O Que Fazer Quando a Glicose Está Alta: Dicas e Cuidados Essenciais
A glicose alta no sangue, conhecida clinicamente como hiperglicemia, é uma condição que demanda atenção e manejo adequado, especialmente para quem vive com diabetes. Quando a glicose se eleva de forma persistente, ela pode causar complicações sérias, afetando órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Portanto, compreender o que fazer diante desses níveis elevados, adotando mudanças no estilo de vida, alimentação e, quando necessário, buscas por ajuda médica, é essencial para manter a saúde e a qualidade de vida.
Este artigo apresenta dicas práticas, cuidados recomendados e informações importantes para quem enfrenta episódios de glicose elevada, além de esclarecer dúvidas frequentes e oferecer orientações valiosas para o manejo da condição.

O que é glicose alta e por que ela ocorre?
A glicose alta no sangue ocorre quando há excesso de açúcar na corrente sanguínea, geralmente devido à deficiência de insulina ou resistência à insulina, fatores comuns no diabetes.
Causas comuns da glicose elevada:
- Alimentação inadequada, rica em carboidratos simples
- Sedentarismo
- Estresse emocional e físico
- Infecções ou doenças
- Uso de medicamentos que elevam a glicose
- Não seguir o tratamento recomendado para diabetes
Sintomas de glicose alta
Identificar os sintomas é fundamental para buscar ajuda rapidamente. Entre os sinais mais comuns estão:
- Aumento na sede e na micção
- Fadiga e fraqueza
- Visão embaçada
- Boca seca
- Náusea e vômito
- Dor de cabeça
- Perda de peso inexplicada (em casos mais graves)
O que fazer imediatamente quando a glicose está alta?
Se você percebe que sua glicose está elevada, siga as orientações abaixo:
Medir a glicemia
O primeiro passo é verificar sua glicose com um medidor de glicemia. O valor considerado alto varia, mas geralmente, níveis acima de 180 mg/dL após as refeições ou acima de 130 mg/dL em jejum indicam hiperglicemia.
Manter a calma
É fundamental não entrar em pânico. A ansiedade pode elevar ainda mais os níveis de glicose.
Beber bastante água
Hidratar-se ajuda a eliminar o excesso de glicose através da urina.
Evitar alimentos ricos em carboidratos simples
Pule bolos, doces, refrigerantes e alimentos processados até normalizar os níveis.
Realizar atividade física leve, se possível
Caminhar pode ajudar a reduzir a glicose, porém, se estiver se sentindo mal ou com sintomas graves, consulte seu médico antes de realizar exercícios.
Cuidados importantes a longo prazo
Controlar a glicose alta requer mudanças no cotidiano para evitar complicações futuras.
Alimentação equilibrada
Priorize alimentos ricos em fibras e com baixo índice glicêmico.
Medicação de acordo com orientação médica
Nunca suspenda ou ajuste medicamentos sem supervisão médica.
Atividades físicas regulares
Praticar pelo menos 150 minutos de exercícios moderados por semana fortalece o controle glicêmico.
Monitoramento constante
Faça exames de sangue regularmente e consulte seu endocrinologista para ajustes no tratamento.
Dicas práticas para controlar níveis de glicose
| Dica | Descrição | Benefício |
|---|---|---|
| Mantenha uma alimentação balanceada | Inclua frutas, verduras, proteínas magras e grãos integrais | Melhora o controle glicêmico |
| Evite exageros na alimentação | Reduza o consumo de doces e alimentos ultraprocessados | Evita picos de glicose |
| Pratique atividades físicas diariamente | Caminhadas, natação, Yoga | Ajuda a reduzir o açúcar no sangue |
| Hidrate-se adequadamente | Beba no mínimo 2 litros de água por dia | Auxilia na eliminação de glicose pela urina |
| Controle o estresse | Técnicas de respiração, meditação | Possui impacto positivo no controle glicêmico |
Quando procurar ajuda médica
Procure um profissional em casos de:
- Glicose contínua acima de 300 mg/dL
- Sintomas de cetoacidose diabética (náusea, vômito, respiração rápida, odor no hálito)
- Alterações visuais ou dores extremas
- Dúvidas sobre manejo da medicação
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que fazer se minha glicose estiver constantemente alta?
Procure seu médico para revisar seu tratamento, ajuste a alimentação e o exercício físico, além de realizar exames para identificar possíveis complicações.
2. É possível controlar a glicose alta apenas com remédios?
O tratamento medicamentoso é essencial, mas mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável e atividade física, são igualmente importantes para o controle efetivo.
3. Quanto tempo leva para a glicose voltar ao normal?
Depende do seu nível inicial, do tratamento adotado e da adesão às recomendações. Algumas pessoas veem melhorias em poucos dias, outras podem levar semanas.
4. É seguro fazer exercícios quando a glicose está alta?
Sim, exercícios leves podem ajudar, mas se os níveis estiverem muito elevados (acima de 300 mg/dL) ou se houver sintomas como vômito, consulte seu médico antes de praticar exercícios.
Conclusão
Saber o que fazer quando a glicose está alta é fundamental para quem vive com diabetes ou suspeita de hiperligemia. A prontidão em medir, ajustar hábitos, manter a calma e buscar auxílio médico é a chave para evitar complicações e manter a qualidade de vida.
Lembre-se: o controle glicêmico não é uma tarefa isolada, mas um conjunto de ações diárias que envolvem alimentação, exercícios, medicação e acompanhamento médico. Como dizia o renomado endocrinologista Dr. José Carlos Machado, "o paciente bem informado e engajado no seu tratamento tem maior chance de viver com saúde plena e longe das complicações".
Referências
- Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2023. Disponível em: https://www.diabetes.org.br
- Ministério da Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para o tratamento do diabetes mellitus. Disponível em: https://www.saude.gov.br
- American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes—2023. Disponível em: https://www.diabetes.org
Lembre-se: Caso os seus níveis de glicose estejam frequentemente elevados, procure um endocrinologista para avaliação e orientação adequada. O controle efetivo é o melhor caminho para uma vida saudável e livre de complicações.
MDBF