Sujeito Indeterminado: Entenda o Conceito na Língua Portuguesa
Na Língua Portuguesa, a construção das frases envolve diferentes elementos que contribuem para a clareza e a precisão da comunicação. Um desses elementos essenciais é o sujeito, responsável por indicar quem realiza a ação ou sobre quem se faz uma declaração. Entre os tipos de sujeito, destaca-se o sujeito indeterminado, uma forma de expressão que gera particularidades e dúvidas entre estudantes e profissionais da linguagem. Este artigo busca esclarecer de forma detalhada e acessível o que é o sujeito indeterminado, suas características, formas de uso, exemplos práticos e diferenças em relação aos demais tipos de sujeito, contribuindo para melhorar sua compreensão e aplicação na escrita e na fala.
O que é o sujeito na Língua Portuguesa?
Antes de entender especificamente o sujeito indeterminado, é importante definir o que é o sujeito em si. O sujeito é o termo da oração que indica quem realiza a ação ou de quem se fala, podendo ser uma pessoa, um objeto, uma ideia ou até um conceito abstrato.

Por exemplo:
- João comprou um carro.
- A chuva molhou o jardim.
- Falar algo é importante.
O sujeito pode ser explícito ou implícito, simples ou composto, determinado ou indeterminado.
O que é o sujeito indeterminado?
Definição
O sujeito indeterminado é aquele do qual não se sabe, não se quer ou não se deseja identificar quem realiza a ação. Esse tipo de sujeito é utilizado quando o falante prefere não ou não pode especificar quem realizou a ação, muitas vezes por razões de anonimato, generalização ou indefinição quanto ao agente.
Características do sujeito indeterminado
- Não há um agente definido na frase.
- Geralmente, o sujeito não aparece de forma explícita na oração.
- Pode indicar generalização ou ações feitas por pessoas indeterminadas.
- Usado para evitar responsabilização ou quando a agente é desconhecido.
Como identificar o sujeito indeterminado?
Formas de uso do sujeito indeterminado
Na Língua Portuguesa, o sujeito indeterminado pode ser formado de diferentes maneiras:
| Forma de Construção | Exemplo | Observação |
|---|---|---|
| Verbo na 3ª pessoa do plural (sem sujeito explícito) | Vive-se bem nesta cidade. | Geralmente usado com verbos transitivos ou intransitivos. |
| Verbo na 3ª pessoa do singular + o índice de indeterminação "se" | Vive-se bem nesta cidade. | Uso mais comum na linguagem informal. |
| Verbo na 3ª pessoa do singular + “se” sem sujeito explícito | Dizem que vai chover hoje. | Também forma passiva sintética. |
| Verbo na 3ª pessoa do plural + "se" | Falam-se muitos idiomas neste país. | Indica ação de várias pessoas, sem especificar quem são. |
Exemplos práticos
- Fala-se muito sobre isso agora.
- Diz-se que o Brasil vai sediar a próxima Copa do Mundo.
- Vive-se bem nesta região.
- Falam-se muitas coisas a respeito da nova política.
Diferença entre sujeito indeterminado e sujeito oculto
| Critério | Sujeito Indeterminado | Sujeito Oculto |
|---|---|---|
| Quem é o agente? | Incerto ou não revelado | Sabido, porém subentendido na frase |
| Forma de identificação | Uso do verbo na 3ª pessoa + "se" ou verbo na 3ª pessoa do plural | Verbo conjugado na 1ª ou 2ª pessoa, mas omitido na frase |
| Exemplo | Fala-se muito sobre isso. | Falamos muito sobre isso. (sujeito oculto) |
Quando usar o sujeito indeterminado?
Situações comuns
- Quando o agente da ação não é conhecido ou não interessa ser identificado.
- Quando se deseja generalizar uma afirmação.
- Para evitar responsabilização ou atribuição de culpa.
- Em textos jornalísticos ou informativos que tratam de ações gerais.
Exemplos de uso na prática
- Aqui fala-se duas línguas diferentes. (generalização)
- Diz-se que a economia está melhora. (indefinição do agente)
- Vive-se bem nesta cidade. (generalização ou impessoalidade)
Diferenciação entre sujeito indeterminado, determinado e inexistente
Para facilitar a compreensão, confira a tabela a seguir:
| Tipo de Sujeito | Características | Exemplos |
|---|---|---|
| Sujeito Determinado | Conhecido, específico na oração | João comprou um carro. |
| Sujeito Indeterminado | Não especificado, ignora-se quem realiza a ação | Vive-se bem nesta cidade. |
| Sujeito Inexistente | Frases sem sujeito, geralmente orações que Expressam fenômenos da natureza | Choveu bastante ontem. |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que distingue o sujeito indeterminado do sujeito definido?
O sujeito definido é aquele cujo agente é conhecido ou pode ser identificado na frase, enquanto o sujeito indeterminado refere-se a situações em que esse agente é desconhecido, não declarado ou é intencionalmente omitido.
2. Quais são as formas mais comuns de formar o sujeito indeterminado?
As principais formas são o uso do verbo na terceira pessoa do plural sem sujeito explícito e o uso do pronome "se" com o verbo na terceira pessoa do singular ou plural.
3. Quando devo usar o sujeito indeterminado na minha redação?
Utilize o sujeito indeterminado quando desejar generalizar ações, falar de forma impessoal ou evitar responsabilizar alguém específico pela ação. É comum em textos jornalísticos, acadêmicos e na linguagem formal e informal.
4. O sujeito indeterminado é sempre impessoal?
Não necessariamente. O sujeito indeterminado pode ser impessoal, mas também pode indicar uma ação realizada por várias pessoas de forma indefinida.
5. Como diferenciar o sujeito indeterminado do sujeito oculto?
O sujeito oculto é aquele que, embora não apareça na frase, é conhecido pelo contexto e pode ser identificado por conjugação verbal. O sujeito indeterminado, por sua vez, não é possível identificar ou saber quem realiza a ação.
Importância do Sujeito Indeterminado
De acordo com a gramática normativa, o uso adequado do sujeito indeterminado enriquece a redação, promovendo uma comunicação mais clara e precisa, especialmente quando o objetivo é generalizar ações ou esconder a autoria.
Como afirma Celso Pedro Luft:
“A língua é uma ferramenta de expressão social e, muitas vezes, a forma impessoal ou indeterminada do sujeito reflete uma visão de mundo que abrange a coletividade ou uma ação sem um responsável específico.”
Por isso, compreender seu uso é fundamental para evitar ambiguidades e aprimorar suas habilidades na escrita e na fala.
Conclusão
O sujeito indeterminado é uma ferramenta linguística importante para expressar ações de forma generalizada, impessoal ou sem precisar divulgar quem realizou a ação. Sua formação é simples, mas requer atenção às regras de conjugação verbal e uso do "se". Entender suas regras e diferenças é essencial tanto para estudantes quanto para profissionais da linguagem, jornalistas, escritores e qualquer pessoa que deseja aprimorar sua comunicação na Língua Portuguesa. Ao estudar e aplicar corretamente, você torna seus textos mais versáteis, claros e adequados às diferentes situações comunicativas.
Referências
- Gramatica da Língua Portuguesa – Celso Pedro Luft. Editora Ática, 2012.
- Gramática Normativa da Língua Portuguesa – Evanildo Bechara. Editora Revinter, 2015.
- Portal Educação - Sujeito na Língua Portuguesa
- Português Simplificado - Uso do "se" na Voz Passiva e Indeterminado
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