O que Significa Angina: Entenda os Sintomas e Causas
A saúde do coração é fundamental para o bem-estar geral e a qualidade de vida. Entre as várias condições que podem afetar o órgão vital, a angina é uma das mais comuns e preocupantes. Apesar de ser um termo bastante conhecido, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que realmente significa angina, seus sintomas, causas e formas de tratamento. Este artigo tem como objetivo esclarecer esses pontos, oferecendo informações completas e bem fundamentadas para ajudar na compreensão dessa condição.
Introdução
A angina, muitas vezes confundida com outros desconfortos do peito, é uma condição relacionada ao fluxo sanguíneo inadequado para o coração. Ela pode ser um sinal de alerta de doenças cardiovasculares e requer atenção adequada. Conhecer os sintomas, causas e tratamentos disponíveis é essencial para quem deseja cuidar melhor da saúde cardiovascular e evitar complicações sérias, como infarto do miocárdio.

O que significa angina?
A palavra "angina" vem do latim "angere", que significa "sufocar" ou "estrangular". No contexto médico, ela se refere a um desconforto ou dor no peito causado pela diminuição do fornecimento de sangue ao músculo cardíaco, o que impede que o coração receba oxigênio suficiente para desempenhar suas funções.
Definição médica
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, angina é um dor ou desconforto na região do peito que ocorre devido à insuficiência de oxigênio ao miocárdio, geralmente causada por uma obstrução nas artérias coronárias. Essa condição é um sinal de que o coração está enfrentando dificuldades para receber o fluxo sanguíneo necessário para seu funcionamento ideal.
Diferença entre angina e outros problemas cardíacos
Embora a angina possa se confundir com outros problemas, ela não é uma infecção ou um infarto por si só, mas muitas vezes pode indicar um risco aumentado para esses eventos. É importante distinguir a angina de dores musculares, refluxo ou ansiedade, que podem apresentar sintomas semelhantes.
Sintomas de angina
Reconhecer os sintomas de angina é fundamental para buscar atendimento rápido e adequado. Os sinais mais comuns incluem:
- Dor ou desconforto no peito: sensação de peso, pressão ou aperto na região do centro do tórax.
- Desconforto em outras regiões: braços, pescoço, mandíbula, costas ou parte superior do abdômen.
- Falta de ar: dificuldade para respirar durante o episódio.
- Sudorese excessiva: suor frio e abundante.
- Náusea ou tontura: sensação de desmaio ou fraqueza.
Tipos de angina e respectivos sintomas
| Tipo de Angina | Sintomas Característicos |
|---|---|
| Angina Estável | Episódios previsíveis de dor que ocorrem com esforço ou estresse, aliviando com repouso. |
| Angina Instável | Dor mais intensa, frequente, prolongada ou inesperada, podendo ocorrer em repouso. |
| Angina Variante (Prinzmetal) | Dor provocada por espasmos nas artérias coronárias, geralmente ocorrendo à noite ou de manhã. |
Causas da angina
A principal causa da angina é a presença de obstruções nas artérias coronárias, que levam sangue ao coração. Essas obstruções geralmente decorrem de:
- Aterosclerose: acúmulo de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias.
- Espasmos das artérias coronárias: contracções temporárias que reduzem o fluxo sanguíneo.
- Outros fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade, consumo excessivo de álcool e estresse.
O papel da aterosclerose
De acordo com estudos, a aterosclerose é responsável pela maior parte dos casos de angina. As placas de gordura podem restringir ou bloquear totalmente o fluxo sanguíneo, resultando na dor ou desconforto típico da condição.
Diagnóstico da angina
O diagnóstico é realizado por meio de uma avaliação clínica detalhada, acompanhada de exames complementares, como:
- Eletrocardiograma (ECG): registra os impulsos elétricos do coração e identifica alterações durante ou após os episódios de angina.
- Teste de esforço: avalia a resposta do coração ao exercício físico controlado.
- Angiografia coronariana: exame que visualiza as artérias do coração por meio de um contraste e raio-X.
- Ecocardiograma: avalia a função cardíaca e possíveis áreas de isquemia.
- Exames laboratoriais: para verificar fatores de risco, como colesterol, glicemia e inflamação.
Tratamento para angina
O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir a progressão da doença e reduzir o risco de eventos cardíacos graves. As principais abordagens incluem:
Mudanças no estilo de vida
- Dieta saudável: rica em frutas, verduras, grãos integrais e pobre em gorduras saturadas.
- Atividade física regular: sob orientação médica, para fortalecer o coração.
- Controle do estresse: técnicas de relaxamento, meditação e hábitos que promovam o bem-estar.
- Cessação do tabagismo: fundamental para reduzir os fatores de risco.
Medicações
Diversos medicamentos podem ser utilizados, como:
- Nitratos: dilatam os vasos sanguíneos, facilitando o fluxo de sangue.
- Betabloqueadores: reduzem a frequência cardíaca e a carga de trabalho do coração.
- Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA): ajudam a controlar a pressão arterial.
- Estatinas: reduzem os níveis de colesterol.
Intervenções cirúrgicas
Em casos mais graves, pode ser indicada a realização de:
- ** angioplastia com colocação de stent:** expansão das artérias obstruídas.
- Cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena): desvio do fluxo sanguíneo por meio de enxertos.
Prevenção da angina
Prevenir é sempre o melhor caminho. Algumas ações essenciais incluem:
- Manter uma alimentação equilibrada
- Praticar exercícios físicos regularmente
- Controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes e colesterol elevado
- Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool
- Realizar acompanhamento médico periódico
Perguntas Frequentes
1. A angina é perigosa?
Sim, a angina pode indicar uma condição grave no coração e está associada a risco aumentado de infarto. Por isso, deve ser avaliada e tratada por um cardiologista.
2. Como saber se a dor no peito é uma angina?
Se a dor ocorre durante esforço, estresse ou emoção e melhora com repouso ou medicação específica, provavelmente é angina. Entretanto, qualquer dor no peito deve ser avaliada imediatamente por um profissional.
3. É possível prevenir a angina?
Sim. Adotar hábitos saudáveis e controlar fatores de risco pode reduzir significativamente as chances de desenvolver angina.
4. Quais exames são mais indicados para diagnóstico?
O ECG, o teste de esforço e a angiografia coronariana são os principais exames utilizados.
Conclusão
A angina, apesar de ser uma condição bastante comum, não deve ser subestimada. Ela é um sinal de que o coração está enfrentando dificuldades para receber sangue suficiente, o que requer investigação e tratamento adequados. Com mudança de hábitos, acompanhamento médico e, quando necessário, intervenção adequada, é possível reduzir os riscos e preservar a saúde cardiovascular. Afinal, como disse o cardiologista Dr. Antônio Maluf, "Cuidar do coração é investir na qualidade de vida."
Referências
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Prevenção Cardiovascular.
- Ministério da Saúde. Cuidados com o Coração.
Se você suspeita de angina ou apresenta algum sintoma relacionado, procure um médico imediatamente para avaliação e orientação adequada. A prevenção e o cuidado contínuo são essenciais para uma vida mais saudável e com menor risco de complicações cardiovasculares.
MDBF