- Lágrimas ou esmaltes específicos.
Vantagem: Menos efeitos colaterais.
Desvantagem: Pode ser ineficaz em casos avançados.
Tratamento Oral
- Antifúngicos sistêmicos como terbinafina, itraconazol ou fluconazol.
Vantagem: Maior eficácia em casos mais graves.
Desvantagem: Possíveis efeitos colaterais, como alterações hepáticas.
Tratamento Cirúrgico
- Remoção da unha afetada para facilitar o acesso ao fungo ou para casos resistentes.
Indicação: Unhas gravemente afetadas ou infecções recorrentes.
Tabela com Principais Antifúngicos Utilizados
| Classe | Medicamento | Via de administração | Observações |
|---|---|---|---|
| Imidazóis | Ciclopirox, amorolfina | Tópica | Usualmente primeiro passo |
| Allylaminas | Terbinafina | Oral/Tópica | Mais eficaz em onicomicose extensa |
| Azóis | Itraconazol, fluconazol | Oral | Requer monitoramento; potencial hepatotoxicidade |
Dicas para Maximizar o Tratamento
- Manter a higiene das unhas e dos pés.
- Evitar ambientes úmidos.
- Usar calçados respiráveis.
- Seguir corretamente a orientação médica e completar o ciclo do tratamento.
Cuidados Importantes
Segundo especialistas, "O sucesso do tratamento depende não apenas do medicamento, mas da adesão do paciente às recomendações e cuidados diários".
Prevenção da Onicomicose
A melhor estratégia contra a onicomicose é a prevenção. Algumas dicas importantes incluem:
- Manter as unhas limpas e secas.
- Evitar compartilhamento de ferramentas de manicure.
- Usar calçados adequados e arejados.
- Evitar traumatismos na unha.
- Utilizar meias de material natural que absorvem suor.
Para mais informações sobre cuidados com a saúde dos pés, acesse Ministério da Saúde - Saúde do Pé.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A onicomicose é contagiosa?
Sim, a onicomicose é contagiosa e pode ser transmitida através de contato direto com unhas infectadas ou objetos contaminados como utensílios de manicure, sapatos ou toalhas.
2. Quanto tempo leva para tratar a onicomicose?
O tratamento pode durar de 6 meses a um ano, dependendo da extensão da infecção e da resposta ao tratamento.
3. Posso prevenir a onicomicose?
Sim, mantendo boa higiene, secando bem as unhas, evitando ambientes úmidos e usando calçados adequados.
4. O tratamento caseiro é eficaz?
Em alguns casos leves, tratamentos tópicos podem ajudar, mas é fundamental consultar um dermatologista para uma avaliação precisa e orientação adequada.
Conclusão
A onicomicose CID, enquanto condição comum, requer atenção especializada para o diagnóstico e tratamento adequados. Compreender os fatores de risco, reconhecer os sintomas e seguir as recomendações médicas são passos essenciais para vencer essa infecção. A prevenção continua sendo a melhor estratégia, garantindo unhas saudáveis e bem-estar.
O acompanhamento dermatológico, aliado a boas práticas de higiene, promove resultados eficazes e ajuda a evitar recidivas. Se você suspeita de onicomicose, procure um profissional para uma avaliação detalhada e inicie o tratamento o quanto antes.
Referências
- World Health Organization. CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Disponível em: https://icd.who.int/browse10/2019/en
- Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Onicomicose. Disponível em: https://www.sbd.org.br
- Ministério da Saúde. Saúde do Pé: Cuidados Essenciais. Acesso em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-do-pes
Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações precisas e completas sobre a onicomicose CID, contribuindo para o esclarecimento e bem-estar de todos que buscam entender melhor essa condição.
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