O Que Significa Ser Submissa: Entenda o Perfil e Significado
No universo das relações humanas, os conceitos de submissão e dominação frequentemente despertam curiosidade, especialmente em contextos de relacionamentos amorosos, BDSM ou mesmo nas dinâmicas sociais e profissionais. Mas afinal, o que significa ser submissa? Essa expressão, muitas vezes associada a contextos específicos, possui um entendimento mais amplo e complexo, envolvendo aspectos psicológicos, emocionais e culturais.
Este artigo busca esclarecer o significado de ser submissa, seus perfis, características e mitos relacionados, além de explorar como essa submissão pode se manifestar de formas diferentes e saudáveis.

O que é ser submissa?
Ser submissa refere-se a uma postura ou comportamento de entrega, obediência ou aceitação de uma autoridade, seja ela externa ou interna. A submissão pode ocorrer em diversos contextos, como em relacionamentos amorosos, profissionais ou sociais, e muitas vezes está ligada a uma escolha consciente de ceder certos aspectos do próprio desejo ou autonomia em prol de um objetivo maior ou de uma dinâmica específica.
Submissão na perspectiva psicológica
Na psicologia, a submissão muitas vezes é vista como uma resposta a dinâmicas de poder, onde o indivíduo aceita ou deseja entregar controle a outra pessoa ou entidade, seja por segurança, prazer, ou por mecanismos de relaxamento emocional. Importante frisar que, diferente de uma condição de vulnerabilidade ou opressão, a submissão consensual é uma escolha consciente e saudável.
Submissão em contextos de BDSM
Dentro do universo BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), a submissão é uma prática consensual onde uma pessoa opta por entregar certos níveis de controle a outra, geralmente durante sessões específicas ou relacionamentos estabelecidos com respeito aos limites de ambos.
Perfil da pessoa submissa
A pessoa que se identifica como submissa possui características e motivações que podem variar bastante, porém alguns traços comuns podem ser observados:
| Características da pessoa submissa | Descrição |
|---|---|
| Confiança | Confiança na relação e na pessoa dominante |
| Desejo de entrega | Interesse por ceder controle de forma consensuada |
| Sensibilidade emocional | Geralmente são pessoas sensíveis e intuitivas |
| Busca por segurança | Encontram na submissão uma forma de se sentirem protegidas |
| Autenticidade | Muitas vezes escolhem a submissão por preferência genuína |
Motivações para ser submissa
As motivações podem incluir:
- Prazer ou excitação sexual: Para muitas pessoas, a submissão faz parte de sua exploração sexual saudável.
- Busca por segurança emocional: Algumas procuram na submissão uma forma de se sentirem protegidas ou aceitas.
- Autoconhecimento: Entender os próprios limites e desejos através da submissão.
- Dinâmicas de poder: Desejo de experimentar papéis diferentes e explorar a dinâmica de comando e obediência.
Mitos e verdades sobre submissão
Existem muitos mitos que cercam o conceito de submissão, muitas vezes associados a estereótipos negativos ou equivocados.
Mitos comuns
Ser submissa é sinônimo de fraqueza
Fato: A submissão, quando consensuada, é uma escolha que exige força e autoconhecimento.Submissão equivale à vulnerabilidade total
Fato: A submissão é controlada pelo próprio indivíduo, que define limites e condições.Quem é submissa não é independente
Fato: Muitas pessoas submissas são altamente independentes em outras áreas de suas vidas.
Verdades importantes
- A submissão é uma escolha consciente e saudável quando praticada com respeito às vontades e limites de todos os envolvidos.
- A comunicação aberta é fundamental para uma relação de submissão segura e consensuada.
- Pode fazer parte do autoconhecimento e de uma sexualidade plena.
Como identificar uma pessoa submissa?
Identificar uma pessoa submissa pode não ser simples, uma vez que a submissão muitas vezes não é visível externamente. Entretanto, alguns sinais ou comportamentos podem indicar uma preferência por esse perfil:
- Demonstração de confiança na pessoa ou na dinâmica de poder.
- Desejo de estabelecer limites claros e comunicar suas vontades.
- Interesse por dinâmicas de controle e entrega, especialmente em contextos sexuais.
- Busca por segurança emocional em relacionamentos de submissão.
Submissão e consensualidade
Um aspecto fundamental que diferencia a submissão saudável da relação abusiva ou opressora é o consentimento.
“A liberdade de escolha é a base de qualquer relação de submissão segura.” – Autor desconhecido
O consentimento informado garante que todas as práticas ocorram dentro de limites estabelecidos, promovendo segurança e bem-estar para todos os envolvidos.
Para aprofundar mais sobre esse tema, consulte textos como BDSM e consentimento: Entendendo a prática segura.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A submissão é apenas relacionada à sexualidade?
Resposta: Não. Embora muitas pessoas relacionem submissão à práticas sexuais, ela também pode existir em outros aspectos da vida, como na escolha de se submeter a uma rotina ou a determinadas regras.
2. Ser submissa é uma deficiência ou inadequação?
Resposta: De jeito nenhum. A submissão é uma expressão de preferência e autonomia, muitas vezes relacionada à busca por segurança, prazer ou autoconhecimento.
3. Como saber se minha submissão é saudável?
Resposta: A submissão é saudável quando realizada de forma consciente, com comunicação clara e respeitando seus limites. Sempre busque se informar e, se necessário, procurar apoio de profissionais especializados.
4. É possível mudar de perfil, tornando-se mais dominante ou mais submissa?
Resposta: Sim. Os perfis comportamentais podem evoluir ao longo do tempo dependendo das experiências, desejos e autoconhecimento de cada pessoa.
Conclusão
Ser submissa é uma expressão de autonomia, que pode envolver aspectos emocionais, sexuais e estratégicos. Quando praticada de forma consciente e consensuada, a submissão é uma alternativa saudável para explorar desejos, fortalecer vínculos e aprofundar o autoconhecimento.
Entender o significado de ser submissa ajuda a desconstruir preconceitos e a valorizar as diferentes formas de expressão da personalidade. Respeitar a liberdade de escolha alheia e promover diálogos abertos é fundamental para relações equilibradas e saudáveis.
Referências
- Balestrieri, C. (2018). BDSM, Práticas e Consentimento. Editora Talita.
- Silva, L. (2020). Psicologia e Dinâmicas de Submissão. Revista Brasileira de Psicologia.
- site oficial de Associação Brasileira de BDSM para mais informações sobre práticas seguras.
Este artigo foi elaborado para fornecer uma compreensão aprofundada e segura sobre o que significa ser submissa, ajudando a eliminar estereótipos e promover uma visão mais aberta e informada sobre o tema.
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