MDBF Logo MDBF

O que Significa Placenta Baixa: Entenda Tudo Sobre Essa Condição

Artigos

Durante a gestação, diversas mudanças acontecem no corpo da mulher para garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Entre essas mudanças, a posição da placenta é um fator importante que pode afetar o parto e a saúde da mãe e do bebê. Uma das situações que merecem atenção é a placenta baixa, condição que muitas gestantes desejam compreender melhor. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que significa placenta baixa, suas causas, sintomas, procedimentos de diagnóstico, tratamento e como ela pode influenciar o parto.

O que é placenta baixa?

A placenta é um órgão que se desenvolve na parede do útero durante a gestação, fornecendo nutrientes e oxigênio ao bebê. Normalmente, ela se posiciona na parte superior ou lateral do útero, longe do colo do útero. Quando a placenta está localizada muito próxima ou cobrindo o colo do útero, diz-se que a gestante apresenta placenta baixa ou placenta previa.

o-que-significa-placenta-baixa

Definição de Placenta Baixa

De acordo com especialistas, placenta baixa é definida quando a placenta está posicionada próximas ao colo do útero, mas ainda sem cobri-lo completamente. Essa condição pode ser detectada por meio de ultrassonografia e, em alguns casos, pode regredir ao longo da gestação.

Causas e fatores de risco da placenta baixa

Existem diversos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de placenta baixa. Conhecê-los ajuda na avaliação do risco e no acompanhamento adequado.

Fatores de risco comuns

Fatores de riscoDescrição
Gestação anterior com placenta préviaHistórico de placenta previa em gestação anterior
Múltiplas gestaçõesGestações múltiplas como gêmeos ou trigêmeos
Idade materna avançadaMulheres com idade acima de 35 anos
Fibrose uterinaPresença de cicatrizes uterinas de cirurgias anteriores
Gravidez múltiplaGêmeos, trigêmeos ou mais
Abortos ou curetagens anterioresProcedimentos que podem alterar a estrutura uterina

Causas possíveis

Apesar de não serem completamente compreendidas, algumas causas podem explicar a posição da placenta baixa:

  • Anomalias na formação do útero.
  • Cicatrizes uterinas decorrentes de cirurgias anteriores.
  • Anormalidades no desenvolvimento da placenta.

Diagnóstico da placenta baixa

A principal ferramenta para detectar a posição da placenta é a ultrassonografia obstétrica, realizada ao redor da 20ª semana de gestação.

Quando fazer o exame

  • Geralmente, a ultrassonografia morfológica serve para avaliar a placenta e sua posição.
  • Em alguns casos, o médico pode solicitar uma nova análise após a 28ª semana, pois a posição da placenta pode mudar com o crescimento do útero.

Como é realizado o exame

A ultrassonografia transabdominal ou transvaginal permite visualizar a localização da placenta e identificar se ela está próxima ou cobrindo o colo do útero.

Tipos de placenta com base na localização

Tipo de PlacentaDescriçãoImplicações
Placenta baixaLocalizada próxima ao colo, mas não cobre totalmentePode evoluir para previa ou afastar-se com o tempo
Placenta previa completaCobertura total do colo do útero pela placentaPode requerer intervenção cirúrgica no parto
Placenta previa parcialParcialmente cobriu o colo do úteroPode evoluir para completo ou afastar-se
Placenta lateral ou marginalSituada na parede lateral ou na margem do úteroGeralmente não influencia o parto vaginais

Como a placenta baixa impacta a gestação

A presença de placenta baixa pode gerar preocupações, especialmente próximo ao momento do parto. É importante entender suas implicações práticas.

Riscos associados

  • Hemorragia vaginal exercida por descolamento prematuro da placenta.
  • Parto cesariano de emergência.
  • Parto prematuro devido à hemorragia ou complicações.
  • Restrição de crescimento fetal, em casos mais graves.

Recomendação médica

"É fundamental realizar acompanhamento obstétrico rigoroso para monitorar a posição da placenta e o bem-estar do bebê." — Dr. Lucas Alves, obstetra renomado

Se a placenta permanecer baixa até o final da gestação, a conduta geralmente é o parto cesariano, para garantir a segurança do bebê e da mãe.

Como lidar com placenta baixa

Acompanhamento médico

  • Ultrassonografias periódicas para monitorar a posição da placenta.
  • Avaliação de sinais de hemorragia ou desconforto.
  • Recomendações para repouso ou atividades físicas limitadas, se indicado.

Quando o tratamento é necessário

  • Em casos de placenta previa completa ou com risco de hemorragia, o parto é programado antecipadamente por cesariana.
  • Em algumas situações, a placenta pode "afastar-se" do colo do útero até o final da gestação, possibilitando parto vaginal.

Cuidados durante a gestação

  • Evitar esforço excessivo.
  • Procurar atendimento imediato em caso de sangramento ou dor.
  • Manter controle regular com o obstetra.

Prognóstico da placenta baixa

Geralmente, em cerca de 90% das gestações, a placenta baixa se regula espontaneamente até o final da gravidez, afastando-se do colo do útero. Entretanto, em alguns casos, pode persistir ou evoluir para placenta previa completa, necessitando de intervenção cirúrgica.

Fatores que favorecem a regressão

  • Crescimento do útero
  • Mudanças na posição fetal
  • Controle adequado durante toda a gestação

Tabela comparativa: evolução da placenta baixa

SituaçãoProbabilidade de regressãoTipo de parto
Placenta baixa detectada na 20ª semanaAlta (~90%)Vaginal ou cesariana dependendo da posição final
Placenta baixa persistente na 36ª semanaMenorGeralmente cesariana

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A placenta baixa pode causar parto normal?

Sim, em muitos casos, a placenta baixa se regula até o final da gestação, permitindo parto normal. Porém, se a posição não mudar, o parto cesariano será indicado para garantir a segurança.

2. A placenta baixa causa sangramento?

Ela pode estar associada a sangramento vaginal, principalmente se ocorrer descolamento ou ruptura de vasos placentários. Caso a mulher perceba sangue, deve procurar imediatamente assistência médica.

3. Quando a placenta baixa precisa de intervenção cirúrgica?

Quando ela permanece cobrindo o colo do útero na 36ª semana, a possibilidade de parto cesariano é avaliada. Em alguns casos, há recomendação de repouso ou hospitalização.

4. É possível evitar a placenta baixa?

Não há ações específicas para evitar a formação de placenta baixa, mas manter hábitos saudáveis, evitar tabagismo e realizar acompanhamento pré-natal adequado contribuem para uma gestação mais segura.

Conclusão

A placenta baixa é uma condição que exige acompanhamento cuidadoso por parte da gestante e equipe médica. Em sua maioria, ela se resolve espontaneamente até o final da gestação, permitindo um parto seguro, muitas vezes vaginal. Entretanto, a persistência ou agravamento da condição pode levar à necessidade de parto cesariano ou intervenções adicionais. Por isso, o controle regular, a atenção aos sinais do corpo e a orientação do obstetra são essenciais para garantir a saúde de mãe e bebê.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Gestação de Alto Risco. Disponível em: https://www.saude.gov.br
  2. Associação Brasileira de Medicina Fetal. Placenta Previa. Disponível em: https://abmf.org.br
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists. Placenta Previa. 2020. Disponível em: https://www.acog.org

Considerações finais

Se você está passando por uma gestação e foi diagnosticada com placenta baixa, lembre-se de que a maior parte das mulheres apresenta melhora na posição da placenta ao longo do tempo. O acompanhamento obstétrico é a melhor estratégia para garantir uma gestação saudável e um parto seguro. Mantenha o diálogo com seu médico, siga suas orientações e cuide de si mesma com atenção e carinho.

Este artigo é informativo e não substitui o aconselhamento de um profissional de saúde qualificado.