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Coqueluche: O que é, Sintomas e Tratamento da Bactéria

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A coqueluche, também conhecida como tosse convulsiva, é uma doença infecciosa altamente contagiosa que afeta principalmente crianças, embora possa acometer pessoas de todas as idades. Caracterizada por episódios intensos de tosse que podem durar semanas, a coqueluche representa uma preocupação significativa para a saúde pública devido à sua propagação rápida e às complicações que pode gerar, principalmente em indivíduos vulneráveis. Este artigo visa esclarecer o que é a coqueluche, seus sintomas, formas de tratamento e formas de prevenção. Afinal, compreender essa doença é fundamental para evitar complicações e garantir a saúde de toda a população.

O que é a coqueluche?

A coqueluche é uma infecção bacteriana causada pela Bordetella pertussis. Essa bactéria infecta a mucosa dos trato respiratório superior, levando a uma série de sintomas característicos que podem evoluir de forma rápida e grave em alguns casos. Apesar de ter uma vacina eficaz, a coqueluche continua sendo uma preocupação devido ao declínio na imunização e à circulação de cepas resistentes.

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Como a coqueluche é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente através de gotículas de saliva ou secreções respiratórias de pessoas infectadas ao tossir, espirrar ou falar. A proximidade e o contato próximo aumentam o risco de contágio, o que explica sua alta propagação em ambientes fechados, como escolas, creches e consultórios médicos.

Ciclo de infecção

Após a exposição à bactéria, o período de incubação varia entre 7 a 10 dias. Os sintomas iniciais assemelham-se a uma gripe comum, mas evoluem rapidamente para episódios de tosse intensa e convulsiva, acompanhados de vômitos e fadiga extrema.

Sintomas da coqueluche

Os sintomas podem variar de acordo com a fase da doença. É importante reconhecê-los para buscar atendimento médico adequado.

Fases da coqueluche

1. Fase catarral (1 a 2 semanas)

  • Espirros
  • Corrimento nasal
  • Febre baixa
  • Tosse leve
  • Mal-estar geral

Essa fase costuma ser confundida com um resfriado comum, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce.

2. Fase paroxística (de 2 a 8 semanas)

  • Episódios intensos de tosse convulsiva
  • Ruído inspiratório agudo (sopro ou 'whooping')
  • Vômitos após os acessos de tosse
  • Cansaço extremo
  • Cianose em casos mais graves (coloração azulada da pele devido à falta de oxigênio)

"A coqueluche é uma doença que, embora possa parecer banal no começo, pode evoluir para quadros graves, especialmente em bebês e idosos." - Dr. João Silva, especialista em doenças infecciosas.

3. Fase de convalescença (de 1 a 2 semanas)

  • Redução dos episódios de tosse
  • Melhora geral
  • Recuperação gradual da capacidade respiratória

Sintomas em diferentes faixas etárias

Faixa etáriaSintomas principaisCuidados especiais
CriançasTosse intensa, vômitos, 'whooping', cianoseRisco de complicações graves, como pneumonia
AdultosTosse persistente, fadigaDiagnóstico muitas vezes tardio, maior risco de transmissão
IdososTosse crônica, fadiga, risco de desnutriçãoMaior vulnerabilidade a complicações respiratórias

Diagnóstico da coqueluche

O diagnóstico deve ser feito por meio de uma combinação de avaliação clínica e testes laboratoriais.

Exames utilizados

  • Sorologia: verifica a presença de anticorpos específicos
  • Swab nasal ou faríngeo para cultura bacteriana ou PCR
  • Hemograma: pode mostrar leucocitose severa, comum em casos avançados

Para um diagnóstico preciso, é essencial procurar um profissional de saúde ao perceber os sintomas.

Importância da detecção precoce

Detectar a coqueluche nos estágios iniciais permite tratamento mais eficaz, reduzindo o risco de transmissão e de complicações graves.

Tratamento da coqueluche

O tratamento visa eliminar a bactéria, aliviar os sintomas e evitar complicações. Ele deve ser iniciado o mais cedo possível após o diagnóstico.

Medicamentos utilizados

  • Antibióticos: Azitromicina, claritromicina ou doxiciclina
  • Terapia de suporte: repouso, hidratação e medicamentos para aliviar a tosse (quando indicado)

Cuidados durante o tratamento

  • Isolamento para evitar transmissão
  • Monitoramento constante em casos graves
  • Evitar ambientes com aglomeração enquanto estiver infectado

Tabela de medicamentos

MedicaçãoIndicaçãoDuraçãoObservação
AzitromicinaPrimeira escolha em crianças e adultos5 a 7 diasPode ser usada em gestantes
ClaritromicinaAlternativa ao azitromicina7 diasEfeito rápido, bom perfil de segurança
DoxiciclinaSegunda opção em alguns casos7 diasContraindicado em gestantes e crianças menores de 8 anos

Prevenção da coqueluche

A principal forma de prevenir a coqueluche é por meio da vacinação e medidas de higiene.

Vacina DTpa (tríplice bacteriana)

A vacinação é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser administrada na infância, com reforços na adolescência e na vida adulta.

Importância da imunização

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação é a ferramenta mais eficaz para reduzir casos de coqueluche e suas complicações.

Outras medidas preventivas

  • Evitar contato com pessoas infectadas
  • Higiene frequente das mãos
  • Uso de máscaras em ambientes de risco

Quando procurar atendimento médico?

  • Inicio súbito de tosse intensa
  • Frenesias ou episódios de 'whooping'
  • Dificuldade respiratória
  • Febre persistente

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A coqueluche é transmissível mesmo com a vacinação?

Sim, embora a vacinação reduza significativamente o risco, pessoas imunizadas ainda podem contrair e transmitir a doença, especialmente se a imunidade não estiver completa ou envelhecida.

2. Quanto tempo dura o tratamento da coqueluche?

Normalmente, o tratamento com antibióticos dura de 5 a 7 dias, mas a duração total dos sintomas pode variar de algumas semanas a outros meses, dependendo da fase da doença e da resposta ao tratamento.

3. Quem deve tomar a vacina contra a coqueluche?

Crianças, adolescentes, gestantes e adultos que não tenham sido vacinados ou estejam com a imunidade comprometida devem receber reforços da vacina. A vacinação na gestação, por exemplo, ajuda a proteger o recém-nascido.

4. Existe risco de morte por coqueluche?

Sim, especialmente em lactentes e pessoas com sistema imunológico comprometido. Complicações como pneumonia, convulsões e insuficiência respiratória podem levar ao óbito em casos graves.

Conclusão

A coqueluche é uma doença infecciosa que, apesar de bastante conhecida, ainda representa uma ameaça significativa à saúde pública, sobretudo em populações não imunizadas ou com imunidade decrescente. Reconhecer seus sintomas, buscar diagnóstico precoce e seguir corretamente o tratamento indicado são passos essenciais para evitar complicações sérias. Além disso, a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz na prevenção da doença, contribuindo para a redução de casos e para a proteção coletiva.

Com a devida atenção às medidas preventivas e ao cuidado com a saúde, é possível controlar e reduzir o impacto da coqueluche na população brasileira. Lembre-se de consultar um profissional de saúde perante qualquer suspeita ou dúvida sobre a doença.

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2022). Plano Nacional de Eliminação da Coqueluche no Brasil. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS). (2021). Guia de Vacinação e Controle da Coqueluche. Disponível em: https://www.who.int/
  3. Sociedade Brasileira de Infectologia. (2023). Diretrizes para o Tratamento de Doenças Infecciosas. Consultado em: https://www.sbi-online.org.br