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Procedimento Ordinário: Guia Completo Sobre Processo Judicial no Brasil

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No sistema jurídico brasileiro, os processos judiciais podem seguir diferentes procedimentos, dependendo da natureza da ação, do valor envolvido ou de disposições específicas em leis. Entre esses procedimentos, destaca-se o Procedimento Ordinário, que é um dos mais utilizados e abrangentes na tramitação de processos civis.

Este artigo tem como objetivo explicar de forma detalhada o que significa procedimento ordinário, suas características, fases, diferenças em relação a outros procedimentos e importância no sistema judicial do Brasil. Além disso, abordaremos perguntas frequentes, apresentaremos uma tabela comparativa e forneceremos links externos úteis para aprofundamento.

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Se você deseja compreender melhor como funciona o processo judicial no Brasil, continue lendo!

O que é procedimento ordinário?

Definição

O procedimento ordinário é uma espécie de rito processual previsto na legislação brasileira, especificamente no Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015). Trata-se do procedimento padrão para a tramitação de ações que não possuem regras específicas em legislações especiais, ou seja, é utilizado na maioria das causas civis que envolvem questões não tratadas por outros procedimentos mais específicos.

Significado do termo

"Procedimento" refere-se à sequência de atos que visam a solução de uma controvérsia judicial, enquanto "ordinário" indica que esse procedimento é o procedimento comum ou padrão, adotado na maior parte dos processos civis sem critérios de complexidade ou valor.

Quando é utilizado?

O procedimento ordinário é usado, sobretudo, em ações civis que envolvem:

  • Reivindicações de valores acima de 60 salários mínimos;
  • Questões que requerem uma tramitação mais detalhada;
  • Processos de maior complexidade que não estão sujeitos a procedimentos especiais, como o sumário ou sumário sumaríssimo.

Características principais do procedimento ordinário

  • Tramitação mais extensa e detalhada;
  • Possibilidade de ampla produção de provas;
  • Prazos processuais mais longos;
  • Maior formalismo nas fases do processo;
  • Participação ampla das partes.

Estrutura do procedimento ordinário

O procedimento ordinário apresenta as seguintes fases principais:

1. Petição Inicial

A parte que deseja iniciar a ação deve apresentar a petição inicial, contendo os fatos, fundamentos jurídicos e pedidos.

2. Citação e contestação

O réu é citado para apresentar sua defesa, também conhecida como contestação.

3. Réplica e fase de instrução

A parte autora pode apresentar réplica, e ocorre a fase de produção de provas (documentais, testemunhais, periciais).

4. Audiência de instrução e julgamento

Realização de audiência para o depoimento de testemunhas, perícias e demais provas.

5. Alegações finais e sentença

As partes apresentam suas alegações finais, e o juiz proferirá a sentença.

6. Recursos

Eventuais recursos podem ser interpostos pelas partes para revisar a decisão.

Comparativo entre procedimentos civis no Brasil

CaracterísticaProcedimento OrdinárioProcedimento SumárioProcedimento Sumário Sumaríssimo
Valor envolvidoAcima de 60 salários mínimosAté 60 salários mínimosMenor que 20 salários mínimos
Prazo de tramitaçãoMais longoMédioMenor
FormalismoMaiorMenorMenor
Produção de provasAmplaModeradaLimitada
Complexidade do processoAltaModeradaBaixa

Por que entender o procedimento ordinário é importante?

Compreender o procedimento ordinário é fundamental para quem está envolvido em processos civis, seja como parte, advogado, estudante ou interessado no funcionamento do sistema judiciário. Afinal, conhecer as etapas ajuda a acompanhar melhor o andamento do processo, identificar possibilidades de recurso e garantir direitos.

Importância na prática jurídica

Para os profissionais do Direito, o entendimento detalhado do procedimento ordinário permite uma elaboração adequada de peças processuais, organização da prova e estratégia na defesa ou na acusação.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. Qual é a principal diferença entre procedimento ordinário e procedimentos especiais?

O procedimento ordinário é o rito padrão previsto no Código de Processo Civil, enquanto procedimentos especiais — como o sumário, sumário sumaríssimo, sumaríssimo fiscal — possuem regras específicas, normalmente mais simplificadas e rápidas, indicadas para causas de menor valor ou maior simplicidade.

2. Quanto tempo, em média, leva um processo pelo procedimento ordinário?

O tempo varia bastante, dependendo da complexidade do caso, da quantidade de recursos e da jurisdição, podendo durar de vários meses a alguns anos.

3. É possível impugnar o procedimento ordinário?

Sim, as partes podem contestar aspectos do procedimento, como sua validade, ao alegarem irregularidades processuais ou violação de direitos.

4. Onde posso consultar o Código de Processo Civil?

O Código de Processo Civil está disponível na íntegra no site do Planalto.

Importância do procedimento ordinário na Justiça brasileira

O procedimento ordinário constitui o pilar do direito processual civil no Brasil, garantindo uma tramitação estruturada, com tempo e espaço para a produção de provas e defesa de direitos. Sua compreensão é essencial para compreender o funcionamento do sistema judiciário e para assegurar que o direito de defesa seja respeitado.

Como afirmou o jurista Paulo Nader: "Sem um procedimento bem estruturado, a justiça perde sua efetividade. O procedimento ordinário é o coração do processo civil."

Conclusão

O procedimento ordinário é o rito padrão previsto na legislação brasileira para a tramitação de quase todas as ações civis que não se enquadram em procedimentos mais específicos. Conhecer suas etapas, características e diferenças é fundamental para quem atua no direito ou necessita compreender o funcionamento do sistema judicial.

Seja na sua atuação profissional ou na busca por informações jurídicas, entender o procedimento ordinário contribui para uma atuação mais segura e consciente.

Referências

  • BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Disponível em: Legislação Federal.

  • NADER, Paulo. Curso de Direito Processual Civil. Editora Forense, 2010.

  • TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO. Guia de Procedimentos Civis. Disponível em: TJSP.

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