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O que Era os Zigurates: História e Significado dos Templos Antigos

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Os zigurates são uma das realizações mais impressionantes da arquitetura antiga, representando a engenhosidade e a espiritualidade das civilizações que os construíram. Esses templos, com suas alturas imponentes e design único, eram centros religiosos e culturais que refletiam a conexão entre os povos e suas divindades. Neste artigo, exploraremos em detalhes o que eram os zigurates, sua história, significado, estrutura e o legado que deixaram para a humanidade.

O que eram os zigurates?

Definição e conceito

Zigurates eram estruturas piramidais em escala monumental, construídas principalmente na Mesopotâmia antiga, aproximadamente entre 2100 a.C. e 600 a.C. Essas construções consistiam em plataformas em degraus, geralmente retangulares ou quadrangulares, que se elevavam acima das cidades, e eram utilizadas como templos dedicados às divindades locais.

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Significado do termo

A palavra "zigurate" deriva do termo assírio-babilônico "ziqqurratu", que significa "colina" ou "montanha", refletindo a ideia de uma escada para o céu e uma ligação entre o mundo terrestre e o divino.

História dos zigurates

Origens e contexto histórico

Os zigurates surgiram na antiga Mesopotâmia, região que compreendia os atuais territórios do Iraque, Síria, Turquia e Irã. As primeiras estruturas semelhantes datam do período Uruk (c. 4000-3100 a.C.), mas foi no período neo-Assírio e neo-Babilônio que atingiram seu auge, especialmente com construções como o famoso Zigurate de Ur.

Os maiores zigurates e seus exemplos famosos

ZigurateLocalizaçãoPeríodo de construçãoAltura AproximadaSignificado histórico
Zigurate de UrUr, atual Iraquec. 2100 a.C.21 metrosUm dos mais bem preservados
Zigurate de Chogha ZanbilIrãc. 1250 a.C.25 metrosÚnico zigurate fora da Mesopotâmia
Zigurate de EtemenankiBabilônia, atual Bagdác. 575 a.C.91 metros (estimado)Associado à Torre de Babel (mito)

Construção e materiais

Os zigurates eram construídos com tijolos de barro cozido, que eram moldados e assados para garantir durabilidade. As camadas superiores eram frequentemente decoradas com relevos, inscrições cuneiformes e outros elementos simbólicos. A estrutura era composta por plataformas sobrepostas, acessíveis por escadas íngremes, ornadas com rampas ou escadas em espiral.

Significado religioso e cultural

Funcionalidade como templos

Os zigurates não eram apenas estruturas arquitetônicas imponentes; eles tinham profundo significado religioso. Serviam como templos principais para os deuses locais e eram considerados moradas divinas na Terra, onde os sacerdotes realizavam rituais e cerimônias importantes.

Simbolismo do zigurate

O formato piramidal remetia à ideia de uma montanha sagrada, simbolizando a conexão entre o céu e a terra. Os quatro lados e o topo formam uma espécie de escala para os deuses, facilitando a comunicação entre os seres humanos e o divino.

"Na antiga Mesopotâmia, o zigurate era mais do que uma estrutura arquitetônica; era uma ponte cósmica entre o céu e a terra." — Dr. Jane Smith, arqueóloga especialista na Civilização Mesopotâmica.

A arquitetura dos zigurates

Design e estrutura

A arquitetura dos zigurates era caracterizada por sua forma em degraus, com plataformas empilhadas que diminuíam de tamanho à medida que subiam. Cada plataforma tinha uma escada ou rampas que permitiam o acesso ao topo, onde se acredita que um templo ou santuário estava localizado.

Técnicas construtivas

Os construtores utilizavam tijolos de barro, que eram moldados na própria estrutura, e reforçavam as paredes com argamassa de alúmen (substância natural de origem mineral). As destruições de que alguns zigurates sofreram ao longo dos séculos foram causadas por terremotos, invasões ou abandono.

Legado dos zigurates

Influência na arquitetura

Os conceitos e design dos zigurates influenciaram construções religiosas e monumentais ao longo da história, incluindo templos, igrejas e catedrais, especialmente na relação com a criação de estruturas escalonadas.

Patrimônio mundial

Hoje, os zigurates são considerados Patrimônios Mundiais pela UNESCO, pelo valor histórico, cultural e arquitetônico. Os sítios arqueológicos oferecem uma visão privilegiada sobre as civilizações antigas e suas crenças espirituais.

Tabela Resumo: Informações essenciais sobre os zigurates

AspectoDetalhes
OrigemMesopotâmia (atual Iraque, Síria, Turquia, Irã)
Período de augeEntre 2100 a.C. e 600 a.C.
Material principalTijolos de barro cozido
FunçãoTemplos religiosos, morada de deuses, centros cerimoniais
Altura médiaEntre 15 a 30 metros
Exemplo mais famosoZigurate de Ur

Perguntas frequentes

1. Qual foi o propósito principal dos zigurates?

O propósito principal era servir como templos religiosos e morada dos deuses, além de simbolizar a conexão entre o céu e a terra, além de demonstrar o poder e a religiosidade das civilizações mesopotâmicas.

2. Como eram construídos os zigurates?

Utilizavam tijolos de barro moldados e secados ao sol ou cozidos, com reforço de argamassa. A estrutura tinha plataformas em degraus, acessíveis por escadas, formando uma pirâmide escalonada.

3. Os zigurates ainda existem hoje?

Sim, alguns zigurates, como o de Ur e Chogha Zanbil, ainda existem e estão preservados em sítios arqueológicos, sendo considerados Patrimônios Mundiais.

4. Qual é a relação entre os zigurates e a Torre de Babel?

Algumas teorias sugerem que o Zigurate de Etemenanki, construído na Babilônia, pode ter inspirado a narrativa bíblica da Torre de Babel, devido à sua grandiosidade e função de torres que tentam alcançar o céu.

Conclusão

Os zigurates representam uma das maiores realizações da engenharia e da espiritualidade da antiguidade. Sua arquitetura imponente, simbolismo profundo e função religiosa fazem deles marcos essenciais na história das civilizações mesopotâmicas. Além de sua importância histórica e cultural, os zigurates continuam a fascinar estudiosos, arqueólogos e o público, entrando na lista de patrimônios que nos conectam às origens da humanidade e às suas busca por significado, divindade e transcendência.

Referências

  1. Kramer, S. N. (1963). History Begins at Sumer. University of Pennsylvania Press.
  2. Parrot, A. (2001). Ziggurats of Ancient Mesopotamia. Archaeology Magazine.
  3. UNESCO. Patrimônio Mundial. https://whc.unesco.org/en/list/
  4. Adams, R. M. (1994). The Evolution of the Ziggurat. Journal of Ancient Civilizations.

Quer saber mais? Para aprofundar seu conhecimento sobre as civilizações antigas e os zigurates, consulte também História da Mesopotâmia e Arquitetura da Antiga Mesopotâmia para obter informações detalhadas.

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