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O Que é Tourette: Entenda os Sintomas e Tratamentos

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A condição de Tourette é muitas vezes cercada de conceitos equivocados e desconhecimento. Para compreender melhor essa síndrome, é fundamental entender seus fundamentos, sintomas, causas e possibilidades de tratamento. Este artigo oferece uma explicação detalhada sobre o Transtorno de Tourette, abordando aspectos essenciais para esclarecimento e orientação.

Introdução

O Transtorno de Tourette, conhecido popularmente como Síndrome de Tourette, é um distúrbio neurológico que aparece na infância ou adolescência e caracteriza-se por movimentos e sons involuntários chamados de tiques. Apesar de ser relativamente comum — estima-se que afete cerca de 1 a cada 100 crianças — muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre sua origem, sintomas e tratamento.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diagnóstico precoce e a intervenção adequada podem melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

O que é Tourette?

Definição

O Transtorno de Tourette é uma condição neurológica que se manifesta por meio de tiques motores e vocais. Esses tiques são movimentos ou sons involuntários, rápidos, recorrentes e não programados, que variam de intensidade e frequência ao longo do tempo.

Por que acontece?

A causa exata do Tourette ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva fatores genéticos, neurológicos e ambientais. Estudos apontam que há uma disfunção nos circuitos neurais que envolvem o sistema dopaminérgico, influenciando a produção e controle dos tiques.

Quem é afetado?

Embora possa ocorrer em qualquer pessoa, o Tourette é mais comum em meninos e geralmente inicia na infância. Segundo dados recentes, aproximadamente 1% da população mundial apresenta algum grau de tiques relacionados ao transtorno.

Sintomas do Tourette

Tiques motores

São movimentos involuntários que podem incluir:

  • Piscar excessivamente
  • Enrijecer os ombros
  • Fazer caretas
  • Sacudir a cabeça
  • Movimentos repetitivos de braços e pernas

Tiques vocais

São sons ou palavras que a pessoa emite involuntariamente, tais como:

  • Bufadas
  • Tosses
  • Palavras obscenas (coprolalia) — presente em uma porcentagem pequena, cerca de 10 a 15% dos casos
  • Repetições de sons ou palavras

Quais são os sinais mais comuns?

Tipo de TiqueExemplosFrequência
Tiques motoresPiscar, enrijecer ombros, fazer caretasVariável, podem desaparecer ou intensificar-se ao longo do tempo
Tiques vocaisBufadas, tosses, grunhidosPodem ocorrer isoladamente ou junto com tiques motores

Como identificar?

Os tiques costumam aparecer de forma súbita, variando em intensidade e duração. São mais proeminentes em situações de ansiedade ou esforço mental, podendo diminuir em momentos de relaxamento.

Diagnóstico do Tourette

Critérios principais

  • Presença de múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal
  • Os tiques começaram antes dos 18 anos
  • Os tiques persistem por mais de um ano
  • Os tiques não são decorrentes de uso de substâncias ou de outras condições neurológicas

Avaliação clínica

O diagnóstico é realizado por um neurologista ou psiquiatra, através de entrevistas, observação do paciente e análise do histórico clínico.

Tratamentos disponíveis

Embora não exista cura definitiva para o Tourette, diversos tratamentos ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamentos farmacológicos

Medicamentos que atuam na redução dos tiques ou na diminuição da ansiedade que pode agravá-los, como:

Classe de MedicamentoExemplosConsiderações
Antagonistas de dopaminaHaloperidol, PimozidePodem causar efeitos colaterais, como fadiga e distúrbios extrapiramidais
Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS)Fluoxetina, SertralinaAuxiliam no controle de sintomas associados, como transtornos compulsivos

Terapias não medicamentosas

  • Terapia comportamental (com foco na técnica de Habit Reversal): Ajuda o paciente a reconhecer os tiques e desenvolver estratégias para controlá-los.
  • Apoio psicológico: Para lidar com ansiedade, estresse e questões emocionais relacionadas à síndrome.

Mudanças no estilo de vida

  • Evitar situações de grande estresse
  • Manter rotina de sono adequada
  • Técnicas de relaxamento e mindfulness

Link externo de referência

Para saber mais sobre os tratamentos, acesse Associação Brasileira de Transtornos do Movimento.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O Tourette desaparece com a idade?

Em muitos casos, os tiques tendem a diminuir na adolescência ou fase adulta, mas podem persistir em graus variados.

O Tourette é contagioso?

Não, o transtorno não é contagioso. Trata-se de uma condição neurológica.

Pessoas com Tourette podem levar uma vida normal?

Sim. Com o tratamento adequado, suporte psicológico e adaptações, muitos pacientes levam uma vida plena e produtiva.

Existe alguma relação entre Tourette e outros transtornos?

Sim. Aproximadamente 60% dos indivíduos com Tourette apresentam outros transtornos, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade e transtornos compulsivos.

Conclusão

O Transtorno de Tourette é uma condição neurológica complexa, mas totalmente gerenciável com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Com compreensão, apoio e intervenções específicas, os indivíduos podem viver de forma plena, superando as dificuldades associadas aos tiques.

A informação e a sensibilização são essenciais para reduzir o estigma e promover uma convivência mais inclusiva. Se você suspeita de Tourette em si ou em alguém próximo, procure orientação médica especializada para garantir o melhor cuidado possível.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Transtorno de Tourette. Disponível em: https://www.who.int
  2. Associação Brasileira de Transtornos do Movimento. Guia para pacientes com Tourette. Disponível em: https://www.abtm.org.br
  3. Leckman, J. F., et al. "Tourette Syndrome: Clinical Features." The Journal of Child Psychology and Psychiatry, vol. 59, no. 1, 2018, pp. 30–48.
  4. Robertson, M. M., Eapen, V. (2018). "Tourette Syndrome." The Lancet, 392(10145), 1610-1620.

“Conhecer é o primeiro passo para o entendimento e para a aceitação das diferenças.”