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O Que Que É HPV: Entenda Tudo Sobre o Vírus HPV

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Nos dias de hoje, a saúde sexual e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) tornaram-se temas de extrema importância. Entre as DSTs mais comuns e discutidas globalmente está o HPV, abreviação de Papilomavírus Humano. Apesar de sua prevalência, ainda há muitas dúvidas e mitos envolvendo esse vírus. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que é o HPV, como ele é transmitido, seus riscos, formas de prevenção e tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é HPV?

O HPV (Papilomavírus Humano) é um grupo de infecções virais altamente comuns que podem afetar a pele e as mucosas em diversas partes do corpo, principalmente áreas genitais, boca e garganta. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV identificados até hoje, sendo que alguns podem causar lesões benignas, como verrugas, outros estão relacionados a cânceres de diferentes órgãos.

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Tipos de HPV

Os tipos de HPV podem ser classificados, basicamente, em três categorias:

  • HPV de baixo risco: oferecem menor probabilidade de causar câncer, podendo causar verrugas genitais ou outras lesões benignas. Exemplos: HPV 6 e HPV 11.
  • HPV de alto risco: estão associados ao desenvolvimento de câncer, especialmente câncer de colo do útero, além dos cânceres de ânus, boca, garganta e pênis. Exemplos: HPV 16 e HPV 18.
  • HPV não classificados como de risco ou benignos.

Como o HPV é Transmitido?

A principal via de transmissão do HPV é por contato sexual, seja vaginal, anal ou oral. A transmissão pode ocorrer mesmo quando a pessoa infectada não apresenta sintomas visíveis, o que torna a propagação do vírus ainda mais difícil de controlar.

Outras formas de transmissão

  • Contato pele a pele na região genital.
  • Uso de objetos contaminados, como brinquedos sexuais.
  • Transmissão vertical, do mãe para o bebê durante o parto, podendo causar verrugas na criança.

Sintomas do HPV

Na maioria dos casos, o HPV é assintomático, ou seja, a pessoa pode não apresentar sintomas. Quando aparecem, geralmente surgem verrugas genitais, que são pequenas protuberâncias, pápulas ou lesões semelhantes a couves, podem ocorrer tanto na região genital quanto na área ao redor.

Sintomas comuns incluem:

  • Verrugas genitais ou perianais.
  • Lesões planas ou elevadas na mucosa bucal.
  • Coceira ou desconforto na região afetada.

Riscos Associados ao HPV

Embora muitas infecções pelo vírus sejam transitórias e se resolvam espontaneamente, algumas podem evoluir para complicações mais sérias, como câncer.

Câncer e HPV

O HPV de alto risco é o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de colo do útero, responsável por milhares de mortes anualmente no mundo. Além disso, também está relacionado a câncer de ânus, garganta, pênis, vulva e vagina.

Tabela: HPVs de Alto Risco e Baixo Risco

Tipo de HPVRisco AssociadoPossíveis Lesões
HPV 6, 11Baixo riscoVerrugas genitais, papilomas
HPV 16, 18Alto riscoCâncer de colo do útero, garganta, pênis, outros

Diagnóstico do HPV

O diagnóstico pode ser feito por meio de testes específicos, especialmente para detectar vírus de alto risco. Os principais métodos incluem:

  • Papanicolau (Citologia do colo do útero): identifica alterações celulares provocadas pelo HPV de alto risco.
  • Testes de DNA: detectam a presença de tipos específicos de HPV.
  • Exames visuais: identificam verrugas ou lesões na região genital.

Prevenção do HPV

A melhor estratégia para evitar a infecção pelo HPV é a prevenção. Algumas medidas eficazes incluem:

Vacinação

A vacina contra o HPV é altamente eficaz na prevenção de infeções por tipos de alto risco. Existem vacinas disponíveis para diferentes idades e grupos de risco, como:

  • Vacina quadrivalente: protege contra HPV 6, 11, 16, 18.
  • Vacina nonavalente: cobre nove tipos de HPV, incluindo outros de alto risco.

Uso de preservativos

Embora o uso de preservativos não elimine totalmente o risco de transmissão, reduz significativamente as chances de contágio.

Rotina de exames

Para mulheres de todas as idades, realizar exames periódicos como o Papanicolau é fundamental para detectar precocemente alterações que possam evoluir para câncer.

Educação Sexual

Informar-se sobre práticas sexuais seguras e a importância da saúde sexual ajuda na prevenção.

Tratamento do HPV

Não há cura para o vírus em si, mas os sintomas (como verrugas) podem ser tratados. O tratamento varia conforme o tipo de lesão e o estágio da infecção.

Opções de tratamento

  • Remoção de verrugas: pode ser feita por cremes tópicos, crioterapia, cirurgia ou laser.
  • Monitoramento: alguns casos de infecção de alto risco podem ser acompanhados, com controle periódico.

Importante: O aparecimento de verrugas ou lesões não significa necessariamente que o vírus está ativo ou que causará câncer. No entanto, a recomendação é procurar atendimento médico.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O HPV tem cura?

Não há cura definitiva para o HPV, mas o sistema imunológico consegue eliminar o vírus na maioria dos casos em até dois anos. Os tratamentos disponíveis visam remover lesões visíveis ou reduzir o risco de complicações.

2. A vacinação é eficaz para todas as idades?

A vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, recomendada principalmente para adolescentes entre 9 e 14 anos. Contudo, pode ser indicada em algumas faixas etárias além dessa, sob orientação médica.

3. Posso fazer sexo sem preservativo se estiver vacinado?

A vacina protege contra os tipos de HPV presentes na vacina, mas não contra todos os tipos existentes. O uso do preservativo continua sendo recomendado para reduzir o risco de outras DSTs.

4. O HPV pode causar câncer de boca ou garganta?

Sim, alguns tipos de HPV, especialmente o HPV 16, estão relacionados ao câncer de boca e garganta.

5. Pessoas com HIV têm maior risco de HPV?

Sim, indivíduos imunossupressivos, como pessoas com HIV, têm maior propensão a adquirir infecções por HPV e a desenvolver lesões mais graves.

Conclusão

O vírus HPV é uma infecção extremamente comum e, muitas vezes, assintomática, mas que pode evoluir para problemas de saúde mais sérios, como cânceres. A prevenção, com a vacinação, uso de preservativos e exames regulares, é a melhor estratégia para reduzir os riscos. Manter o diálogo aberto com profissionais de saúde e ter hábitos de vida saudáveis são passos essenciais para garantir a saúde sexual e bem-estar.

Lembre-se, “Prevenir é sempre melhor do que remediar”, como bem disse o renomado especialista em saúde, Dr. José Carlos Pinto. Estar informado sobre o HPV é a primeira etapa para se proteger e proteger quem você ama.

Referências

Para mais informações sobre a vacinação contra o HPV, consulte o site do Ministério da Saúde.

Fique atento à sua saúde, pratique a prevenção e consulte um profissional de confiança sempre que necessário.