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Espondiloartrose Lombar: O Que Significa e Como Tratar

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A saúde da coluna vertebral é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida, permitindo movimentos diários e prevenindo dores e limitações de mobilidade. Entre as condições que podem afetar essa região, a espondiloartrose lombar é uma das mais comuns, especialmente em pessoas a partir dos 40 anos. Apesar de sua prevalência, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que exatamente significa essa condição, seus sintomas, causas e opções de tratamento. Este artigo busca esclarecer esses pontos de forma detalhada, contribuindo para uma compreensão mais clara e conscientização sobre o tema.

O que é Espondiloartrose Lombar?

Definição

Espondiloartrose lombar é uma doença degenerativa que afeta as articulações facetárias da região lombar da coluna vertebral. Essas articulações, conhecidas como facetas, são responsáveis por facilitar o movimento e fornecer estabilidade à coluna. Quando essas articulações sofrem desgaste, ocorre a degeneração delas, levando à formação de osteófitos, inflamação e dor.

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Como ela se diferencia de outras doenças da coluna

Ao contrário de hérnias de disco ou espondilolistese, que envolvem discos intervertebrais ou deslocamento de vértebras, a espondiloartrose foca na degeneração das articulações posteriores da coluna. Essa condição pode coexistir com outras patologias, agravando os sintomas e dificultando o diagnóstico preciso.

Causas da Espondiloartrose Lombar

Envelhecimento

O fator mais comum atribuído à espondiloartrose é o envelhecimento natural. Com o passar dos anos, o desgaste das articulações ocorre devido ao uso contínuo, levando à degeneração gradual.

Fatores Genéticos

Questões hereditárias podem predispor algumas pessoas a desenvolverem essa condição mais precocemente ou de forma mais intensa. História familiar de problemas na coluna aumenta o risco.

Má postura e esforço repetitivo

Atividades que exigem esforço constante da coluna, especialmente sem o suporte adequado, podem acelerar o desgaste das facetas lombares.

Obesidade

O excesso de peso aumenta a pressão na coluna, contribuindo para o desgaste das articulações facetárias.

Lesões prévias

Traumas ou acidentes que causem lesões na região lombar podem acelerar o processo de degeneração.

Sintomas da Espondiloartrose Lombar

Dor na região lombar

Este é o sintoma mais comum, geralmente caracterizada por dor constante, que piora com atividades físicas.

Rigidez

Sensação de rigidez na região lombar, principalmente ao acordar ou após períodos de repouso.

Limitação de movimento

Dificuldade em realizar movimentos como flexão ou rotação da coluna.

Dor irradiada

Em alguns casos, a dor pode irradiar para nádegas, parte posterior das coxas ou até para as pernas, devido à compressão de nervos.

Outros sintomas

  • Formigamento ou sensação de dormência nas extremidades.
  • Fraqueza muscular devido à compressão nervosa.

Como é feito o diagnóstico

Exame clínico

O médico avalia a história clínica, realiza testes de mobilidade e verifica pontos de sensibilidade na região lombar.

Exames de imagem

ExameDescriçãoUtilidade
Raios-XAvalia o desgaste das facetas e osteófitosConfirmar degeneração e alterações ósseas
Ressonância magnéticaVisualiza discos, nervos e tecidos molesDiagnóstico detalhado de inflamações e hérnias
Tomografia computadorizadaImagens detalhadas das vértebrasAvaliação de osteófitos e alterações ósseas

A combinação desses exames fornece uma visão geral precisa da degeneração e do impacto na coluna.

Tratamentos para Espondiloartrose Lombar

Tratamento conservador

Mudanças de estilo de vida

  • Atividade física regular: Promove fortalecimento muscular e melhora a flexibilidade.
  • Controle do peso corporal: Reduz a sobrecarga na coluna.
  • Postura correta: Evitar posições que agravem a dor.

Medicações

MedicaçãoObjetivoObservação
AnalgésicosReduzir a dorUso sob orientação médica
Anti-inflamatóriosDiminuir inflamaçãoUso temporário
Relaxantes muscularesAlívio da tensão muscularEm casos específicos

Fisioterapia

Exercícios específicos fortalecem os músculos que suportam a coluna e aliviam a dor. Técnicas como terapia manual e estímulo térmico também são recomendadas.

Tratamento invasivo

Injeções de corticosteroides

Aplicadas na articulação facetária, proporcionam alívio mais duradouro ao reduzir a inflamação local.

Cirurgia

Quando os métodos conservadores não oferecem melhora, procedimentos cirúrgicos como artrodeses ou artroplastias podem ser considerados.

Como prevenir a espondiloartrose lombar

DicaDetalhes
Manter uma postura corretaSentar e levantar de forma adequada ajuda a preservar as facetas
Praticar exercícios físicosFortalece os músculos que sustentam a coluna
Controlar o pesoDiminui a carga sobre as articulações facetárias
Evitar movimentos repetitivosCooperar em atividades que envolvem esforço contínuo na região lombar

Qual a diferença entre espondiloartrose e outras condições lombares?

CondiçãoDescriçãoSintomas principais
EspondiloartroseDegeneração das articulações facetáriasDor, rigidez, limitação de movimento
Hérnia de discoSaída do disco intervertebral que comprime nervosDor radicular, formigamento
EspondilolisteseDeslizamento de vértebrasDor, instabilidade, possível mudança na postura

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Espondiloartrose lombar é uma doença hereditária?

Sim, fatores genéticos podem predispor algumas pessoas a desenvolverem essa condição mais cedo ou de forma mais agressiva.

2. É possível curar a espondiloartrose lombar?

Até o momento, não há cura definitiva. Contudo, com o tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

3. Quanto tempo leva para melhorar os sintomas?

O tempo varia de acordo com a gravidade e o tratamento iniciado. Muitas pessoas percebem melhora nas duas primeiras semanas com terapia conservadora.

4. Quando procurar um médico?

Se sentir dores persistentes na região lombar, especialmente acompanhadas de formigamento ou fraqueza nas pernas, procure um especialista para avaliação adequada.

Conclusão

A espondiloartrose lombar é uma condição degenerativa que acomete uma parcela significativa da população adulta, trazendo dor, rigidez e limitação de movimentos. Apesar de ser uma doença relacionada ao envelhecimento, fatores como postura, esforço repetitivo e obesidade podem acelerar seu desenvolvimento. O diagnóstico precoce aliado a tratamentos conservadores, incluindo fisioterapia, medicações e mudanças no estilo de vida, podem proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários. Conhecer os sinais dessa condição e procurar acompanhamento médico especializado são passos importantes para manter a saúde da coluna e evitar complicações mais sérias.

Referências

  1. Silva, J. C., & Gomes, A. P. (2020). Degeneração Facetária e Espondiloartrose: Avaliação Clínica e Imagem. Revista Brasileira de Neurocirurgia, 36(2), 123-130.

  2. Ministério da Saúde. (2022). Guia de Diagnóstico e Tratamento da Dor Lombar. Retrieved from https://www.gov.br/saude/pt-br

  3. Associação Brasileira de Coluna. (2021). Prevenção e tratamento da espondiloartrose. Disponível em: https://www.abcoluna.org.br

Lembre-se: manter uma rotina de cuidados com a saúde da coluna é essencial para prevenir e controlar a espondiloartrose lombar. Consulte um especialista para avaliação e orientações específicas.