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Leiomioma: O Que É, Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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O leiomioma, também conhecido como fibroma uterino, é uma das patologias mais comuns que afetam mulheres em idade reprodutiva. Apesar de ser uma condição benigno, sua presença pode gerar desconforto, impacto na qualidade de vida e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Este artigo busca esclarecer o que é o leiomioma, suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento eficazes, oferecendo informações valiosas para quem busca compreender melhor essa condição de saúde.

O que é Leiomioma?

Definição de Leiomioma

Leiomioma é um tumor benigno que se desenvolve a partir do tecido muscular liso do útero, também conhecido como miometrio. Esses tumores são compostos por células musculares smooth e tecido conjuntivo, formando massas que podem variar em tamanho, forma e número. Apesar de serem tumores benignos, sua presença pode influenciar significativamente a saúde da mulher, especialmente durante o período reprodutivo.

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Epidemiologia do Leiomioma

Estudos indicam que aproximadamente 70% a 80% das mulheres desenvolverão leiomiomas ao longo da vida, com maior incidência entre as idades de 30 a 50 anos. Essa condição é mais comum em mulheres de descendência afro-brasileira, possuindo fatores genéticos e ambientais que contribuem para sua ocorrência.

Quais as Causas do Leiomioma?

As causas exatas do leiomioma ainda não estão completamente esclarecidas, mas diversos fatores têm sido associados ao seu desenvolvimento:

Fatores hormonais

  • Estrogênio e progesterona: Esses hormônios estimulam o crescimento do tecido muscular uterino. Durante a fase reprodutiva, os níveis hormonais favorecem a formação e crescimento de leiomiomas.
  • Alterações hormonais: Desequilíbrios podem levar ao desenvolvimento de tumores.

Fatores genéticos

  • Histórico familiar de leiomiomas aumenta o risco de desenvolvimento.
  • Alterações genéticas e mutações celulares também podem estar envolvidas.

Outros fatores de risco

Fator de RiscoDescrição
IdadeAumento na faixa de 30-50 anos
ObesidadeMaior produção de estrogênio pelo tecido adiposo
Histórico de menacme irregularAlterações hormonais frequentes
Dieta e estilo de vidaAlimentação rica em gordura e sedentarismo

Para uma compreensão mais aprofundada sobre fatores de risco, recomendo a leitura da matéria disponível em Ministério da Saúde.

Quais os Sintomas do Leiomioma?

Muitos leomiomas são assintomáticos e descobertos incidentalmente durante exames de rotina. Contudo, quando presentes, os sintomas podem incluir:

Sintomas mais comuns

  • Sangramento menstrual intenso ou irregular
  • Dor ou desconforto na pelve
  • Aumento do volume abdominal
  • Sensação de peso na região pélvica
  • Pressão na bexiga, levando a urgência urinária
  • Dificuldade para engravidar ou abortos espontâneos

Quando procurar um médico?

Se você apresenta sangramento menstrual excessivo, dor persistente ou sensação de peso na região pélvica, é fundamental agendar uma consulta médica para avaliação e diagnóstico adequado.

Como é feito o diagnóstico do Leiomioma?

Exames complementares

ExameObjetivoComo é realizado
Ultrassonografia pélvicaDetectar a presença de tumoresExame de imagem com uso de ondas sonoras
HisteroscopiaVisualização direta do interior do úteroUso de um tubo fino com câmera enviado pelo colo uterino
Ressonância magnéticaAvaliação detalhada da anatomia uterinaExame de imagem de alta resolução
LaparoscopiaExame cirúrgico para confirmaçãoProcedimento cirúrgico minimamente invasivo

A combinação desses exames possibilita uma avaliação completa para definir o tamanho, localização e número de leiomiomas, auxiliando na escolha do tratamento mais adequado.

Quais os Tratamentos para Leiomioma?

Tratamentos conservadores e medicamentosos

  • Acompanhamento clínico: Para tumores pequenos e assintomáticos.
  • Medicamentos hormonais: Como contraceptivos orais, agonistas de GnRH e outros, que podem reduzir o tamanho do tumor e controlar os sintomas.

Tratamentos cirúrgicos

Tipo de cirurgiaIndicaçãoDescrição
MiomectomiaRevestimento cirúrgicoRemoção do mioma preservando o útero, indicado para mulheres que desejam manter a fertilidade
HisterectomiaRemoção do úteroUtilizada em casos de tumores grandes, múltiplos ou sintomas severos

Outras opções

  • A embolização tubária uterina: Procedimento minimamente invasivo onde o fluxo sanguíneo ao mioma é bloqueado, levando à redução do tumor.
  • A ultrassonografia focada de alta intensidade (FUS): Tecnologia que destrói o tumor por ondas de alta intensidade.

Para informações adicionais sobre tratamentos, visite Hospital Albert Einstein.

Considerações importantes

Alice, uma mulher de 45 anos, afirma:

"Depois de perceber um aumento no volume do abdômen e desconforto pélvico, procurei um médico. Quando descobrimos que era um leiomioma, ele explicou as opções de tratamento e hoje tenho minha qualidade de vida restaurada."

Perguntas Frequentes sobre Leiomioma

1. O que causa o crescimento do leiomioma?

O crescimento do leiomioma é influenciado principalmente por hormônios como estrogênio e progesterona, que estimulam sua proliferação durante a fase reprodutiva.

2. É possível prevenir o leiomioma?

Embora não exista uma forma comprovada de prevenir a formação de leiomiomas, manter hábitos de vida saudáveis, como uma dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle do peso corporal, pode ajudar a reduzir os fatores de risco.

3. Os leiomiomas podem se transformar em câncer?

Não. Os leiomiomas são tumores benignos e a transformação em câncer (leiomiossarcoma) é extremamente rara.

4. Quando a cirurgia é recomendada?

A recomendação cirúrgica depende do tamanho, localização, sintomas e desejo de manter a fertilidade. Em casos de tumores grandes, sintomas severos ou risco de complicações, a cirurgia costuma ser indicada.

5. Como saber se tenho leiomioma?

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames de imagem, principalmente ultrassonografia pélvica, além de consulta com ginecologista.

Conclusão

O leiomioma é uma condição bastante comum entre mulheres na faixa de idade reprodutiva. Embora seja geralmente benigno, seus sintomas e impacto na vida diária podem ser significativos. Com o avanço dos métodos de diagnóstico e tratamentos cada vez mais eficazes, é possível controlar a doença e manter uma vida saudável e ativa. A importância de um acompanhamento médico regular não pode ser subestimada, pois permite a detecção precoce e a escolha do tratamento mais adequado, garantindo o bem-estar da mulher.

Referências

  1. Ministério da Saúde. “Fatos sobre Tumores uterinos”. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Guia de diagnóstico e tratamento de Leiomioma uterino. 2022.

  3. Hospital Albert Einstein. “Tratamento de Miomas Uterinos”. Disponível em: https://www.einstein.br/

  4. ACOG. “Leiomyomas (Fibroids) Information”. American College of Obstetricians and Gynecologists. 2023.

Lembre-se: para qualquer suspeita ou sintoma relacionado ao útero, procure um ginecologista para uma avaliação completa.