O Que Que Significa TDH: Entenda o Transtorno de Déficit de Atenção
Nos dias de hoje, muitas pessoas ouvem falar do Transtorno de Déficit de Atenção, comumente abreviado como TDA ou TDH. Contudo, pouca gente compreende exatamente o que esse transtorno representa, quais seus sintomas, causas e como é possível conviver e tratar adequadamente.
Este artigo tem como objetivo esclarecer de forma detalhada e acessível o que significa TDH, abordando desde os aspectos clínicos até dicas de manejo, desmistificando o tema e fornecendo informações valiosas para quem busca entender melhor esse transtorno que afeta crianças, adolescentes e, muitas vezes, adultos.

O que é o TDH?
Definição de TDH
TDH, ou Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, é uma condição neurodesenvolvimental que afeta a capacidade de uma pessoa manter a atenção, controlar impulsos e regular seus níveis de atividade. Ele faz parte de um grupo chamado Transtornos do Neurodesenvolvimento, reconhecido pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Diferença entre TDA e TDAH
Historicamente, o transtorno era conhecido como TDA (Transtorno de Déficit de Atenção). Atualmente, o termo oficial e mais preciso utilizado pelos profissionais de saúde mental é TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), que inclui variantes com e sem hiperatividade.
Segundo a Associação Americana de Psiquiatria (APA) — responsável pelo DSM-5 —, o diagnóstico é feito com base nos sintomas, que podem variar de pessoa para pessoa.
Sintomas do TDH
Sintomas na infância
- Dificuldade de manter a atenção em tarefas ou atividades
- Esquecimento frequente de compromissos ou objetos
- Impulsividade notável
- Hiperatividade, como inquietação e dificuldade em permanecer sentado
- Dificuldade em concluir tarefas escolares ou atividades cotidianas
Sintomas na vida adulta
- Problemas de organização
- Impulsividade nas decisões financeiras ou profissionais
- Dificuldade em manter o foco em tarefas longas
- Desorganização e procrastinação
- Impaciência e ansiedade
| Sintomas de TDH | Características |
|---|---|
| Inatencão | Esquecimento, distração, dificuldade em seguir orientações |
| Hiperatividade | Agitação, inquietação, sensação de inquietude |
| Impulsividade | Interrupções, dificuldade em esperar a sua vez |
| Desorganização | Dificuldade em planejar tarefas, perder objetos |
Causas do TDH
Fatores genéticos
Estudos indicam uma forte hereditariedade, ou seja, o transtorno tende a ocorrer em famílias com histórico de TDAH.
Fatores ambientais
Exposição a substâncias tóxicas, como álcool ou tabaco durante a gestação, além de fatores ambientais adversos na infância, podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno.
Navegação neurobiológica
Alterações na estrutura e funcionamento de certas áreas cerebrais, principalmente no córtex pré-frontal, comprometendo funções executivas, estão relacionadas ao TDAH.
Diagnóstico do TDH
Como os profissionais diagnosticam
O diagnóstico é clínico e baseado na observação dos sintomas, além de entrevistas com pacientes e familiares. Não há exames laboratoriais específicos para identificar o TDAH, sendo essencial a avaliação por um psicólogo ou psiquiatra experiente.
Critérios utilizados
Os critérios do DSM-5 exigem a presença de pelo menos seis sintomas de desatenção ou hiperatividade/impulsividade por, pelo menos, seis meses, em diferentes contextos, como escola, trabalho e casa.
Tratamento do TDH
Opções de tratamento
Medicamentos: Estimulantes, como metilfenidato ou anfetaminas, costumam ser prescritos para melhorar os sintomas.
Psicoterapia: Terapia comportamental, coaching e aconselhamento ajudam no desenvolvimento de estratégias de organização e controle emocional.
Intervenções pedagógicas: Adequações escolares podem facilitar o processo de aprendizagem.
Mudanças no estilo de vida
Práticas de rotina, exercícios físicos regulares e alimentação equilibrada contribuem para o bem-estar de quem possui TDAH.
Como lidar com o TDH no dia a dia
Dicas práticas
- Organize seu ambiente: Utilize agendas, listas de tarefas e lembretes visuais.
- Estabeleça rotinas: Manter horários fixos ajuda na estabilidade emocional.
- Pratique atividades físicas: Exercícios liberam energia e auxiliam na concentração.
- Evite distrações: Seja em casa ou no trabalho, elimine estímulos que possam tirar sua atenção do foco principal.
- Busque suporte profissional: Psicólogos, psiquiatras e terapeutas ocupacionais podem orientar melhor seu tratamento.
Importância do apoio familiar e escolar
O apoio de familiares e professores é fundamental para criar um ambiente compreensivo e estruturado, ajudando na autoestima e na evolução do diagnóstico.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que exatamente significa TDAH?
TDAH significa Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade. É uma condição neurodesenvolvimental que afeta a atenção, o controle dos impulsos e os níveis de atividade da pessoa.
2. O TDAH é apenas uma fase da infância?
Embora seja comum o diagnóstico na infância, o transtorno pode persistir na adolescência e na vida adulta, exigindo cuidados específicos ao longo do tempo.
3. Como saber se tenho TDAH?
O diagnóstico deve ser realizado por um profissional qualificado, como um psicólogo ou psiquiatra, que irá avaliar sintomas e histórico clínico.
4. O TDAH pode ser tratado sem medicação?
Sim, diversas estratégias, incluindo terapia, mudanças no estilo de vida e apoio educacional, podem ajudar significantemente. Entretanto, em muitos casos, o uso de medicação é importante para o controle dos sintomas.
5. Quais são os principais desafios de quem tem TDAH?
Dificuldade de concentração, impulsividade, desorganização, problemas na vida acadêmica e profissional, além de dificuldades no relacionamento interpessoal fazem parte dos principais desafios.
Conclusão
O TDAH, ou Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade, é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Compreender seu significado, sintomas, causas e opções de tratamento é fundamental para promover uma melhor qualidade de vida para quem convive com o transtorno.
Como bem disse o neurocientista Dr. Philip Shaw: “Entender o TDAH é reconhecer que existe uma diferença neurobiológica que merece atenção, compreensão e cuidados específicos."
Seja na infância, adolescência ou na fase adulta, o reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para o desenvolvimento saudável e para o bem-estar emocional.
Referências
American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (5ª edição). Arlington, VA: American Psychiatric Publishing.
Ministério da Saúde. (2019). Guia de atenção à criança e ao adolescente com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Brasília.
Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (2020). TDAH: Diagnóstico e tratamento. Disponível em: https://www.ipub.ufrj.br
Para mais informações, consulte um profissional de saúde mental.
MDBF