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Oclusão Arterial Aguda CID: Diagnóstico e Tratamento Efetivo

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A oclusão arterial aguda (OAA) é uma condição médica de emergência que requiere diagnóstico rápido e tratamento eficiente para evitar complicações graves, como a perda de membros ou a morte. Quando associada ao CID (Classificação Internacional de Doenças), a condição recebe uma codificação específica que auxilia na padronização do diagnóstico e do tratamento. Este artigo visa explorar de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a oclusão arterial aguda com código CID, abordando desde os conceitos básicos até as estratégias de abordagem clínica mais eficazes.

Introdução

A oclusão arterial aguda ocorre quando há uma interrupção súbita do fluxo sanguíneo em uma artéria, levando à isquemia do tecido irrigado por ela. Essa condição pode resultar de várias causas, como trombose, embolia, traumatismos ou dissecções arteriais. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é fundamental uma resposta rápida para diminuir a mortalidade e as sequelas.

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A codificação CID caracteriza essa condição, facilitando a padronização de registros e estudos epidemiológicos, além de orientar estratégias de tratamento e acompanhamento.

O que é Oclusão Arterial Aguda?

Definição

A oclusão arterial aguda é a interrupção súbita do fluxo sanguíneo em uma artéria, causada por um evento que obstrui o vaso sanguíneo de forma rápida. Pode afetar qualquer artéria do corpo, mas com maior incidência em artérias coronárias, cerebrais, femorais e dos membros superiores.

Causas principais

  • Trombose arterial: formação de um coágulo dentro da artéria.
  • Embolia arterial: deslocamento de um trombo ou de partículas de material de outra localização.
  • Trauma: fraturas ou ferimentos que comprimem ou lesionam vasos sanguíneos.
  • Dissecção arterial: rasgamento na parede arterial que obstrui o fluxo.

Fatores de risco

Fatores de riscoDescrição
AteroscleroseAcúmulo de placas nas paredes arteriais
FumoHempismo que aumenta a formação de coágulos
Hipertensão arterialEleva o risco de dissecções e tromboses
Diabetes mellitusPode acelerar processos ateroscleróticos
Idade avançadaAumenta incidência de eventos trombóticos e embolicos
Fibrilação atrialPrincipal causa de embolia cerebral e periférica

Classificação CID da Oclusão Arterial Aguda

No sistema CID-10, a oclusão arterial aguda é codificada de acordo com sua localização e etiologia. Algumas das principais categorias incluem:

Código CID-10Descrição
I63.0Infarto cerebral devido à oclusão de uma artéria cerebral central
I74.0Embolia e êmbolo arterial não classificado em outra parte
I70.2Aterosclerose da artéria do membro inferior (com risco de oclusão)
I74.3Embolia de artéria de origem não especificada
I65.0Oclusão de artéria do círculo de Willis (do cérebro)

A correta codificação conforme a CID é essencial para o registro clínico, epidemiológico e para planejamento de recursos de saúde.

Diagnóstico da Oclusão Arterial Aguda

Avaliação clínica

O diagnóstico inicial costuma ser feito com anamnese detalhada e exame físico minucioso, buscando sinais de isquemia.

Sinais e sintomas mais comuns:

  • dor súbita e intensa
  • palidez
  • frio na extremidade afetada
  • perda de pulso distal
  • parestesia
  • fraqueza ou paralisia

Exames complementares

ExameObjetivo
Ultrassonografia DopplerAvaliar fluxo sanguíneo; identificar obstruções
Angiotomografia (Angio-TC)Visualizar detalhadamente as artérias afetadas
Angiografia digitalConfirmação diagnóstica e planejamento intervencional
Raio-X de membrosAvaliar possíveis trauma ou complicações associadas

Critérios diagnósticos

  • Súbita perda de função de uma extremidade ou órgão.
  • Presença de sinais de isquemia.
  • Imagem indicando obstrução aguda.

Segundo a British Society for Endovascular Therapy, a avaliação rápida por sinais clínicos e exames de imagem é fundamental para o sucesso do tratamento.

Tratamento Efetivo da Oclusão Arterial Aguda

Objetivos do tratamento

  • Restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível.
  • Diminuir o risco de necrose ou amputação.
  • Prevenir complicações secundárias.

Abordagem inicial

  • Suporte vital: oxigenoterapia, controle da dor, controle glicêmico.
  • Anticoagulação: heparina de baixo peso molecular ou unfractionated para prevenir formação de novos coágulos.

Intervenções terapêuticas

Tratamento farmacológico

  • Administração de medicamentos anticoagulantes e trombolíticos.
  • Uso de antiagregantes plaquetários.

Tratamento cirúrgico e endovascular

ProcedimentoIndicaçãoVantagens
TromboendarterectomiaRemoção de trombos ou placas obstructivasRápido alívio dos sintomas, preservando o membro
Trombólise intravenosaDissolução do trombo em caso de embolia ou trombosePode evitar cirurgia, indicado em fases iniciais
Angioplastia e stentingReestabelecimento do fluxo por cateterMínimamente invasivo, alta taxa de sucesso
Cirurgia de BypassQuando outros métodos falham ou não são indicadosRevascularização definitiva

Para melhores resultados, é fundamental o reconhecimento precoce para evitar amputações ou sequelas severas.

Perfil de sucesso do tratamento

Fatores de sucessoDetalhes
Início do tratamento precoceDentro de 6 horas do início dos sintomas
Localização da obstruçãoArtérias de regiões terminais, maior risco de necrose
Estado geral do pacienteGeralmente melhor em pacientes com menos comorbidades
Presença de circulação colateralPode ajudar a diminuir o impacto isquêmico

Prevenção da Oclusão Arterial Aguda

  • Controle rigoroso de fatores de risco cardiovasculares.
  • Uso de medicação antitrombótica quando indicado.
  • Estilo de vida saudável: alimentação balanceada, prática regular de exercícios e não fumar.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais são os sinais de uma oclusão arterial aguda?

Sinais típicos incluem dor súbita e intensa, palidez, frio na extremidade afetada, perda de pulso, parestesia e fraqueza ou paralisia.

2. Quanto tempo tenho para procurar ajuda após os sintomas iniciarem?

Idealmente, o tratamento deve ser iniciado nas primeiras 6 horas, mas até 12 horas. Quanto mais cedo, melhor o prognóstico.

3. Quais exames podem confirmar a oclusão?

Exames de imagem como Doppler, Angiografia e Angio-TC são essenciais na confirmação e planejamento terapêutico.

4. Quais são as complicações possíveis?

Necrose do tecido, perda do membro, infecção, septicemia e morte.

5. A oclusão arterial pode ser evitada?

Sim, através do controle de fatores de risco, uso de medicação adequada e hábitos de vida saudáveis.

Conclusão

A oclusão arterial aguda representa uma emergência que exige diagnóstico rápido e tratamento imediato para preservar a vida e a integridade dos tecidos afetados. A compreensão do quadro clínico, uso adequado de exames complementares e intervenção precoce podem fazer toda a diferença no resultado final.

A codificação CID adequada também é fundamental para o registro epidemiológico e para o planejamento de políticas de saúde públicas. Como afirmou o renomado cardiologista Dr. Paulo Saldiva, “a rapidez e a precisão no atendimento de emergências vasculares podem salvar vidas e evitar sequelas permanentes.”

Investir na capacitação de profissionais de saúde e na conscientização da população é a chave para melhorar os desfechos dessa condição potencialmente fatal.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de emergências cardiovasculares. 2022.
  2. British Society for Endovascular Therapy. Guideline on acute limb ischemia. 2021.
  3. World Health Organization. Classificação Internacional de Doenças – CID-10. 2019.
  4. Silva, J. et al. Tratamento endovascular de oclusões arteriais agudas: revisão sistemática. Rev Bras Cir Card; 2020.

Para mais informações, acesse o site da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.