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Anti-Histamínicos: O Que São e Como Funcionam para Alergias

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As alergias são uma resposta do sistema imunológico a substâncias que, em pessoas sensíveis, podem causar reações desagradáveis, como espirros, coceira, congestão nasal, olhos lacrimejantes e outros sintomas. Entre os tratamentos disponíveis, os anti-histamínicos desempenham um papel fundamental na redução e controle dessas reações alérgicas. Mas afinal, o que são anti-histamínicos? Como eles atuam no organismo? Este artigo irá esclarecer essas dúvidas e fornecer informações essenciais para quem busca entender melhor esses medicamentos e suas aplicações.

O que são anti-histamínicos?

Os anti-histamínicos são medicamentos utilizados para combater os efeitos da histamina, uma substância química produzida pelo corpo durante reações alérgicas. A histamina é liberada pelos mastócitos (um tipo de célula do sistema imunológico) ao detectar uma substância estranha, como pólen, poeira, ácaros, pelos de animais ou alimentos. Essa liberação provoca sintomas típicos de alergia, como coceira, coriza, olhos vermelhos e congestão nasal.

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Como funcionam os anti-histamínicos?

Os anti-histamínicos bloqueiam os receptores de histamina no organismo, impedindo que essa substância se ligue a eles e cause os sintomas alérgicos. Essa ação reduz significativamente a intensidade das reações e melhora a qualidade de vida das pessoas alérgicas.

Tipos de anti-histamínicos

Existem diferentes tipos de anti-histamínicos, classificados principalmente pela geração. Cada um possui características específicas em relação ao tempo de ação, efeitos colaterais e uso recomendado.

Anti-Histamínicos de Primeira Geração

Estes medicamentos foram os primeiros a serem desenvolvidos e são conhecidos por causarem sonolência, devido à sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, atingindo o sistema nervoso central.

Exemplos:

  • Dipirona (não confundir com o analgésico de mesma nome)
  • Amidil
  • Difenidramina
  • Prometazina

Características principais:

CaracterísticasDescrição
Efeito sedativoAlto, causando sonolência
UsoAlergias, reações anafiláticas, insônia
Duração do efeitoVariável, geralmente de 4 a 6 horas

Anti-Histamínicos de Segunda Geração

Desenvolvidos posteriormente, esses medicamentos são mais seletivos e causam menos sonolência, sendo preferidos para uso diário.

Exemplos:

  • Loratadina
  • Cetirizina
  • Desloratadina
  • Fexofenadina

Características principais:

CaracterísticasDescrição
Efeito sedativoBaixo ou ausente
UsoAlívio de rinite, urticária e outras alergias crônicas
Duração do efeitoGeralmente de 12 a 24 horas

Como escolher o anti-histamínico adequado?

A escolha do anti-histamínico deve considerar:

  • O tipo e a gravidade da alergia
  • A frequência dos sintomas
  • A presença de efeitos colaterais, como sonolência
  • Orientação médica, especialmente para uso em crianças e gestantes

Indicações de uso

Os anti-histamínicos são indicados para tratar:

  • Rinite alérgica (sazonal ou perene)
  • Urticária
  • Conjuntivite alérgica
  • Picadas de inseto
  • Reações alérgicas a medicamentos ou alimentos

Efeitos colaterais comuns

Apesar de serem eficazes, os anti-histamínicos podem apresentar efeitos colaterais, dependendo do tipo e da dose administrada.

Tabela de efeitos colaterais comuns

Efeito colateralAnti-Histamínico de Primeira GeraçãoAnti-Histamínico de Segunda Geração
SonolênciaComumRaro
boca secaComumRaro
tonturaFrequenteRara
dor de cabeçaFrequenteRara
Náusea/testa sensação de indisposiçãoFrequenteRara

Citação: "A escolha do medicamento deve ser feita com atenção às necessidades do paciente e ao perfil de efeitos colaterais, sempre sob orientação médica." — Dr. João Silva, alergologista.

Como tomar anti-histamínicos corretamente?

Para garantir a eficácia do tratamento e minimizar efeitos indesejados, algumas recomendações são importantes:

  • Seguir a dosagem prescrita pelo médico ou conforme indicado na bula
  • Não exceder a dose recomendada
  • Tomar com água, preferencialmente após as refeições
  • Evitar o consumo de álcool durante o uso, pois pode potencializar efeitos sedativos
  • Para crianças, usar sempre a dosagem adequada à faixa de idade

Quando procurar um médico?

Embora os anti-histamínicos sejam bastante seguros, é fundamental buscar orientação médica se:

  • Os sintomas persistirem por mais de duas semanas
  • Apare dificuldades respiratórias severas
  • Surgirem reações adversas graves, como inchaço facial ou dificuldade para engolir
  • Os sintomas piorarem ou se apresentarem de forma diferente do habitual

Dicas importantes para controle das alergias

Além do uso de medicamentos, algumas medidas podem ajudar a reduzir os sintomas alérgicos:

  • Manter ambientes limpos e livres de poeira
  • Usar filtros HEPA em sistemas de ar condicionado e aspiradores de pó
  • Evitar contato com animais que causam alergia
  • Usar cortinas e roupas de cama com capas antiácaro
  • Consultar um imunologista para testes de sensibilidade e planos de controle

Perguntas Frequentes

1. Os anti-histamínicos causam sono?

Os de primeira geração costumam causar sono, enquanto os de segunda geração geralmente não provocam sonolência ou o fazem em menor intensidade.

2. Posso usar anti-histamínicos durante a gravidez?

Somente sob orientação médica. Algumas classes são consideradas seguras, mas é importante avaliar os riscos e benefícios.

3. Quanto tempo posso usar anti-histamínicos?

Depende do quadro clínico; em uso contínuo, a orientação médica é imprescindível para evitar efeitos adversos e garantir a eficácia do tratamento.

4. Os anti-histamínicos podem ser usados por crianças?

Sim, mas sempre com recomendação médica e seguindo as dosagens específicas para idade.

Conclusão

Os anti-histamínicos representam uma ferramenta eficaz no combate às alergias, proporcionando alívio dos sintomas e melhor qualidade de vida para os pacientes. Entender suas diferenças, mecanismos de ação e indicações é fundamental para um uso seguro e bem-sucedido. Sempre consulte um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento e adote medidas preventivas para reduzir a exposição a agentes alérgicos.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia. Guia de Tratamento de Alergias. Disponível em: https://www.sbai.org.br

  2. Ministério da Saúde. Manual de Alergias. Disponível em: https://www.saude.gov.br

Este conteúdo tem o objetivo de informar e não substituir a orientação médica. Procure sempre um profissional qualificado para diagnósticos e tratamentos.