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Birads 3: Entenda o Que Significa e Seus Implicações

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A saúde mamária é uma preocupação constante para muitas mulheres, especialmente aquelas que passam por procedimentos de rastreamento e diagnósticos realizados por meio de exames de imagem. Entre os conceitos fundamentais nesses exames está o sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System), desenvolvido pelo ACR (American College of Radiology) para padronizar a interpretação de exames mamográficos, ultrassonográficos e de ressonância magnética. Um dos códigos presentes nesse sistema é o BI-RADS 3, que provoca dúvidas e inseguranças naqueles que recebem esse resultado. Este artigo tem como objetivo explicar de forma clara e detalhada o que significa birads 3, suas implicações clínicas, condutas recomendadas e responder às principais perguntas relacionadas ao tema.

O que é o Sistema BI-RADS?

Antes de entender especificamente o que significa birads 3, é importante compreender o que é o sistema BI-RADS como um todo.

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A origem do BI-RADS

Criado pelo ACR em 1993, o sistema BI-RADS tem como finalidade padronizar os relatórios de exames de imagem das mamas, ajudando médicos, radiologistas e pacientes a compreenderem melhor a classificação de lesões mamárias e suas respectivas condutas.

Como funciona a classificação BI-RADS

O sistema classifica as descobertas mamárias em categorias de 0 a 6:

CategoriaSignificadoImplicações
0Inconclusivo, necessidade de exames adicionaisRepetir exames ou complementares
1Achados normaisNenhuma anormalidade
2Achados benignosSem risco, acompanhamento rotineiro
3Achado provavelmente benignoReavaliação periódica
4Suspeita de malignidadeAvaliação biopsia
5Altamente suspeita de câncerAções cirúrgicas necessárias
6Diagnóstico confirmado de câncerTratamento específico

O que significa birads 3?

Definição de Birads 3

O código BI-RADS 3 indica que a lesão mamária observada tem uma alta probabilidade de ser benigna, porém, não é possível afirmar com segurança total. Essas lesões apresentam características que, na maioria dos casos, não evoluirão para câncer, mas requerem acompanhamento por um período de tempo para assegurar que não há alterações suspeitas.

Como interpretar o resultado

Quando um exame de mamografia ou ultrassonografia indica um achado classificado como BI-RADS 3, o radiologista geralmente recomenda uma nova avaliação em média em 6 a 12 meses. A principal preocupação é identificar se há alguma mudança na lesão ao longo do tempo.

Exemplos de Lesões na Categoria 3

  • Cistos benignos com paredes finas
  • Nódulos de características suspeitas leves, mas que parecem benignos
  • Algumas áreas densas que não demonstram sinais de malignidade

Implicações clínicas do Birads 3

Conduta recomendada

Na maioria das vezes, após um achado de BI-RADS 3, a conduta mais adequada é o acompanhamento regular, evitando procedimentos invasivos como biópsia imediata. Essa abordagem reduz o risco de intervenções desnecessárias e promove uma avaliação contínua para verificar quaisquer alterações.

Risco de malignidade associado ao Birads 3

Segundo estudos, o risco de uma lesão classificada como BI-RADS 3 ser, na verdade, um câncer é pequeno, variando entre 1% a 2%. Isso reforça a importância do acompanhamento periódico como estratégia eficaz para monitorar o achado.

Quando preocupar-se mais?

Se durante o acompanhamento ocorrer alterações na lesão, o médico poderá solicitar uma biópsia ou exames complementares adicionais para garantir que não há malignidade.

Por que o Birads 3 gera dúvidas?

Muitas mulheres ficam inseguras ao receber o resultado de um exame com classificação BI-RADS 3 devido à ideia de que qualquer achado na mama possa indicar câncer. No entanto, o sistema BI-RADS foi desenvolvido para orientar condutas que equilibram segurança com minimização de procedimentos invasivos, permitindo um monitoramento cuidadoso e precoce.

Perguntas Frequentes sobre BI-RADS 3

1. O que fazer após receber um resultado BI-RADS 3?

Após o resultado, o recomendado é seguir o cronograma de acompanhamento definido pelo seu médico, geralmente com mamografias ou ultrassons de 6 a 12 meses até que a lesão seja confirmada como definitiva ou necessite de investigação adicional.

2. Posso fazer algo para melhorar minha saúde mamária?

Sim. Além do acompanhamento médico, adotar hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, evitar o consumo excessivo de álcool e não fumar, contribuem para a saúde geral das mamas.

3. Quais exames devo realizar regularmente?

De acordo com orientações médicas, as mulheres devem realizar exames mamários de rotina, incluindo mamografia anual ou bienal, conforme idade e fatores de risco.

4. O que diferencia Birads 3 de outras categorias?

  • BI-RADS 2: Achados benignos, sem necessidade de acompanhamento específico
  • BI-RADS 3: Achados provavelmente benignos, com acompanhamento periódico
  • BI-RADS 4 e 5: Achados suspeitos de malignidade, com necessidade de avaliação mais aprofundada, incluindo biópsia

5. Existem riscos de ignorar uma lesão classificada como Birads 3?

De modo geral, o risco de uma lesão de BI-RADS 3 evoluir para câncer é muito baixo. Porém, o acompanhamento periódico é fundamental para garantir que nenhuma alteração aconteça ao longo do tempo.

Tabela de Classificação BI-RADS com Exemplos

CategoriaDescriçãoExemplos de AchadosConduta Recomendada
0InconclusivoExame incompleto, necessidade de novos examesCompletar investigação
1NormalMamas normaisRastreamento rotineiro
2Achados benignosCistos simples, calcificações benignasRastreamento rotineiro
3Provavelmente benignoNódulos pequenos sem características suspeitasAcompanhamento em 6-12 meses
4Suspeito de malignidadeNódulos com alguns sinais de suspeitaBiópsia
5Altamente suspeito de câncerLesões com padrão altamente suspeitoAvaliação cirúrgica ou biópsia
6Confirmado carcinomaDiagnóstico de câncer confirmadoTratamento específico

Conclusão

Receber um resultado de BI-RADS 3 pode gerar dúvidas e inseguranças, mas é importante entender que essa classificação indica uma probabilidade muito baixa de malignidade e que o acompanhamento periódico é eficaz para manter a saúde mamária em dia. A comunicação clara com o seu médico e o cumprimento das recomendações de controle são essenciais para garantir que qualquer alteração seja identificada precocemente, garantindo uma melhor prognosis.

Referências

  • American College of Radiology. BI-RADS Atlas, Diagnosis Edition. 2013.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Código BI-RADS – Sistema de Classificação de Achados Mamográficos. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br
  • Silva, A. et al. “Diagnóstico Mamográfico e a Classificação BI-RADS.” Revista Brasileira de Radiologia, 2019.

“Prevenir é melhor do que remediar”.
(Adaptado do conhecido provérbio, reforçando a importância do acompanhamento regular na saúde mamária.)